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Com reservatórios gigantes que guardam o volume de 6.800 piscinas olímpicas e uma barragem de 180 metros, a China cria a maior usina reversível do mundo e garante autonomia energética para suas megacidades mais intensivas em consumo

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 02/12/2025 às 00:09
Atualizado em 01/12/2025 às 23:30
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Foto: Reprodução/Xataka
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China inaugura a maior usina hidrelétrica reversível do mundo, com barragem equivalente a 60 andares e reservatórios de 6.800 piscinas olímpicas, segundo dados divulgados pela reportagem do Xataka em 30/11/2025.

A nova usina hidrelétrica reversível construída na China passou a ser tratada como um marco mundial no armazenamento energético. Não por acaso: segundo dados divulgados pela reportagem do portal Xataka em 30 de novembro de 2025, o complexo reúne características que o colocam como o maior do planeta em capacidade estrutural, relevância operacional e impacto direto sobre a estabilidade elétrica das megacidades chinesas. A barragem principal atinge 182,3 metros de altura, o equivalente aproximado a um arranha-céu de 60 andares, o que já a coloca entre as maiores estruturas civis erguidas recentemente na Ásia. Ao mesmo tempo, seus dois reservatórios impressionam pela capacidade de armazenamento: juntos, acumulam 17,07 milhões de metros cúbicos de água, volume comparado na reportagem a 6.800 piscinas olímpicas.

É justamente esse conjunto monumental de engenharia que permite ao sistema operar como uma “bateria de água” em escala continental. Quando há excesso de energia renovável na rede – como picos de geração solar e eólica, a água é bombeada para o reservatório superior. Nas horas de maior demanda, ela retorna ao reservatório inferior, acionando turbinas de alta eficiência para gerar eletricidade instantânea.

Segundo a reportagem do Xataka, a capacidade instalada da usina é de 1.350 megawatts, e o complexo pode gerar até 13,5 bilhões de kWh por ano, tornando-se uma peça central para aliviar tensões no sistema elétrico chinês.

A maior usina hidrelétrica reversível do mundo

Usinas reversíveis existem há décadas, mas nenhuma alcançou a escala informada pela reportagem do Xataka. A combinação entre barragem de grande porte, vazões controladas, desnível significativo e reservatórios gigantes ampliou exponencialmente a capacidade de armazenamento de energia do país.

Essa usina não é apenas grande em números: ela ocupa um papel estratégico. A China vive um momento de aceleração urbana, com grandes centros conectados 24 horas por indústrias, data centers, ferrovias de alta velocidade e redes de transporte público eletrificado. A demanda por estabilidade e reserva energética é tão alta que apenas grandes sistemas reversíveis conseguem suprir as variações diárias.

A reportagem detalha que o novo complexo foi projetado para suprir regiões densamente povoadas, garantindo segurança energética a centros urbanos com consumo elevado. Entre as cidades atendidas estão polos industriais e tecnológicos cuja carga elétrica não pode sofrer interrupções.

Como a usina garante autonomia energética às megacidades chinesas

Segundo o Xataka, o governo chinês considera esse modelo de usina “vital” para estabilizar o sistema elétrico no leste do país, onde o consumo é mais intenso. Megacidades como Xangai, Shenzhen e Hangzhou convivem com demandas gigantescas e flutuações diárias causadas por picos industriais e mudanças climáticas.

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O sistema reversível permite guardar energia durante a madrugada e nos momentos de excesso de geração solar, liberando potência quando a demanda explode. Na prática, a usina funciona como um colchão de segurança para evitar quedas de tensão, apagões e custos elevados de acionamento térmico.

A reportagem destaca ainda que a eficiência foi ampliada com o uso de turbinas de dupla função – capazes de bombear e gerar energia no mesmo eixo, além de centros de controle automatizados que operam em tempo real. Esses sistemas monitoram, segundo o Xataka, vazões, pressão, variações climáticas e saturação da rede elétrica, garantindo respostas imediatas.

Um passo crucial para integrar energia renovável sem colapsar a rede

A China lidera o mundo em instalação de energia solar e eólica, mas o avanço dessas fontes cria instabilidades: a geração depende de clima, vento e luz. O sistema reversível descrito na reportagem do Xataka surge justamente para absorver essas flutuações.

Em números simples: quanto mais energia renovável entra na rede, mais importante se torna ter onde armazená-la. E, nesse quesito, uma usina capaz de guardar o equivalente a milhares de piscinas olímpicas de água em desnível ganha vantagem absoluta.

A reportagem aponta que essa estrutura funciona como um “hub de equilíbrio”, permitindo que as megacidades dependam cada vez menos de termelétricas caras e poluentes. Com a nova usina, uma parte relevante da eletricidade urbana chinesa passa a ser garantida por uma engrenagem fundamental: armazenar energia limpa para devolvê-la à rede quando ela é mais valiosa.

Uma das maiores obras civis erguidas na década

A magnitude da construção impressiona pela escala, pela quantidade de concreto envolvida, pelo corte de terreno e pela precisão necessária para garantir que um desvio milimétrico não comprometa o desempenho energético.

A reportagem do Xataka menciona que essa obra sintetiza o modelo chinês de megaengenharia: análise geotécnica profunda, obras aceleradas, integração de IA em sistemas de monitoramento e planos de operação projetados para durar décadas.

Mais do que a maior usina reversível do mundo, ela se tornou uma das maiores estruturas hidrelétricas erguidas na década, símbolo do esforço do país para garantir autonomia energética diante da maior expansão urbana da história humana.

Um marco global na engenharia energética

Os números informados pelo Xataka em 30/11/2025 não são apenas grandes: eles definem um novo padrão. Barragem equivalente a um arranha-céu, reservatórios com milhões de metros cúbicos de capacidade e produção capaz de sustentar megacidades inteiras colocam esse projeto entre os mais ambiciosos já realizados no setor de energia.

A usina representa uma combinação rara de grandeza, precisão, impacto econômico e necessidade estratégica. Ao transformar montanhas em baterias naturais e turbinas em instrumentos de estabilidade, a China cria um modelo que pode se tornar referência mundial.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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