Anunciado pela Chery, um novo carro elétrico com bateria de estado sólido promete autonomia de até 1.500 quilômetros e passa a integrar a estratégia chinesa de testes em uso real antes da produção em larga escala no setor automotivo.
A montadora chinesa Chery anunciou planos para colocar em circulação um carro elétrico equipado com bateria de estado sólido e autonomia declarada de até 1.500 quilômetros com uma única carga.
O modelo, batizado de Liefeng e associado à marca Exeed, integra a estratégia da empresa para testar essa tecnologia em condições reais antes de avançar para uma produção em maior escala.
De acordo com o Diário da Região, esse alcance permitiria ao veículo realizar viagens longas sucessivas sem necessidade de recarga intermediária.
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No Brasil, a comparação mais recorrente é a distância entre São Paulo e o Rio de Janeiro, estimada em cerca de 435 quilômetros por rodovia, a depender do trajeto adotado, o que ajuda a dimensionar o número divulgado pela empresa.
O anúncio foi repercutido por publicações especializadas porque envolve a aplicação prática de baterias de estado sólido, uma tecnologia que há anos é citada pela indústria automotiva como uma possível evolução em relação às baterias de íon-lítio atualmente predominantes.

Bateria de estado sólido é o principal diferencial do projeto
O principal elemento apresentado pela Chery é a adoção de uma bateria de estado sólido, que substitui o eletrólito líquido tradicional por um material sólido.
Segundo informações divulgadas pela empresa e reproduzidas pela imprensa especializada, o desenvolvimento estaria ligado a um instituto interno de pesquisa em baterias.
Ainda conforme a fabricante, a bateria utilizada no projeto teria densidade energética de 600 Wh/kg, valor superior ao das baterias de íon-lítio hoje aplicadas em veículos elétricos comerciais.
Na prática, isso significa a possibilidade de armazenar mais energia em um conjunto menor ou mais leve, embora os números divulgados ainda estejam associados a metas técnicas e não a um produto já validado de forma independente.
Especialistas citados em reportagens do setor apontam que ganhos de densidade energética são considerados essenciais para ampliar a autonomia sem comprometer peso, custo ou segurança.
Esses mesmos analistas costumam destacar que a transição do laboratório para a produção em escala ocorre de forma gradual e depende de validações sucessivas.
Autonomia de 1.500 km chama atenção, mas depende de testes
A autonomia de 1.500 quilômetros mencionada pela Chery foi apresentada como uma estimativa baseada em ciclos de teste utilizados na China.
Segundo a empresa, a bateria manteria funcionamento estável em temperaturas de até -30 °C, o que indicaria desempenho consistente em ambientes frios.
Publicações especializadas, no entanto, ressaltam que os ciclos chineses de medição tendem a apresentar resultados mais otimistas quando comparados a padrões usados em outros mercados.
A autonomia real de um carro elétrico também varia conforme fatores como velocidade média, relevo, temperatura externa, uso de sistemas auxiliares e estilo de condução.
Nesse contexto, a comparação com trajetos brasileiros funciona como referência ilustrativa e não como garantia de desempenho idêntico em rodovias.
Até o momento, a Chery não detalhou publicamente a capacidade total da bateria em quilowatt-hora nem apresentou testes independentes que confirmem o alcance anunciado em condições de uso cotidiano.
Sistema elétrico de 800 volts e desempenho divulgado pela fabricante
Além da bateria, a empresa divulgou características técnicas do sistema elétrico do Liefeng.
Entre elas está a arquitetura de 800 volts, já utilizada por alguns modelos elétricos de nova geração e associada a maior eficiência energética e potencial de recarga mais rápida.
Segundo dados divulgados pela própria Chery, o motor elétrico do modelo seria capaz de atingir até 30.000 rotações por minuto.
Com esse conjunto, a fabricante informa que o carro pode acelerar de 0 a 100 km/h em menos de três segundos e alcançar velocidade máxima estimada em 260 km/h.
Esses dados posicionam o modelo em um patamar de alto desempenho, de acordo com os parâmetros apresentados pela empresa.
Ainda assim, não foram divulgados detalhes completos sobre potência final, torque ou versões previstas para produção.
Até agora, as informações disponíveis se baseiam em comunicados da fabricante e em material de apresentação do projeto, sem validação externa de testes em pista com o veículo em configuração final.
Lançamento será gradual e produção em escala segue indefinida
O plano da Chery prevê uma introdução gradual do Liefeng no mercado.
Conforme informado pela empresa, as primeiras unidades devem ser destinadas a frotas e serviços de mobilidade.
O objetivo dessa etapa é coletar dados de uso real sobre desempenho, durabilidade e comportamento da bateria ao longo do tempo.
A expectativa é utilizar essas informações para ajustar o projeto antes de avançar para uma produção mais ampla.
Esse tipo de estratégia é comum na indústria automotiva quando se trata de tecnologias ainda em processo de consolidação.
Em relação ao calendário, há diferenças nas datas mencionadas pelas publicações que cobriram o anúncio.
Parte do noticiário aponta 2026 como o ano inicial de aplicação prática da bateria de estado sólido.
Outras fontes indicam que a produção em maior escala pode ocorrer apenas em um momento posterior, a depender dos resultados obtidos na fase de testes.
Com a indústria chinesa acelerando investimentos em novas soluções para ampliar a autonomia dos veículos elétricos, permanece a expectativa sobre como esses números divulgados pela fabricante irão se comportar quando o modelo passar a circular em condições reais de uso.

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