Maringá, planejada nos anos 1940 a partir de fotos aéreas, chegou ao topo dos indicadores nacionais de saneamento com nota 99,9%, reúne 400 mil árvores distribuídas em calçadas e canteiros e carrega o selo de Cidade Árvore do Mundo concedido pela FAO-ONU e pela Fundação Arbor Day.
As copas das árvores se tocam sobre as avenidas e criam corredores de sombra no meio do asfalto, paisagem urbana que não surgiu por acaso: Maringá, apelidada de “Cidade da Árvore” no noroeste do Paraná, foi planejada na prancheta e chegou ao topo dos principais rankings nacionais de qualidade de vida.
A cidade nasceu oficialmente em 10 de maio de 1947 a partir de um projeto encomendado pela Companhia de Terras Norte do Paraná ao engenheiro paulista Jorge de Macedo Vieira, que elaborou o traçado urbano em 1945 sem nunca ter pisado no terreno, trabalhando a partir de fotografias aéreas e mapas topográficos.
O desenho seguiu o conceito de cidade-jardim do urbanista britânico Ebenezer Howard, com avenidas largas acompanhando o relevo natural do terreno, canteiros centrais arborizados e três reservas de mata nativa inseridas dentro do próprio perímetro urbano, garantindo presença da natureza desde a fundação da cidade.
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O nome antecede a fundação em mais de uma década: em 1931, o compositor mineiro Joubert de Carvalho criou a canção Maringá, unindo o nome Maria ao da cidade paraibana de Ingá, e o refrão se popularizou entre os trabalhadores da companhia antes mesmo de a cidade receber um nome oficial.
Liderança consistente nos rankings nacionais
Das últimas cinco edições do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM) da consultoria Macroplan, Maringá ficou em primeiro lugar em quatro delas: 2017, 2018, 2021 e 2024, consolidando uma constância de desempenho que nenhuma outra cidade entre as 100 maiores do Brasil conseguiu igualar no período.
O levantamento avalia as cem maiores cidades brasileiras em educação, saúde, segurança pública e saneamento, e em 2024 Maringá atingiu a melhor marca da história do estudo, superando Franca e Jundiaí, ambas em São Paulo, e consolidando sua liderança entre os municípios com melhor gestão municipal do país.
No Ranking de Saneamento 2024 do Instituto Trata Brasil, Maringá alcançou nota máxima em todos os indicadores: 99,9% de atendimento de água e esgoto e 100% do esgoto coletado sendo tratado, resultado que posiciona a cidade em patamar de excelência raramente alcançado por municípios brasileiros de qualquer porte.
O Índice de Desenvolvimento Humano municipal é de 0,808, um dos mais altos do interior do Brasil, enquanto a taxa de escolarização entre crianças e adolescentes de 6 a 14 anos chega a 98,4%, refletindo décadas de investimento consistente em educação como parte de uma política urbana integrada e contínua.
400 mil árvores e um selo da ONU
O legado do projeto de Vieira define a paisagem urbana de Maringá oito décadas depois: a cidade mantém cerca de 400 mil árvores distribuídas em calçadas e canteiros, pertencentes a mais de 130 espécies, com 14 parques e mais de 90 praças espalhados pelos bairros residenciais e comerciais da cidade.
A média de 26 metros quadrados de área verde por habitante está entre as mais altas do Brasil, posicionando Maringá ao lado de capitais internacionais no que diz respeito à integração entre espaço urbano construído e natureza preservada como componente essencial do planejamento e da qualidade de vida.
Em 2022, a FAO-ONU e a Fundação Arbor Day concederam a Maringá o selo de Cidade Árvore do Mundo, colocando o município paranaense ao lado de Paris, Madri e Toronto nessa distinção internacional que reconhece municípios com gestão exemplar do patrimônio arbóreo e das áreas verdes urbanas.
Entre agosto e setembro, a florada dos ipês transforma os corredores verdes em faixas de amarelo e roxo, criando uma das imagens mais características de Maringá e atraindo visitantes de diferentes regiões do Paraná e do Brasil para presenciar o espetáculo natural nas avenidas e canteiros da cidade.
Infraestrutura, cotidiano e pontos de referência
A divisão em zonas facilita a vida cotidiana: bairros residenciais têm comércio, escolas e serviços próximos, e quem mora perto da Zona 7 acessa a Universidade Estadual de Maringá a pé, enquanto moradores da Zona 1 chegam ao centro e ao Parque do Ingá sem necessidade de automóvel.
A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, cone de concreto com 124 metros de altura, é visível de praticamente qualquer bairro da cidade, superando em altura o Big Ben, em Londres, e a Estátua da Liberdade, em Nova York, e configurando um dos marcos arquitetônicos mais singulares da América Latina.
Inaugurada em 1972, a catedral recebeu em 2018 um elevador que substituiu os 600 degraus originais até o mirante no topo, tornando o acesso ao ponto mais alto da cidade disponível para um público muito mais amplo, incluindo idosos e pessoas com dificuldades de mobilidade em visita ao local.
O Parque do Ingá, com 47,3 hectares de mata nativa preservada no centro da cidade, oferece trilhas ecológicas, lago artificial e fauna silvestre circulando livremente entre as árvores, sendo um dos espaços mais frequentados por moradores e visitantes que buscam contato com a natureza próximo ao centro urbano.
Moradores descrevem Maringá como uma cidade que oferece a sensação de interior grande com infraestrutura de capital, perfil que explica o crescimento consistente da cidade e a chegada de novos residentes de outras regiões do Brasil atraídos pelos indicadores de qualidade de vida e pela estrutura urbana consolidada.

Mentira, moro em Maringá e construí minha casa em janeiro no bairro Jardim Inglaterra e tive que fazer fossa por falta de esgoto que não está ligado. Peço que resolva urgente.
Mandei errado
Maringá é uma lição a todos os políticos podres do Brasil !
Não conseguem falar o nome da empresa que faz o saneamento básico na cidade