Executivo da Ford, Jim Farley, afirma que a indústria automotiva passará por uma grande transição com a chegada dos carros elétricos e o fim dos motores a combustão.
A indústria automotiva, assim como todos os outros, sempre passa por diversas transições que interferem diretamente na postura e relacionamento de seus integrantes. Uma completa reviravolta, desde os processos de manufatura até às linhas de montagem que foram automatizadas e fábricas de autopeças que se instalaram no mesmo lugar ou em suas proximidades. De acordo com o presidente da Ford, Jim Farley, a indústria automotiva não passa apenas por modificações e, sim, por um terremoto, com o fim da era dos motores a combustão.
Eletromobilidade é o novo destaque da indústria automotiva
A eletrificação é o principal destaque no tabuleiro das iniciativas, com foco na produção de propulsores a bateria e na radical transição das linhas de montagem, com a retirada dos motores a combustão. Além disso, também há o grande surgimento de startups que vão marcando presença em cada atividade do setor e a introdução da inteligência artificial na tomada de decisões estratégicas.
O executivo da Ford ainda acredita que a nova direção da indústria trará benefícios a muitas empresas chinesas, tendo em vista que estas terão uma posição melhor que os Estados Unidos no setor automotivo.
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De acordo com o presidente, será possível observar uma consolidação muito extensa no mercado. Grandes mudanças estão por vir com o fim dos motores a combustão e não é possível enxergar um mercado disponível para os produtos da empresa em médio e longo prazo, que essas empresas estão indo atrás após serem suficientemente grandes para justificar o capital que estão gastando.
Multinacional Ford utilizará plataforma da VW como base para os seus novos veículos
Segundo Farley, fusões de alto nível entre pequenas empresas e joint ventures se tornarão cada vez mais comuns com o fim dos motores a combustão. Mudanças na própria montadora indicam, simultaneamente, um sinal da redefinição na indústria, já que a Ford recorre à plataforma MEB, da VW, para a construção de seus carros elétricos.
Apesar de ser uma arquitetura alemã, a fabricante utilizará a plataforma como base para dois SUVs com visual americano. O executivo da americana previu estar se aproximando uma guerra de preços entre os carros elétricos e que sua empresa iria, a curto prazo, vendê-los a partir de US$ 25 mil.
Falando dos preços, o Chevrolet Bolt EV 2023 começa em US$ 26.595 (R$ 127.200), enquanto o Chevrolet Bolt EUV 2023 parte de US$ 28.195 (R$ 134.800) – ambos os preços incluem o frete de US$ 995. Na prática, uma redução US$ 5.900 (R$ 28.200) e US$ 6.300 (R$ 30.200), no caso hatchback e do SUV, respectivamente.
Já no Brasil, já estão sendo sugeridos veículos elétricos mais acessíveis. Como é o caso do Renault Kwid E-Tech, ambos na faixa de R$ 140 mil.
Mundo da comunicação também sofrerá mudanças
De acordo com o executivo da Ford, até a comunicação da indústria automotiva passa por uma transformação com a mídia digital e redes sociais alterando rapidamente a maneira de informar o mercado.
A mídia impressa, como jornais e revistas, está em plena decadência e deu espaço à mídia eletrônica. Diversos Jornalistas especializados tiveram que aderir ao digital para se manterem na ativa. E ainda disputam espaço atualmente com os influencers, pessoas sem nenhuma formação técnica ou preocupação com a credibilidade, entretanto que atingem milhões de seguidores em seus twitters e tik-toks da vida. Responsáveis pelas verbas publicitárias das fábricas estão acompanhando esta transição rápida da mídia, entretanto ainda sem uma definição objetiva de onde e como aplicá-las.

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