Proposta do governo chinês mira bancos gravidade zero usados em carros elétricos de marcas como BYD e pode obrigar fabricantes a limitar a reclinação ou reforçar sistemas de proteção dos ocupantes
A China quer endurecer as regras de segurança para bancos gravidade zero em carros elétricos, recurso já usado por marcas como a BYD em modelos mais tecnológicos. A proposta do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação mira assentos que reclinam quase totalmente e podem reduzir a proteção dos ocupantes em colisões.
Bancos gravidade zero entram no alvo da segurança veicular
Os bancos gravidade zero se tornaram um dos recursos mais chamativos em carros elétricos chineses de luxo e SUVs tecnológicos.
A proposta do governo chinês, ainda em fase de consulta pública até julho, indica uma revisão sobre equipamentos que transformam o interior dos veículos em ambientes de descanso.
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A preocupação central está no uso desses bancos em posições muito inclinadas. Nessa condição, o corpo do ocupante pode ficar fora da posição ideal de proteção, o que reduz a eficiência do cinto de segurança e dos apoios de cabeça em caso de colisão.

Recurso virou símbolo de conforto em carros elétricos
A BYD aparece entre as montadoras que já oferecem carros com esse tipo de poltrona. Em alguns modelos, os bancos dianteiros conseguem reclinar quase completamente, criando uma configuração semelhante a uma sala de descanso dentro do veículo.
Esse tipo de solução ganhou espaço na disputa tecnológica entre fabricantes chinesas, especialmente no segmento premium de veículos elétricos.
O recurso passou a ser usado como diferencial de conforto, mas agora entra em uma discussão mais ampla sobre limites entre inovação e segurança.

China amplia fiscalização sobre tecnologias automotivas
A revisão dos bancos gravidade zero ocorre em um momento em que a China aumenta a fiscalização sobre recursos presentes em carros elétricos locais.
Nos últimos meses, o governo passou a avaliar equipamentos e sistemas eletrônicos após acidentes envolvendo veículos altamente tecnológicos.
Além dos bancos reclináveis, as autoridades chinesas já anunciaram medidas contra maçanetas embutidas e sistemas considerados pouco seguros em situações de emergência. O objetivo é criar padrões mais rígidos para colisões e facilitar o resgate dos ocupantes.
Fabricantes podem ter que limitar inclinação dos bancos
Caso a regulamentação seja aprovada, as fabricantes poderão ser obrigadas a limitar o ângulo de inclinação dos bancos ou reforçar os sistemas de proteção dos ocupantes. Ainda não há prazo oficial para a entrada em vigor das novas exigências.
A proposta mostra a tentativa da China de equilibrar inovação e segurança em um mercado que lidera a venda global de carros elétricos e reúne marcas como BYD, Xiaomi e NIO.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
