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Cientistas desenvolvem material inovador que transforma luz visível em ultravioleta, criando novas possibilidades para equipamentos ópticos, comunicações avançadas e aplicações industriais graças a um mecanismo inédito de conversão luminosa

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Escrito por Hilton Libório Publicado em 28/06/2026 às 13:55 Atualizado em 28/06/2026 às 13:57
Pesquisador segura um material semicondutor em laboratório de alta tecnologia durante testes com conversão de luz visível em luz ultravioleta para aplicações em fotônica avançada.
Novo material transforma luz visível em ultravioleta e impulsiona avanços na fotônica
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Pesquisadores criam novo material que converte luz visível em luz ultravioleta e amplia aplicações da fotônica avançada em energia e indústria.

Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, desenvolveram um novo material capaz de converter luz visível em luz ultravioleta utilizando apenas a luz solar natural. A descoberta representa um avanço para a fotônica avançada e pode abrir caminho para equipamentos ópticos mais eficientes, além de novas aplicações em energia solar, impressão 3D e processos industriais.

Segundo matéria publicada na Revista Nature no dia 23 de junho em 2026, o semicondutor orgânico atingiu 1,9% de eficiência na conversão de luz usando apenas uma molécula doadora e apresentou rendimento de fluorescência superior a 60%. O material também utiliza matéria-prima de baixo custo e já foi submetido a pedido de patente.

Luz visível impulsiona um mecanismo inédito de conversão para luz ultravioleta

O estudo foi conduzido pela equipe da Faculdade de Engenharia da Universidade de Kyushu, liderada pelo pesquisador Yoichi Sasaki. A pesquisa utiliza um fenômeno conhecido como conversão ascendente, que combina dois fótons de baixa energia da luz visível para gerar um único fóton de luz ultravioleta.

Esse processo já era conhecido pela ciência, mas reproduzi-lo em materiais sólidos com boa eficiência sempre foi um desafio. O diferencial deste trabalho é conseguir realizar essa transformação utilizando apenas a iluminação natural do Sol.

Hoje, a radiação ultravioleta corresponde a cerca de 6% da luz solar que chega à superfície da Terra, sendo que apenas uma parte desse total pode ser aproveitada em aplicações tecnológicas.

Novo material organiza moléculas para aumentar a conversão de luz

Para alcançar esse resultado, os cientistas modificaram a estrutura molecular do novo material adicionando cadeias alquílicas a átomos de carbono. A mudança permitiu controlar com precisão a distância entre moléculas vizinhas.

Esse equilíbrio favorece a transferência de energia e reduz perdas provocadas por interações eletrônicas indesejadas, aumentando a eficiência do sistema.

Os principais resultados obtidos foram:

  • eficiência de 1,9% na conversão ascendente;
  • fluorescência acima de 60%;
  • funcionamento com luz solar natural;
  • matéria-prima de baixo custo;
  • tecnologia submetida a pedido de patente.

Segundo Yoichi Sasaki, o desempenho alcançado é expressivo porque poucos materiais sólidos conseguem atingir esse nível funcionando apenas com a luz do Sol.

Os pesquisadores estimam que o sistema produz aproximadamente 2 fótons de luz ultravioleta para cada 100 fótons de luz visível absorvidos.

Avanço fortalece a fotônica avançada e amplia possibilidades tecnológicas

A descoberta representa um passo importante para a fotônica avançada, área dedicada ao desenvolvimento de tecnologias baseadas na manipulação da luz.

Como a quantidade de luz ultravioleta disponível naturalmente é limitada, transformar parte da abundante luz visível em radiação UV pode aumentar a eficiência de diversos equipamentos sem exigir fontes artificiais de alta potência.

Além da economia de energia, o uso de um semicondutor orgânico pode facilitar o desenvolvimento de dispositivos mais leves e acessíveis para diferentes setores.

Conversão de luz pode beneficiar energia solar, impressão 3D e área da saúde

Os pesquisadores acreditam que o novo material poderá ser utilizado em diversas aplicações que dependem da radiação ultravioleta.

Entre elas estão:

  • aumento da eficiência de sistemas de energia solar;
  • purificação do ar em ambientes internos;
  • impressão 3D com resinas ativadas por UV;
  • endurecimento de resinas odontológicas;
  • cura de géis utilizados em procedimentos estéticos;
  • secagem de revestimentos especiais.

Como o sistema utiliza a luz solar natural, essas aplicações poderão reduzir o consumo de energia e ampliar a eficiência de diversos processos industriais.

Tecnologia pode acelerar a próxima geração de equipamentos ópticos

Embora a pesquisa ainda esteja em desenvolvimento, os resultados mostram que a conversão de luz em materiais sólidos pode alcançar níveis relevantes de eficiência utilizando apenas a iluminação natural.

O trabalho da Universidade de Kyushu demonstra que a combinação entre luz visível, luz ultravioleta e um novo material pode impulsionar a evolução da fotônica avançada, criando oportunidades para equipamentos ópticos mais eficientes, soluções industriais sustentáveis e novas tecnologias voltadas para energia, saúde e manufatura.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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