Planetas rochosos como Kepler-442b, Teegarden b, TOI 700 d e LHS 1140 b estão entre os mundos mais promissores já analisados por cientistas, mas as distâncias extremas ainda impedem qualquer tentativa real de colonização
Cientistas identificaram 4 planetas potencialmente mais habitáveis que a Terra, todos localizados fora do Sistema Solar e situados entre 12,5 e 1.200 anos-luz de distância. Esses mundos chamam atenção porque podem reunir condições essenciais para a vida, como água líquida, superfície rochosa, clima estável e temperaturas mais amenas.
Os planetas citados são Kepler-442b, Teegarden b, TOI 700 d e LHS 1140 b. Eles orbitam estrelas menores e mais frias que o Sol, ficam em zonas habitáveis e, em alguns casos, têm tamanho e massa parecidos com os da Terra. O grande obstáculo é que, mesmo os mais próximos, ainda estão separados por distâncias enormes, tornando qualquer tentativa de colonização impossível com a tecnologia atual.
O que torna esses planetas tão parecidos com a Terra
Para avaliar se planetas podem abrigar vida, cientistas observam se eles estão na chamada zona habitável de suas estrelas. Essa é a faixa de distância em que um mundo não é quente demais nem frio demais, permitindo a possível existência de água líquida na superfície.
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A Terra serve como principal referência nessa comparação. Além da distância correta da estrela, entram na análise fatores como presença de atmosfera, composição rochosa e estabilidade orbital. Planetas gasosos, como Júpiter, não oferecem uma superfície sólida parecida com a da Terra, o que dificulta o desenvolvimento da vida como conhecemos.
Outro critério citado é o ESI, índice de similaridade com a Terra. Quanto mais perto de 1, maior a semelhança do planeta com o nosso mundo e, teoricamente, maior seu potencial de habitabilidade.
Kepler-442b está entre os planetas mais promissores para abrigar vida

O primeiro destaque é Kepler-442b, localizado a cerca de 1.200 anos-luz da Terra, na constelação de Lira. Ele foi descoberto em 2015 pela missão Kepler, da NASA, criada para detectar exoplanetas com características habitáveis.
Esse é um dos planetas mais interessantes da lista porque orbita uma estrela anã laranja do tipo K, menor e mais fria que o Sol. Esse tipo de estrela pode viver por dezenas de bilhões de anos, oferecendo mais tempo para processos biológicos evoluírem e menos exposição a radiação agressiva.
O planeta recebe cerca de 70% da luz que a Terra recebe do Sol, está na zona habitável e pode ter temperaturas adequadas para água líquida. Ele tem cerca de 1,34 vez o raio da Terra e massa estimada em até 2,3 vezes a terrestre, o que o classifica como uma superterra rochosa.
Teegarden b é um dos planetas mais próximos com potencial de habitabilidade

Teegarden b é um dos casos mais impressionantes por sua proximidade relativa. Ele está a 12,5 anos-luz da Terra, na constelação de Áries, orbitando uma pequena estrela anã vermelha chamada Teegarden’s Star.
A descoberta foi anunciada em 2019 por astrônomos europeus, usando o método da velocidade radial. Esse método identifica pequenas oscilações gravitacionais causadas pelo planeta em sua estrela.
Entre os planetas analisados, Teegarden b se destaca por ter massa e raio muito semelhantes aos da Terra. Por isso, é descrito como uma exoterra, ou seja, um exoplaneta que combina zona habitável, tamanho, densidade e gravidade próximos aos do nosso planeta.
Mesmo orbitando muito perto de sua estrela, a cerca de 0,025 unidade astronômica, essa distância pode ser adequada porque a estrela é muito menos energética que o Sol. Seu ano dura apenas 4,9 dias terrestres.
TOI 700 d é um dos planetas descobertos pela NASA com tamanho parecido com o da Terra

TOI 700 d foi descoberto em janeiro de 2020 pelo telescópio espacial TESS, da NASA. Ele chamou atenção por ser um planeta do tamanho da Terra localizado na zona habitável de sua estrela.
A estrela TOI 700 é uma anã vermelha com cerca de 40% do tamanho e da massa do Sol. Como emite menos energia, planetas próximos ainda podem permanecer em uma faixa adequada para temperaturas compatíveis com água líquida.
TOI 700 d tem cerca de 1,14 vez o tamanho da Terra e é considerado um planeta rochoso, possivelmente uma superterra leve. Seu ano dura 37 dias terrestres.
Modelos climáticos feitos por cientistas da NASA simularam diferentes atmosferas e oceanos para TOI 700 d. Alguns cenários indicam que ele poderia manter água líquida na superfície, especialmente se tivesse atmosfera densa com gases como dióxido de carbono, nitrogênio e vapor d’água.
LHS 1140 b pode ter água em abundância e atmosfera espessa

LHS 1140 b foi descoberto em 2017 e fica a aproximadamente 49 anos-luz da Terra, na constelação de Cetus. Ele orbita uma estrela anã vermelha do tipo M, menor, mais fria e mais longeva que o Sol.
O planeta foi identificado pelo método de trânsito, quando passa diante da estrela e causa uma leve queda no brilho observado. Depois, medições de velocidade radial ajudaram a estimar sua massa.
Entre os planetas potencialmente habitáveis, LHS 1140 b impressiona pelo tamanho. Ele tem cerca de 1,7 vez o raio da Terra e quase 7 vezes mais massa, sendo classificado como uma superterra densa e rochosa.
Mesmo assim, o planeta permanece dentro da zona habitável e pode ter uma atmosfera espessa capaz de equilibrar temperaturas e proteger a superfície. Segundo a base, ele pode esconder um elemento essencial: água em abundância.
Por que ainda não vivemos nesses planetas
A resposta está na distância. Mesmo os planetas mais próximos da lista continuam longe demais para qualquer viagem humana com a tecnologia atual. Teegarden b, por exemplo, está a 12,5 anos-luz da Terra.
Para alcançar esses mundos, seria necessário desenvolver naves capazes de viajar a frações da velocidade da luz. Além disso, seria preciso manter seres humanos vivos por décadas ou séculos no espaço.
Também não há certeza de que esses planetas realmente tenham vida. O que existe são indícios de habitabilidade, baseados em distância da estrela, tamanho, massa, composição rochosa e possibilidade de água líquida.
O que esses planetas revelam sobre a busca por vida fora da Terra
A identificação desses 4 planetas não significa que a humanidade encontrou novos lares prontos para ocupação. O que ela mostra é que a Terra pode não ser o único mundo com condições favoráveis à vida.
Kepler-442b, Teegarden b, TOI 700 d e LHS 1140 b ajudam cientistas a entender onde procurar sinais de vida no universo. Eles também reforçam uma ideia poderosa: planetas rochosos, em zonas habitáveis e com potencial para água líquida podem ser mais comuns do que se imaginava.
Ainda assim, por enquanto, a Terra continua sendo o único planeta acessível e comprovadamente habitável para nós. Esses mundos seguem como alvos científicos fascinantes, mas distantes demais para qualquer plano real de colonização.
Você acredita que algum desses planetas pode realmente abrigar vida fora da Terra? Deixe sua resposta nos comentários.


show. Ainda não temos tecnologia para chegar em nenhum desses planetas. Todos esses estudos precisam continuar. Um dia chegaremos em outros planetas. Ainda estamos engatinhando. Com Fé e a ciência juntas chegaremos mais longe.
Mano será que um deles será pandora do filme Avatar
Não acredito! A terra é única, Deus criou a terra para ser habitada pelos homens. Isaías 45:18