Conhecida como capital da framboesa, Arilje responde por um quinto das exportações sérvias, mantém produção familiar e manual, mas prevê colheita até 30% menor após seca e enfrenta preços instáveis no setor nos últimos anos.
A capital da framboesa da Sérvia, Arilje, produz entre 15.000 e 20.000 toneladas da fruta por ano e responde por cerca de um quinto das exportações nacionais. Com aproximadamente 17.000 habitantes, o município envia sua produção para mercados distantes, incluindo Estados Unidos e Japão.
Capital da framboesa concentra produção em negócios familiares
Localizada em uma região montanhosa, a cerca de 170 quilômetros de Belgrado, Arilje reúne condições climáticas consideradas ideais para o cultivo.
Os campos são administrados principalmente por famílias que mantêm a atividade ao longo de gerações.
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A Sérvia está entre os três maiores exportadores de framboesas do mundo. Segundo Mileta Pilcevic, dirigente de uma associação local de produtores, poucas localidades pequenas possuem uma concentração semelhante de plantações.
“Nascemos, vivemos e morremos com framboesas”, afirmou Pilcevic. Para ele, Arilje ocupa uma posição única devido ao volume produzido em uma área relativamente pequena.

Colheita manual busca preservar qualidade da fruta
As framboesas de Arilje são cultivadas sem agrotóxicos e colhidas manualmente. De acordo com os produtores, o uso de máquinas ou produtos químicos poderia prejudicar características como cheiro, sabor e aroma.
Um campo leva pelo menos dois anos para amadurecer. Durante esse período, a fruta sensível exige cuidados constantes, incluindo a retirada manual de ervas daninhas e grama.
A colheita ocorre no início do verão e atrai trabalhadores sazonais de outras regiões e países. Pilcevic relatou a presença de pessoas vindas da Índia e de outros locais do sul da Ásia.
A moradora Nada Marinkovic afirmou que o processo exige limpeza manual frequente. Segundo ela, a maior dificuldade durante a colheita está na exposição ao sol.

Seca deve reduzir colheita em até 30%
Apesar da força econômica da capital da framboesa, os produtores enfrentam incertezas. A previsão é que a colheita deste ano seja entre 20% e 30% menor que o volume normal, como consequência da seca registrada no ano passado.
Condições climáticas imprevisíveis e eventos extremos aumentaram a preocupação no setor. Os agricultores também enfrentam preços de compra instáveis, que podem deixar pouco ou nenhum lucro após o pagamento dos custos de produção.
Segundo Pilcevic, um valor mais previsível ajudaria a compensar despesas inesperadas. A insatisfação já provocou protestos em estradas próximas a Arilje.
Maioria da produção segue congelada para exportação
Cerca de 90% das framboesas sérvias são exportadas congeladas. Na Europa, elas são utilizadas no processamento de alimentos, na venda varejista, em geleias, iogurtes e produtos de panificação.
O restante é distribuído nos mercados da Sérvia. Alguns produtores também comercializam diretamente pela internet frutas frescas e sucos naturais.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.

