A BYD teria feito pedido de dez novos navios porta-veículos, com entregas entre 2027 e 2029, elevando sua frota própria de oito para 18 embarcações. Cada unidade poderá transportar cerca de 9.200 carros, enquanto a capacidade anual de exportação pode subir de aproximadamente 1 milhão para 2,5 milhões de veículos.
A BYD teria encomendado dez novos navios capazes de transportar aproximadamente 9.200 veículos cada, ampliando uma frota própria que hoje possui oito embarcações. O movimento foi reportado em setembro de 2026 e prevê entregas entre 2027 e 2029, com construção nos estaleiros de Jinling e Haimen, na China.
Segundo o Xataka, em publicação de 16 de setembro de 2026, a informação sobre o pedido foi atribuída à New Ships. Com os dez novos cargueiros, a BYD passaria de oito para 18 navios e ultrapassaria capacidade combinada de 130 mil CEUs, enquanto estimativas citadas pela CarNewsChina apontam potencial para transportar até cerca de 2,5 milhões de veículos por ano.
BYD teria encomendado dez navios com capacidade para 9.200 veículos cada

O novo pedido envolve dez navios porta-veículos, cada um projetado para levar aproximadamente 9.200 carros e caminhões. As embarcações seriam produzidas pela China Merchants Industry em seus estaleiros de Jinling e Haimen, com entregas distribuídas ao longo de três anos.
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A dimensão chama atenção porque essa capacidade individual já está no mesmo patamar do BYD Shenzhen, embarcação que entrou em operação em 2025 e foi apresentada como o maior navio porta-veículos do mundo, com espaço para aproximadamente 9.200 unidades. A encomenda, portanto, multiplicaria embarcações de porte semelhante dentro da logística da montadora.
Frota própria passaria de oito para 18 embarcações até 2029
A BYD montou sua atual estrutura marítima em um intervalo relativamente curto. A primeira embarcação da frota, o Explorer No. 1, foi entregue em janeiro de 2024, e oito navios passaram a compor a operação destinada a transportar veículos da fabricante para mercados internacionais.
Caso as dez novas unidades sejam entregues como reportado, a frota saltará de oito para 18 navios entre 2027 e 2029. O conjunto ultrapassaria 130 mil CEUs, medida utilizada no transporte marítimo para representar a quantidade equivalente de automóveis que pode ser acomodada nas embarcações.
Ter navios dedicados também reduz a dependência de espaço contratado em embarcações de terceiros. Para uma fabricante que aumenta rapidamente o volume enviado para fora da China, controlar uma parcela maior da logística marítima significa diminuir a exposição a um gargalo importante: a disponibilidade global de navios especializados no transporte de automóveis.
Capacidade de exportação pode subir de 1 milhão para 2,5 milhões de carros
A frota original de oito navios permitiria à BYD movimentar aproximadamente 1 milhão de veículos por ano, segundo as estimativas citadas na fonte. Acrescentar dez cargueiros de capacidade semelhante elevaria potencialmente esse volume para cerca de 2,5 milhões de carros anuais.
Esse número deve ser entendido como uma estimativa de capacidade logística, e não como garantia de que a empresa exportará efetivamente 2,5 milhões de unidades em determinado ano. Para atingir esse volume, fatores como produção, demanda internacional, utilização dos navios, disponibilidade portuária e destinos comerciais também precisam acompanhar a expansão da frota.
Mesmo assim, a escala ajuda a mostrar o tamanho da estrutura que a empresa estaria preparando. Em vez de depender apenas da fabricação dos veículos, a BYD passa a reforçar também a infraestrutura necessária para colocar esses carros fisicamente em outros continentes.
Exportações da BYD avançam enquanto operação internacional ganha peso
Os números de 2026 ajudam a explicar por que a logística marítima ganhou importância. Apenas em agosto, a BYD exportou 184 mil veículos de passageiros produzidos na China, crescimento de 131% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo os dados reproduzidos pelo Xataka.
Entre janeiro e agosto, foram enviados mais de 1,1 milhão de veículos ao exterior, alta de 88% sobre o mesmo intervalo do ano anterior. O volume representou mais de um terço das exportações chinesas de veículos de novas energias naquele período.
Esse avanço cria uma necessidade física: produzir mais carros para outros mercados exige encontrar espaço suficiente para levá-los para fora do país. É justamente nessa etapa que os grandes navios próprios se tornam parte estratégica da expansão internacional da fabricante.
Vendas dentro da China seguem trajetória oposta
Enquanto as exportações cresceram, os dados do mercado doméstico apresentados pela fonte mostram uma direção diferente. A principal marca da BYD vendeu cerca de 184 mil carros na China em agosto, redução de 35% na comparação anual.
No acumulado do ano, as vendas domésticas teriam recuado 43%, de acordo com os números citados pela CarNewsChina. Esse cenário ocorre em um mercado marcado por intensa competição entre mais de 100 marcas de veículos elétricos e por uma guerra de preços que pressiona a rentabilidade das fabricantes.
A fonte afirma ainda que as margens de lucro do setor automotivo chinês teriam caído para aproximadamente 3,2% no primeiro trimestre de 2026. Nesse contexto, crescer fora do país deixa de ser apenas uma oportunidade adicional e passa a ter peso maior na estratégia comercial das montadoras chinesas.
Navios próprios reduzem um dos gargalos da expansão internacional
Exportar automóveis em grande escala depende de embarcações especializadas conhecidas como porta-veículos. Quando essa capacidade é insuficiente, fabricantes precisam disputar espaço disponível e ficam mais expostas a preços de frete, cronogramas de terceiros e disponibilidade limitada.
Com uma frota própria de 18 embarcações, a BYD teria maior controle sobre o calendário de embarques, especialmente em momentos de rápida expansão das vendas internacionais. Isso não elimina todos os desafios logísticos, mas reduz a dependência de empresas externas para uma etapa fundamental da distribuição.
A estratégia ainda cria uma integração incomum entre fabricação e transporte. O carro sai da linha de montagem e pode ser colocado em uma estrutura marítima organizada especificamente para atender às necessidades da própria montadora.
BYD prepara estrutura para vender cada vez mais fora da China
O contraste entre os mercados ajuda a explicar a dimensão da decisão. Enquanto as vendas domésticas recuam, as exportações avançam em ritmo elevado, exigindo da BYD uma estrutura capaz de movimentar volumes muito superiores aos de poucos anos atrás.
Se os dez novos navios forem entregues entre 2027 e 2029 conforme reportado, a companhia terá passado de sua primeira embarcação recebida em 2024 para 18 grandes cargueiros próprios em aproximadamente cinco anos. A capacidade teórica anual de transporte poderá sair de cerca de 1 milhão para aproximadamente 2,5 milhões de veículos.
Mais do que adicionar navios à frota, o movimento sinaliza uma preparação logística para uma BYD cada vez menos dependente apenas do mercado chinês. A fabricante estaria construindo capacidade marítima antes mesmo de precisar utilizar todo esse espaço, apostando que o crescimento internacional continuará absorvendo um número crescente de veículos.
E você, acredita que controlar uma frota de 18 navios pode se tornar uma vantagem decisiva para a BYD na disputa global de carros elétricos, ou o maior desafio continuará sendo conquistar consumidores fora da China? Deixe sua opinião nos comentários.
