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Passageiros do DF ficam no centro de crédito de R$ 636 milhões aprovado, com R$ 508,5 milhões destinados ao transporte coletivo

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 16/09/2026 às 13:53 Atualizado em 16/09/2026 às 14:58
Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante a sessão que aprovou o crédito suplementar. Crédito: Divulgação/CLDF.
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou R$ 636,1 milhões em crédito suplementar para o governo local, dos quais R$ 508,5 milhões foram direcionados ao transporte coletivo, em votação acompanhada por trabalhadores do setor.

Imagem de capa: Sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Crédito: Divulgação/CLDF.

O Projeto de Lei nº 2.453/2026 recebeu 69 emendas antes da aprovação pelos deputados distritais.

A maior parcela reforça despesas ligadas ao sistema de ônibus, mas a medida ainda depende das etapas posteriores para execução orçamentária.

Transporte coletivo concentra 80% do crédito

Os R$ 508,5 milhões destinados ao transporte representam aproximadamente quatro quintos do total aprovado pela Câmara.

O reforço pretende evitar interrupções no sistema, segundo a defesa feita durante a votação, num tema que afeta passageiros e trabalhadores.

A aprovação autoriza a movimentação orçamentária. Ela não significa que todo o valor já tenha sido pago às empresas ou aplicado.

Detran receberá R$ 61,8 milhões

O Departamento de Trânsito do DF aparece com a segunda maior fatia, de R$ 61,8 milhões.

A Novacap terá R$ 36,4 milhões, enquanto a Codhab ficará com R$ 12,2 milhões no desenho aprovado.

Essas destinações mostram que o projeto não se limita aos ônibus, embora o transporte coletivo concentre a maior parte dos recursos.

Deputados distritais participam da sessão que aprovou o crédito suplementar. Crédito: Divulgação/CLDF.
Deputados distritais participam da sessão que aprovou o crédito suplementar. Crédito: Divulgação/CLDF.

Metrô, universidade e rodovias também entram na divisão

O Metrô-DF receberá R$ 8,5 milhões, a Universidade do Distrito Federal terá R$ 6,6 milhões e o DER contará com R$ 2,1 milhões.

Cada órgão deverá executar a parcela conforme sua programação e as regras orçamentárias aplicáveis à fonte do dinheiro.

Para o passageiro, a pergunta prática será quanto do crédito chegará à operação diária e em que prazo o efeito poderá ser percebido.

Receitas extras e cancelamentos financiam a abertura

O governo indicou excesso de arrecadação, cessão de direitos creditórios, venda de imóveis e receitas próprias entre as fontes.

Também aparecem recursos de multas de trânsito e cancelamento parcial de outras dotações já existentes no orçamento.

A combinação é relevante porque um crédito suplementar precisa indicar de onde virá a cobertura financeira para a nova autorização.

Projeto dividiu opiniões no plenário

O deputado Max Maciel, do PSOL, votou contra e argumentou que os recursos não seriam direcionados diretamente aos trabalhadores ou à folha.

A deputada Pepa, do PP, defendeu a aprovação para impedir a paralisação do sistema e atender quem depende do transporte.

Representantes dos trabalhadores acompanharam a sessão na galeria e comemoraram o resultado anunciado pela Câmara Legislativa.

Vista do plenário da CLDF durante sessão legislativa. Crédito: Divulgação/CLDF.
Vista do plenário da CLDF durante sessão legislativa. Crédito: Divulgação/CLDF.

Aprovação ainda precisa virar execução

O voto legislativo é uma etapa do processo. Sanção, abertura contábil e empenhos posteriores indicarão quando o recurso poderá ser usado.

Quem toma ônibus diariamente costuma medir política pública por regularidade, frota e tempo de espera, não apenas pelo valor autorizado.

Por isso, os próximos atos do governo serão necessários para ligar a cifra de R$ 508,5 milhões ao funcionamento do sistema.

Fiscalização poderá acompanhar cada destino

A divisão aprovada cria referências objetivas para verificar quanto foi empenhado, liquidado e pago a cada órgão.

Transparência sobre contratos e despesas permitirá avaliar se a prioridade anunciada para o transporte coletivo foi mantida na execução.

O debate também continuará sobre a parcela que alcança empresas, trabalhadores e usuários dentro do modelo adotado pelo Distrito Federal.

R$ 636 milhões reforçam diferentes áreas do DF

A CLDF registrou um total de R$ 636.141.335 no texto aprovado.

A cifra reúne transporte, trânsito, obras, habitação, metrô, universidade e rodovias, com pesos muito diferentes entre as áreas.

A partir de agora, publicação e execução mostrarão quando a decisão legislativa deixará o papel e chegará aos serviços.

Onde você acredita que os R$ 508,5 milhões do transporte coletivo deveriam aparecer primeiro: frota, frequência, manutenção ou trabalhadores?

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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