Projeto desenvolvido por uma revenda da Fibrafort instalou na popa uma cadeira de acessibilidade originalmente projetada para piscinas. O equipamento funciona a bateria e permite ao argentino Daniel Rosello fazer a transferência entre o píer, a embarcação e a água.
Uma Focker 272 GTC fabricada em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, recebeu uma adaptação para que o proprietário, que tem paraplegia e mobilidade reduzida do tronco, possa embarcar e também entrar no mar com auxílio de uma cadeira instalada na popa.
O argentino Daniel Rosello comprou a embarcação em julho deste ano. A adaptação foi desenvolvida para permitir que ele navegue e tenha acesso à água durante os passeios, dois objetivos mencionados pelo próprio proprietário ao falar sobre o projeto.
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A solução utiliza uma cadeira de acessibilidade de aço inox originalmente projetada para piscinas. O equipamento funciona a bateria, suporta até 150 kg e pode ser usado tanto na transferência entre o píer e a lancha quanto para levar Daniel da embarcação diretamente ao mar.
“Pouco a pouco, vamos realizando todos os nossos sonhos”, afirmou Daniel ao comentar a experiência.
Ele também relacionou a adaptação à possibilidade de aproveitar a embarcação além da navegação. “Para mim, significa muito. Eu vou poder navegar, vou poder nadar, me jogar no mar em diferentes praias, em diferentes lugares”, disse.

Plataforma de popa favoreceu a adaptação
A embarcação escolhida foi a Focker 272 GTC, de 8,58 metros de comprimento, produzida pela Fibrafort. A fabricante informou que as próprias características construtivas do modelo ajudaram na instalação da cadeira, especialmente a configuração da parte traseira do barco.
Segundo a empresa, a lancha possui uma plataforma de popa ampla, plana e com espaço para circulação. Essa área recebeu o equipamento responsável pela transferência do proprietário, concentrando na parte traseira o acesso entre terra firme, embarcação e água.
A estrutura de fibra de vidro também foi apontada pela Fibrafort como um dos elementos que contribuíram para a adaptação. A página oficial da Focker 272 GTC reúne as informações da fabricante sobre o modelo produzido em Santa Catarina.
No projeto de Daniel, a cadeira fica posicionada na popa e atende a duas situações diferentes. No embarque, ela permite a transferência do píer para dentro da lancha; durante os passeios, pode ser utilizada novamente para fazer o percurso entre a embarcação e o mar.
A instalação aproveitou, portanto, uma região da lancha que já oferece contato direto com a água. O material divulgado sobre o projeto destaca justamente as dimensões e a configuração dessa área como fatores que favoreceram a incorporação do equipamento de acessibilidade.
Projeto foi desenvolvido em Caraguatatuba
A adaptação ficou sob responsabilidade da Porto do Rio, revenda da Fibrafort instalada em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. A empresa desenvolveu o projeto para a embarcação adquirida por Daniel e instalou nela a cadeira destinada originalmente ao uso em piscinas.

O site da Porto do Rio apresenta a atuação da empresa no setor náutico e com embarcações da Fibrafort. No caso da Focker 272 GTC de Daniel, o trabalho consistiu em incorporar o equipamento à estrutura da lancha para atender às necessidades de acesso do proprietário.
A adaptação não transforma a cadeira em um assento convencional da embarcação. Sua função é fazer a transferência entre diferentes níveis e ambientes, permitindo que Daniel saia da área do píer, seja colocado a bordo e posteriormente alcance a água pela parte traseira do barco.
O material sobre o projeto informa que o sistema é alimentado por bateria e tem capacidade de até 150 kg. Não foram detalhadas eventuais alterações no mecanismo original da cadeira além da instalação realizada na popa da lancha.
O projeto também reúne etapas realizadas em dois estados: a Focker 272 GTC foi fabricada em Itajaí, em Santa Catarina, enquanto a adaptação foi desenvolvida pela revenda localizada em Caraguatatuba, no litoral paulista.
Para Daniel, ter acesso ao mar é parte central do uso que pretende fazer da embarcação. Ao falar sobre o projeto, ele ressaltou que não se tratava apenas de ter uma lancha, mas de contar com um barco adaptado, resultado que atribuiu à colaboração das pessoas envolvidas na iniciativa.
