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Casca de eucalipto que iria para o lixo vira filtro poderoso capaz de limpar água, filtrar o ar e ainda ajudar na captura de carbono

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 04/05/2026 às 21:43 Atualizado em 04/05/2026 às 21:45
Casca de eucalipto vira carbono poroso para purificar água, filtrar ar e capturar dióxido de carbono.
Casca de eucalipto vira carbono poroso para purificar água, filtrar ar e capturar dióxido de carbono.
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Resíduo florestal geralmente descartado foi convertido por pesquisadores da Universidade RMIT em um carbono poroso capaz de reter poluentes, com potencial para uso em purificação de água, filtragem de ar, tratamento de gases industriais e captura de dióxido de carbono.

Pesquisadores da Universidade RMIT transformaram resíduos da casca de eucalipto em um material de carbono poroso capaz de ajudar na purificação de água, na filtragem de ar e na captura de dióxido de carbono. A proposta converte um subproduto florestal geralmente descartado em um material ambiental funcional, com uso potencial em sistemas de tratamento e filtragem.

O trabalho demonstrou que a casca da árvore pode ser processada por meio de um método de ativação em uma única etapa. O resultado é um carbono altamente poroso, formado por uma rede de poros microscópicos que retêm poluentes quando a água ou o ar passam pelo material.

Casca de eucalipto vira carbono poroso para filtração

Materiais de carbono porosos já são usados em sistemas de filtração e tratamento de gases. No entanto, esses materiais costumam ser produzidos por processos complexos, com múltiplas etapas, enquanto a nova abordagem simplifica a produção e mantém desempenho elevado de adsorção.

A eficiência do material está ligada à sua estrutura porosa. Essa estrutura determina a capacidade de capturar contaminantes em diferentes aplicações, como filtragem de água poluída, purificação de ar e captura de gases em ambientes industriais e ambientais.

O ajuste fino dessa rede de poros pode melhorar o desempenho conforme a aplicação desejada. A casca de eucalipto, nesse contexto, surge como uma matéria-prima alternativa prática, já que o desempenho depende menos da origem do material e mais da forma como ele é processado.

Resíduo de baixo valor ganha aplicação ambiental

A pesquisadora de doutorado Pallavi Saini, que liderou grande parte do trabalho experimental, afirmou que a casca costuma ser tratada como resíduo de baixo valor. Com um processo simples, foi possível convertê-la em um material altamente poroso, com forte desempenho de adsorção.

A avaliação da equipe aponta que biomassas negligenciadas podem ser transformadas em materiais úteis. O processo de ativação em uma única etapa reduziu a necessidade de energia, infraestrutura e fases adicionais de processamento em comparação com abordagens tradicionais.

Materiais de carbono de origem vegetal vêm sendo estudados globalmente a partir de resíduos agrícolas e industriais. A casca de eucalipto se destaca pela disponibilidade e pelo desempenho, especialmente na Austrália, onde há uma base ampla de espécies relacionadas.

Processo simples reduz etapas de produção

O Dr. Deshetti Jampaiah afirmou que a força da abordagem está na simplicidade. A conversão de um material residual amplamente disponível em carbono funcional ocorre sem depender de etapas complexas, o que aumenta a relevância para aplicações ambientais no mundo real.

A Austrália possui mais de 900 espécies de eucalipto e árvores relacionadas. Essa variedade oferece uma fonte ampla e constante de matéria-prima, especialmente porque a casca vem de operações florestais já existentes.

Como o resíduo utilizado não compete com a produção de alimentos, a solução se alinha aos objetivos da economia circular. A proposta aproveita um subproduto disponível e busca transformá-lo em um recurso útil para água, ar e captura de carbono.

Aplicações incluem água, ar e captura de carbono

O material pode ser usado em sistemas de purificação de água. Entre as possibilidades estão o tratamento de águas subterrâneas e residuais contaminadas, além de sistemas de filtragem de ponto de uso em áreas remotas.

A filtragem de ar e de gases industriais também aparece entre as aplicações indicadas pela equipe. O mesmo material ainda pode desempenhar papel em sistemas voltados à captura de dióxido de carbono.

Antes de uma implementação comercial, novos estudos ainda precisam avaliar durabilidade, regeneração e desempenho em larga escala. A equipe também planeja colaborar com comunidades indígenas para identificar as espécies mais adequadas para essa aplicação.

O distinto professor Suresh Bhargava afirmou que o trabalho mostra como a casca de eucalipto pode ser transformada em materiais capazes de contribuir para água mais limpa, ar mais limpo e captura de carbono. O estudo foi publicado na revista Biomass and Bioenergy, consolidando o eucalipto como fonte de um filtro de carbono poroso com aplicação ambiental.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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