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Catadora que trabalhava num aterro sanitário e morava num barraco é escolhida para o mutirão habitacional, ajuda a levantar a própria casa de alvenaria tijolo por tijolo e recebe as chaves da moradia que construiu com as mãos

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 30/08/2026 às 15:54 Atualizado em 30/08/2026 às 15:55
Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.
Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.
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Rosangela de Jesus, 42 anos, deixou para trás quatro anos vivendo em barraco e o trabalho no lixão após participar de um projeto habitacional em Campo Grande. Capacitada como pedreiro azulejista, ajudou a construir sua casa de 46,07 m² e recebeu as chaves em março de 2019, sem pagar mensalidade.

Rosangela de Jesus, de 42 anos, trabalhava no lixão e havia passado quatro anos vivendo em um barraco quando entrou no projeto habitacional que permitia aos próprios moradores participar da construção das casas. Em 19 de março de 2019, ela recebeu as chaves da residência de alvenaria que ajudou a erguer no conjunto Bom Retiro, antiga Cidade de Deus, em Campo Grande.

Segundo publicação da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), de 20 de março de 2019, a entrega marcou a conclusão de mais 24 moradias construídas com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Campo Grande. Rosangela também recebeu capacitação profissional antes de participar da execução da própria casa.

Rosangela passou quatro anos vivendo em um barraco

Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.
Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.

A antiga moradia apresentava problemas especialmente durante os períodos de chuva.

Estou muito feliz! Vivi muitos anos dentro do barraco. Quando chovia alagava tudo, perdia tudo. É uma tristeza. Agora, vou dormir tranquila, graças a Deus. Quatro anos vivendo em um barraco. É difícil, passei dificuldade”, contou Rosangela.

Trabalho no lixão fazia parte da rotina antes da mudança

Antes de receber a casa de alvenaria, Rosangela trabalhava no lixão.

A publicação da Agehab apresenta a trajetória da moradora como uma mudança que reuniu habitação e capacitação profissional, já que o programa não se limitava à entrega de imóveis prontos.

Curso ensinou Rosangela a trabalhar como pedreiro azulejista

Rosangela participou de um curso de pedreiro azulejista antes da conclusão da residência.

A formação foi oferecida pela Fundação Social do Trabalho (Funsat), da Prefeitura de Campo Grande, dentro da estratégia de capacitar os próprios moradores para atuar nas diferentes etapas das obras.

Moradores participaram diretamente da construção das próprias casas

O modelo do projeto previa que os beneficiários não apenas recebessem os imóveis depois de prontos.

Os próprios moradores participaram da construção das residências, executando etapas que resultaram em casas entregues com piso, reboco e forro.

O governador Reinaldo Azambuja afirmou que a iniciativa combinava qualificação profissional, recursos para materiais e participação direta dos futuros moradores na obra.

Governo subsidiou materiais utilizados nas construções

Os materiais foram financiados com recursos do Governo de Mato Grosso do Sul.

O Estado destinou R$ 4,9 milhões para a compra de materiais de construção, contemplando a edificação de 136 unidades e outras 192 residências previstas para os bairros Jardim Canguru, José Teruel e Vespasiano Martins.

Projeto previa 136 casas e mais 192 unidades em outros bairros

A iniciativa habitacional tinha uma escala maior do que as 24 casas entregues naquela etapa.

Além das 136 unidades, o planejamento incluía mais 192 moradias que seriam distribuídas entre Jardim Canguru, José Teruel e Vespasiano Martins.

Os recursos estaduais estavam direcionados à compra dos materiais necessários para essas construções.

Trinta e nove residências já haviam sido edificadas

Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.
Rosangela de Jesus saiu do lixão e de um barraco, fez curso de pedreiro azulejista e ajudou a construir a própria casa de 46,07 m² em Campo Grande.

Na época da publicação, 39 casas já estavam construídas.

Desse total, 15 haviam sido concluídas na primeira etapa, em novembro de 2018. A visita de março de 2019 marcou a conclusão de outras 24 unidades no Bom Retiro.

Casas têm 46,07 m², dois quartos, sala, cozinha e banheiro

As novas residências possuem 46,07 m² de área construída.

Cada unidade conta com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, substituindo as condições precárias dos barracos onde viviam as famílias atendidas.

Moradores recebiam bolsa-auxílio de R$ 954 durante o projeto

Os participantes estavam inscritos no Programa de Inclusão Profissional (Proinc).

Durante a participação, recebiam bolsa-auxílio de R$ 954, além de cesta básica, almoço e vale-transporte.

A fonte também informa que as famílias não teriam de pagar mensalidade pelas moradias.

Metade da mão de obra do projeto era formada por mulheres

A participação feminina tinha peso significativo nas obras.

Segundo a Agehab, metade de toda a mão de obra envolvida no projeto era composta por mulheres, que receberam formação para atuar em diferentes funções da construção civil.

Cursos formaram profissionais em várias etapas da construção

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, afirmou que os moradores receberam cursos que permitiram o aprendizado de diferentes ofícios.

Entre as áreas citadas estavam azulejista, pedreiro, servente, marcenaria, serralheria e pintura, além de outras etapas necessárias até a colocação das telhas.

Projeto reunia moradia e profissionalização

Reinaldo Azambuja classificou a iniciativa como um modelo em que diferentes frentes funcionavam conjuntamente.

É um projeto inovador, que você qualifica mão de obra, faz uma parceria em que o Estado repassa recursos financeiros para compra do material, dá uma oportunidade de formação profissional e o mutuário constrói a sua própria casa”, afirmou o então governador.

Para ele, o formato reunia formação profissional e acesso à moradia dentro da mesma política.

Rosangela recebeu as chaves em 19 de março de 2019

A entrega das chaves marcou para Rosangela a passagem do barraco para uma casa de alvenaria que ela própria ajudou a construir.

A moradora recebeu a residência em 19 de março de 2019, depois de participar da capacitação e das obras realizadas no conjunto Bom Retiro.

Famílias passaram dos barracos para casas construídas com participação própria

O projeto atendia famílias que viviam em situação de vulnerabilidade e moravam em barracos, segundo a Agehab.

No caso de Rosangela, a mudança reuniu três elementos: a saída do lixão, a formação como pedreiro azulejista e a conquista da moradia de 46,07 m² construída com sua participação direta e entregue sem cobrança de mensalidade.

Na sua opinião, programas habitacionais que unem capacitação profissional e participação dos moradores na construção podem ser ampliados para outras cidades? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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