Cerca com mourões de eucalipto tratado e tela galvanizada surge como alternativa ao muro de alvenaria. Estrutura pode custar cerca de R$ 40 por metro e ser instalada em até dois dias, dependendo do terreno.
Segundo práticas amplamente adotadas em áreas rurais e periurbanas no Brasil, a combinação de mourões de eucalipto tratado com tela galvanizada é uma das soluções mais utilizadas para cercamento de terrenos com custo reduzido e execução rápida. O sistema é tradicionalmente empregado em sítios, chácaras e propriedades agrícolas, e vem sendo adaptado para uso residencial como alternativa a muros de alvenaria.
Engenheiros civis e técnicos agrícolas relatam que esse modelo estrutural pode ser instalado em prazos curtos — muitas vezes em um fim de semana — dependendo da metragem e das condições do solo. O custo por metro linear varia conforme região e qualidade dos materiais, mas estimativas de mercado indicam valores significativamente inferiores aos de um muro convencional.
Por que o eucalipto tratado é utilizado em cercas
O eucalipto tratado é amplamente empregado como mourão devido à sua boa relação entre resistência mecânica, durabilidade e custo. Quando submetido a tratamento industrial em autoclave com preservantes, o material apresenta maior resistência à umidade, fungos e insetos xilófagos.
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O tratamento aumenta a vida útil da madeira em contato com o solo, reduzindo a necessidade de substituição frequente. Essa característica torna o eucalipto tratado opção comum em cercas rurais e estruturais leves.
A escolha do diâmetro do mourão varia conforme a função da cerca. Para cercamento residencial leve, seções menores podem ser suficientes; já em áreas com maior esforço estrutural, utiliza-se maior espessura.
Tela galvanizada como elemento estrutural e visual
A tela galvanizada — seja do tipo alambrado ou soldada — é fabricada com arame revestido em zinco, o que confere resistência à corrosão. A galvanização protege o metal contra oxidação, principalmente em áreas com alta umidade ou exposição constante à chuva. Esse tipo de tela permite:
- Delimitação clara do terreno
- Ventilação natural
- Visibilidade do interior
- Sustentação para plantas trepadeiras
A combinação entre estrutura rígida de madeira e malha metálica cria um sistema leve, mas funcional.
Instalação em curto prazo
A execução da cerca envolve etapas relativamente simples:
- Marcação do alinhamento do terreno.
- Abertura de furos para fixação dos mourões.
- Posicionamento e nivelamento vertical dos postes.
- Fixação da tela galvanizada com grampos ou arame.
Em terrenos planos e com ferramentas adequadas, equipes reduzidas conseguem executar dezenas de metros por dia. A ausência de fundação contínua em concreto — comum em muros — reduz significativamente o tempo de obra.
Custo comparado ao muro de alvenaria
Um muro convencional envolve:
- Fundação
- Blocos ou tijolos
- Argamassa
- Reboco
- Pintura
- Mão de obra especializada
O custo por metro linear costuma ser múltiplas vezes superior ao de uma cerca de mourões e tela. A cerca mista não substitui completamente a função estrutural de um muro, mas atende à finalidade de delimitação com investimento menor.
Transformação em cerca viva
Uma das adaptações mais utilizadas é transformar a estrutura em cerca viva. Ao plantar espécies trepadeiras ou arbustivas ao longo da tela, cria-se barreira vegetal que oferece:
- Privacidade
- Sombreamento parcial
- Redução de impacto visual
- Integração paisagística
Espécies como sansão-do-campo, primavera (bougainvillea), jasmim e hera são frequentemente usadas nesse tipo de aplicação. A vegetação passa a atuar como camada adicional de proteção visual e ambiental.
Durabilidade da estrutura
A durabilidade depende de fatores como:
- Qualidade do tratamento da madeira
- Tipo de galvanização da tela
- Exposição climática
- Drenagem do solo
Mourões tratados adequadamente podem durar vários anos mesmo em contato com o solo. A tela galvanizada também apresenta boa resistência à corrosão quando instalada corretamente.
Aplicação em áreas rurais e urbanas
Historicamente, esse tipo de cercamento é predominante em propriedades rurais. No entanto, sua adoção em áreas urbanas cresceu devido ao custo mais acessível.
Em condomínios horizontais e terrenos de grande metragem, a solução aparece como alternativa viável para fechamento lateral e fundos.
Segurança e limitações
Embora eficiente para delimitação, a cerca com tela não oferece o mesmo nível de segurança estrutural que um muro de concreto armado.
A resistência depende da espessura da tela e da fixação dos mourões. Para aplicações que exigem maior proteção física, pode ser necessário reforço adicional.
Impacto ambiental e sustentabilidade
O uso de madeira proveniente de reflorestamento — como o eucalipto — contribui para menor impacto ambiental quando comparado a estruturas de concreto.
Além disso, a possibilidade de incorporar vegetação transforma a cerca em elemento paisagístico funcional. A estrutura também permite fácil manutenção e substituição pontual de peças.
Adaptação técnica
Engenheiros e técnicos recomendam atenção à profundidade de fixação dos mourões. O ideal é que pelo menos um terço do poste fique enterrado para garantir estabilidade.
Em solos muito arenosos ou instáveis, pode ser necessário reforço com concreto no ponto de fixação. O tensionamento adequado da tela é outro fator importante para evitar deformações.
A cerca viva estruturada com mourões de eucalipto tratado e tela galvanizada representa solução consolidada no meio rural e cada vez mais presente em áreas residenciais.
Com instalação simplificada, custo reduzido por metro e possibilidade de integração com vegetação, o sistema oferece alternativa funcional ao muro tradicional.
A estrutura leve, combinada com vegetação, cria barreira física e visual com investimento inferior ao da alvenaria, desde que aplicada conforme boas práticas de instalação.
A adoção do modelo depende das necessidades específicas de cada terreno, mas sua ampla utilização demonstra viabilidade técnica e econômica em diferentes contextos.


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