A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou R$ 636,1 milhões em crédito suplementar para o governo local, dos quais R$ 508,5 milhões foram direcionados ao transporte coletivo, em votação acompanhada por trabalhadores do setor.
O Projeto de Lei nº 2.453/2026 recebeu 69 emendas antes da aprovação pelos deputados distritais.
A maior parcela reforça despesas ligadas ao sistema de ônibus, mas a medida ainda depende das etapas posteriores para execução orçamentária.
Transporte coletivo concentra 80% do crédito
Os R$ 508,5 milhões destinados ao transporte representam aproximadamente quatro quintos do total aprovado pela Câmara.
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O reforço pretende evitar interrupções no sistema, segundo a defesa feita durante a votação, num tema que afeta passageiros e trabalhadores.
A aprovação autoriza a movimentação orçamentária. Ela não significa que todo o valor já tenha sido pago às empresas ou aplicado.
Detran receberá R$ 61,8 milhões
O Departamento de Trânsito do DF aparece com a segunda maior fatia, de R$ 61,8 milhões.
A Novacap terá R$ 36,4 milhões, enquanto a Codhab ficará com R$ 12,2 milhões no desenho aprovado.
Essas destinações mostram que o projeto não se limita aos ônibus, embora o transporte coletivo concentre a maior parte dos recursos.

Metrô, universidade e rodovias também entram na divisão
O Metrô-DF receberá R$ 8,5 milhões, a Universidade do Distrito Federal terá R$ 6,6 milhões e o DER contará com R$ 2,1 milhões.
Cada órgão deverá executar a parcela conforme sua programação e as regras orçamentárias aplicáveis à fonte do dinheiro.
Para o passageiro, a pergunta prática será quanto do crédito chegará à operação diária e em que prazo o efeito poderá ser percebido.
Receitas extras e cancelamentos financiam a abertura
O governo indicou excesso de arrecadação, cessão de direitos creditórios, venda de imóveis e receitas próprias entre as fontes.
Também aparecem recursos de multas de trânsito e cancelamento parcial de outras dotações já existentes no orçamento.
A combinação é relevante porque um crédito suplementar precisa indicar de onde virá a cobertura financeira para a nova autorização.
Projeto dividiu opiniões no plenário
O deputado Max Maciel, do PSOL, votou contra e argumentou que os recursos não seriam direcionados diretamente aos trabalhadores ou à folha.
A deputada Pepa, do PP, defendeu a aprovação para impedir a paralisação do sistema e atender quem depende do transporte.
Representantes dos trabalhadores acompanharam a sessão na galeria e comemoraram o resultado anunciado pela Câmara Legislativa.

Aprovação ainda precisa virar execução
O voto legislativo é uma etapa do processo. Sanção, abertura contábil e empenhos posteriores indicarão quando o recurso poderá ser usado.
Quem toma ônibus diariamente costuma medir política pública por regularidade, frota e tempo de espera, não apenas pelo valor autorizado.
Por isso, os próximos atos do governo serão necessários para ligar a cifra de R$ 508,5 milhões ao funcionamento do sistema.
Fiscalização poderá acompanhar cada destino
A divisão aprovada cria referências objetivas para verificar quanto foi empenhado, liquidado e pago a cada órgão.
Transparência sobre contratos e despesas permitirá avaliar se a prioridade anunciada para o transporte coletivo foi mantida na execução.
O debate também continuará sobre a parcela que alcança empresas, trabalhadores e usuários dentro do modelo adotado pelo Distrito Federal.
R$ 636 milhões reforçam diferentes áreas do DF
A CLDF registrou um total de R$ 636.141.335 no texto aprovado.
A cifra reúne transporte, trânsito, obras, habitação, metrô, universidade e rodovias, com pesos muito diferentes entre as áreas.
A partir de agora, publicação e execução mostrarão quando a decisão legislativa deixará o papel e chegará aos serviços.
Onde você acredita que os R$ 508,5 milhões do transporte coletivo deveriam aparecer primeiro: frota, frequência, manutenção ou trabalhadores?
