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China abre a primeira escola do mundo onde mais de 100 robôs humanoides de marcas diferentes vão estudar juntos, cada movimento será repetido até 600 vezes por dia e os dados vão alimentar um cérebro coletivo que ensinará todos os robôs do futuro

Publicado em 28/05/2026 às 12:11
Atualizado em 28/05/2026 às 12:14
China abre escola para mais de 100 robôs humanoides aprenderem juntos. Centro em Xangai gerará 10 milhões de dados por ano. Treinamento começa em julho.
China abre escola para mais de 100 robôs humanoides aprenderem juntos. Centro em Xangai gerará 10 milhões de dados por ano. Treinamento começa em julho.
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A China inaugura em julho a primeira escola de treinamento para robôs humanoides de múltiplas marcas, reunindo mais de 100 modelos diferentes de mais de uma dúzia de empresas em instalações de 5 mil metros quadrados em Xangai. Segundo informações do NewsAtlas, os robôs humanoides aprenderão 45 habilidades básicas como agarrar, transportar e organizar objetos, repetindo cada movimento até 600 vezes por dia. O centro gerará 50 mil pontos de dados diários e 10 milhões por ano, criando um banco de informações que será compartilhado entre empresas para acelerar o desenvolvimento de robôs humanoides em todo o país.

A China está construindo algo que parecia ficção científica até poucos anos atrás: uma escola onde robôs humanoides de marcas e fabricantes diferentes sentam lado a lado para aprender juntos. O Centro Nacional e Local de Inovação em Robótica Humanoide, localizado no polo tecnológico de Zhangjiang, em Xangai, receberá em julho mais de 100 robôs humanoides de mais de uma dúzia de empresas para a primeira turma de treinamento heterogêneo do mundo. Os alunos mecânicos vão dominar desde tarefas simples como segurar um livro até atividades complexas como dobrar roupas e limpar equipamentos, com cada movimento sendo repetido centenas de vezes enquanto cientistas coletam dados sobre desempenho.

O objetivo vai além de treinar os robôs humanoides da turma de 2026. Os milhões de pontos de dados coletados serão usados para criar o que os pesquisadores chamam de “supercérebro”, um modelo de uso geral que permitirá que robôs humanoides de todos os formatos e tamanhos, desenvolvidos por fabricantes diferentes, aprendam e evoluam juntos. Xu Bin, gerente geral do centro, declarou que “criamos o centro para permitir o compartilhamento e a utilização de dados em larga escala, capacitando todo o setor”. A instalação é mais um exemplo do ecossistema colaborativo da indústria robótica chinesa, onde startups e empresas consolidadas compartilham infraestrutura para avançar mais rápido.

As 45 habilidades que os robôs humanoides vão aprender

A turma inaugural de robôs humanoides começará dominando 45 “habilidades atômicas”, movimentos básicos que servem de fundação para tarefas mais complexas. Entre elas estão agarrar objetos, pegar itens de prateleiras, colocar peças em posições específicas e transportar cargas entre pontos predeterminados, ações que parecem triviais para humanos mas que representam desafios técnicos significativos para máquinas.

A arte de agarrar objetos como humanos é uma das áreas de maior dificuldade para robôs humanoides. Saber quando apertar e quando soltar, ajustar a pressão de acordo com o material e manipular objetos de formatos irregulares exigem um nível de controle motor que os modelos anteriores não dominavam. No centro de treinamento, cada robô repetirá uma única ação básica até 600 vezes por dia sob supervisão de um cientista que coleta dados sobre posição, pressão, velocidade e taxa de sucesso.

Os 10 milhões de pontos de dados por ano

O centro foi projetado para funcionar como uma fábrica de informações sobre robôs humanoides. A expectativa é gerar 50 mil pontos de dados por dia, totalizando 10 milhões de informações por ano sobre como diferentes modelos executam as mesmas tarefas, onde falham e como podem ser melhorados.

Yang Zhengye, diretor de sistemas de mercado do centro, explicou que “os robôs com corpos integrados que estão sendo treinados realizarão tarefas mais complexas, que exigem uma sequência de ações baseadas em julgamentos autônomos, formados por meio da busca e comparação dos dados coletados durante o treinamento”. A diversidade dos robôs humanoides presentes, que variam em formato, tamanho e graus de liberdade de movimento, é intencional: quanto mais variado o grupo de alunos, mais rico o banco de dados gerado.

O “supercérebro” que vai ensinar os robôs humanoides do futuro

A quantidade massiva de dados coletados será reunida para criar um modelo de uso geral que os pesquisadores já comparam a um cérebro coletivo. Esse modelo permitirá que novos robôs humanoides que ingressem na instalação no futuro aprendam tarefas já dominadas em ritmo muito mais acelerado, sem precisar repetir centenas de vezes o que a turma de 2026 já aprendeu.

O centro também criará um sistema de troca de dados que permitirá que empresas de robótica acessem informações específicas para concentrar seus produtos em setores como saúde, hotelaria ou indústria. A ideia é que uma empresa especializada em robôs humanoides hospitalares possa acessar dados de movimentos médicos coletados no centro sem precisar treinar seus próprios modelos do zero, acelerando o desenvolvimento e reduzindo custos.

Para que os robôs humanoides serão preparados

A turma de 2026 será treinada para dominar 10 tarefas essenciais em três áreas principais: trabalho doméstico, ambientes industriais e turismo. Os robôs humanoides ainda precisam aprimorar atividades que humanos consideram básicas, como dobrar roupas, organizar prateleiras, mover objetos e limpar equipamentos, tarefas que exigem coordenação motora fina e capacidade de adaptação a situações imprevistas.

A China já tem 3 mil robôs trabalhando ao lado de humanos em uma megafábrica em Chongqing, e o centro de treinamento em Xangai é o passo seguinte para expandir a presença de robôs humanoides em setores que exigem interação direta com pessoas. Se a escola funcionar como planejado, a próxima geração de robôs humanoides chegará ao mercado mais rápida, mais habilidosa e mais barata, treinada não por uma única empresa, mas pelo conhecimento coletivo de toda a indústria robótica chinesa que passa pela escola de Xangai.

Você sabia que a China está abrindo uma escola onde robôs humanoides de marcas diferentes aprendem juntos? Acha que isso acelera o futuro ou aproxima o cenário de ficção científica? Conta nos comentários.

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Marcos Aurélio Corrêa
Marcos Aurélio Corrêa
04/06/2026 17:36

Assustador!
Logo não haverá emprego para muitos,sendo este progresso um disfarce para o controle mundial,a bíblia já falava sobre um tempo em que toda a humanidade seria posta a prova e a China faz parte destas profecias.
Devemos despertar pois Jesus está próximo de voltar e suas palavras já estão se cumprindo na terra.

Guacira Costa
Guacira Costa
04/06/2026 07:36

Interessante e incrível! Vejo com bons olhos futuristas a possibilidade dessas máquinas interagirem com os humanos nas inúmeras atividades do dia a dia, principalmente auxiliando pessoas que tem comorbidades comprometidas, idosos solitários, entre outras demandas. Além claro, das atividades industriais e científicas que exigem toda essa complexidade robótica.

Moacir
Moacir
31/05/2026 22:00

Pode fazer isso vai levar tempo para aqui todos os trabalhos com roupa aí sem juros totalmente todos os dias de localizado não sei se eu estaria aqui sobre a face da terra para ver algum deles trabalhando literalmente igual um humano.

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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