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Antártida passa a abrigar o primeiro cofre mundial de gelo para preservar a história climática da Terra e proteger núcleos glaciais ameaçados pelo aquecimento global

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/03/2026 às 17:36
Entrada escavada no gelo da Antártida que abriga o cofre mundial de núcleos glaciais criado para preservar registros climáticos da Terra.
Estrutura escavada no gelo do Planalto Antártico Oriental abriga o primeiro cofre mundial de núcleos glaciais, criado para preservar registros climáticos históricos.
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Um arquivo científico foi criado no continente antártico para guardar amostras de gelo que registram a evolução da atmosfera e do clima do planeta ao longo de milhares de anos

Uma iniciativa científica internacional voltada à preservação da história climática da Terra começou a ganhar forma no continente mais frio do planeta.
Pesquisadores instalaram na Antártida o primeiro arquivo global de núcleos de gelo, criado para conservar registros naturais que revelam como a atmosfera evoluiu ao longo do tempo.

O local foi construído nas proximidades da Estação Concordia, situada no Planalto Antártico Oriental.
Ali, cientistas estabeleceram um repositório permanente para amostras coletadas em geleiras ao redor do mundo.

A iniciativa é coordenada pela Ice Memory Foundation, organização científica que lidera um esforço internacional para proteger esses registros naturais.
O projeto busca preservar dados climáticos antes que o avanço do aquecimento global provoque o desaparecimento de diversas geleiras.

Os cilindros armazenados, conhecidos como núcleos glaciais, contêm pequenas bolhas de ar aprisionadas ao longo de centenas ou até milhares de anos.
Essas bolhas guardam informações sobre a composição da atmosfera em diferentes momentos da história do planeta.

Cofre natural foi instalado no gelo da Antártida

A estrutura foi escavada cerca de cinco metros abaixo da superfície da neve, onde o frio permanece constante durante todo o ano.
Nesse ambiente, a temperatura natural atinge aproximadamente –52 °C, o que permite conservar as amostras sem a necessidade de equipamentos artificiais de refrigeração.

Esse ambiente extremamente frio funciona, na prática, como um congelador natural permanente.
Assim, as amostras podem ser preservadas por longos períodos com menor risco de degradação.

Segundo os pesquisadores envolvidos no projeto, a escolha da Antártida reduz riscos associados a falhas técnicas ou interrupções energéticas.
Além disso, o local também diminui possíveis impactos de instabilidades políticas ou estruturais que poderiam comprometer instalações científicas convencionais.

Dessa forma, o continente gelado passa a atuar como um dos ambientes mais seguros do planeta para armazenar registros climáticos.

Núcleos de gelo registram a história da atmosfera

Os núcleos glaciais funcionam como arquivos naturais extremamente detalhados do clima da Terra.
Cada camada de gelo acumulada ao longo do tempo registra pequenas partículas e gases presentes na atmosfera.

Essas camadas preservam evidências que ajudam cientistas a entender mudanças ambientais ocorridas ao longo de séculos ou milênios.

Entre os registros identificados nos núcleos de gelo estão:

  • Gases de efeito estufa presentes na atmosfera em diferentes épocas
  • Partículas liberadas por erupções vulcânicas
  • Poluentes industriais associados à atividade humana
  • Vestígios de eventos climáticos extremos

Essas informações permitem reconstruir o clima do passado e compreender transformações ambientais que moldaram o planeta.
Ao mesmo tempo, os dados ajudam cientistas a aprimorar modelos que projetam mudanças climáticas futuras.

Geleiras ameaçadas aceleram corrida científica

Apesar da importância dessas informações, muitas geleiras estão recuando rapidamente.
O avanço do aquecimento global tem provocado perda acelerada de gelo em diversas regiões montanhosas.

Algumas dessas geleiras podem desaparecer ainda neste século.
Caso isso ocorra, registros únicos da história climática da Terra poderão ser perdidos.

Esse cenário levou pesquisadores a intensificar esforços para coletar e preservar amostras de gelo enquanto essas geleiras ainda existem.
Assim, o armazenamento em um cofre natural na Antártida passou a ser considerado uma estratégia essencial para proteger esses dados.

Primeiras amostras chegam ao novo arquivo de gelo

O novo repositório antártico recebeu recentemente suas primeiras amostras científicas.
Entre elas estão núcleos de gelo coletados no Mont Blanc em 2016.

Além disso, o arquivo também passou a abrigar amostras retiradas do Grand Combin em 2025.

As amostras foram transportadas até o continente antártico a bordo do navio quebra-gelo de pesquisa Laura Bassi.
Durante toda a travessia, os cilindros permaneceram armazenados a –20 °C, garantindo a integridade das informações.

A expedição durou mais de cinquenta dias.
Durante o percurso, o navio atravessou o Mar Mediterrâneo, o Oceano Atlântico, o Oceano Pacífico e o Oceano Antártico.

A jornada terminou no Mar de Ross, uma das principais portas de acesso ao interior da Antártida.

Arquivo climático foi criado pensando nas próximas gerações

O projeto pretende reunir, ao longo dos próximos anos, amostras provenientes de geleiras localizadas em diferentes regiões do planeta.
Com isso, cientistas pretendem formar um acervo global capaz de preservar registros climáticos de diversas partes da Terra.

A proposta é garantir que esses dados permaneçam disponíveis para futuras gerações de pesquisadores.
Mesmo que algumas geleiras desapareçam, os registros atmosféricos permanecerão preservados no cofre antártico.

Além disso, os cientistas acreditam que tecnologias mais avançadas poderão revelar novas informações escondidas nesses núcleos de gelo.
Essas cápsulas naturais podem ampliar o conhecimento científico sobre a evolução do clima terrestre.

Até que ponto preservar registros climáticos do passado pode ajudar a humanidade a compreender e enfrentar as mudanças climáticas do futuro?

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Assis
Assis
12/03/2026 10:20

LEIA…
PORQUE HEIM?🤔❓🤔❓🤔
“POR quê” JUNTO OU SEPARADO com OU seM acento Para quem não é professor de português ACONTECERA O ENTENDIMENTO final, – POIS Então, sou leigo, sou até ignorante, mas vamos por parte, já temos muito mais de 80 anos terrestres que estamos tendo esta conversa sobre clima e aquecimento global, as narrativas é que o degelo iria acontecer e cidades litorâneas iriam inundar e a causa seria o aquecimento global, — porém o degelo já aconteceu o verão no Brasil está dentro do cronograma, o inverno do norte da América também dentro do cronograma só um pouco mais frio do que se imaginava por causa do aquecimento global, A PERGUNTA É…?
✅ PORQUE A MARÉ NÃO SUBIU❓🤔
✅ PORQUE AS ESTAÇÕES ESTÃO DE ACORDO COM O CALENDÁRIO.
✅ PORQUE OCORREU A SECA FAZENDO APARECER DESENHOS RUPESTRES E CULPARAM O BOLSONARO❓
✅ PORQUE TODOS OS ANOS AS QUEIMADAS OCORREM CONSTANTEMENTE EM CERTAS REGIÕES DO BRASIL E NO GOVERNO DA DIREITA O CULPADO FOI O BOLSONARO, E NO GOVERNO DA ESQUERDA SAO OS OUTROS OS CULPADOS❓🤔❓🤔?
PORQUE HEIM?❓🤔❓🤔❓🤔❓🤔❓

Marcelo Gomes
Marcelo Gomes
11/03/2026 17:01

Desocupado pra ****

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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