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Cidade da Rota da Seda de 3.000 anos achada em “tesouro escondido” no Uzbequistão revela muralha preservada, salas interligadas e artefatos que explicam muita coisa

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 06/04/2026 às 21:03 Atualizado em 06/04/2026 às 21:07
Assista o vídeoCidade, Achado, Rota da Seda
Imagem: Ilustração artística feita por IA
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Escavações em Bandikhan II, no Uzbequistão, revelam cidade de 3.000 anos da Rota da Seda com muralha, salas interligadas e artefatos da cultura Yaz.

Uma equipe arqueológica sino-uzbeque encontrou uma cidade de 3.000 anos em Bandikhan II, no sul do Uzbequistão, ao longo da Rota da Seda, revelando muralhas, salas e artefatos que ajudam a explicar o desenvolvimento urbano no início da Idade do Ferro na Ásia Central.

Escavação retoma sítio conhecido

Bandikhan II havia sido descoberto em 1969, mas as escavações só começaram recentemente, em 2023.

O sítio ocupa 107.639 metros quadrados no oásis de Bandikhan, na região de Surxondaryo, área conhecida por concentrar antigos montes de assentamentos.

A nova investigação identificou o local como um centro da Rota da Seda e permitiu reavaliar a dimensão da cidade.

A equipe sino-uzbeque passou a investigar como esse núcleo foi planejado, ocupado e preservado.

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Muralha e salas revelam a cidade

Durante os trabalhos, os arqueólogos localizaram vestígios da muralha oriental da cidade, além de estruturas e salas interligadas.

Os achados ajudaram a classificar Bandikhan II como um assentamento ligado à cultura Yaz, associada à antiga Báctria.

Até agora, apenas 3.229 pés quadrados dos 107.639 pés quadrados do sítio foram explorados, na seção leste.

Mesmo assim, os pesquisadores confirmaram que se trata do maior e mais bem preservado assentamento do oásis de Bandikhan.

A muralha leste apresentou seção transversal trapezoidal. Essa característica permitiu observar as técnicas de construção empregadas no período e reforçou o valor do sítio para o estudo da evolução urbana.

Cidade, Achado, Rota da Seda
Imagem: Reprodução

Vida cotidiana no interior

No interior da cidade, os arqueólogos identificaram cinco cômodos interligados. Um deles era usado para dormir e continha um nicho onde era colocada uma lâmpada, interpretação baseada no endurecimento interno provocado por queima repetida.

As descobertas estão fornecendo evidências cruciais para entender a forma das primeiras cidades-estado da Idade do Ferro no sul da Ásia Central.

Também ajudam a acompanhar a passagem dos planos urbanos da Idade do Bronze para o início da Idade do Ferro.

Cerâmica, ferramentas e diferenças

Entre os materiais recolhidos estavam jarros carenados, tigelas e pratos de fundo plano. As formas e decorações desses objetos coincidiam com peças encontradas em outros sítios de Yaz, como Kuchuktepa e Yaztepa.

Bandikhan II compartilha semelhanças estruturais com esses locais, mas também apresenta diferenças importantes.

A principal delas é a ausência de torres de defesa semicirculares ao longo das muralhas externas, detalhe que distingue a cidade dentro da Rota da Seda.

Os pesquisadores também acharam placas de moagem, pilões, almofarizes e almofarizes, indicando processamento de grãos no local.

Foram encontrados facas de bronze, pontas de flecha e conchas marinhas, ampliando o retrato da vida local antiga.

Próximas etapas e formação

As escavaçõs iniciais em Bandikhan II despertaram expectativa para as próximas temporadas de trabalho.

A cidade da Rota da Seda continua sendo desenterrada, enquanto os pesquisadores pretendem ampliar a investigação sobre sua planta, uso e legado preservdao.

Em resposta às descobertas, foi criado um programa de treinamento de duas semanas sobre arqueologia da Rota da Seda.

A iniciativa busca fortalecer a proteção e a transmissão do patrimônio cultural ligado a esse corredor histórico regional.

Com informações de Interesting Engineering.

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Romário Pereira de Carvalho

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