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Brava Energia projeta chegar em 2027 a 100 mil barris/dia com novos poços em Atlanta e Papa-Terra e investimentos altos em produção de petróleo no Brasil

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 17/12/2025 às 18:00
Barril de petróleo com seta verde apontando para cima diante de plataforma offshore, simbolizando aumento da produção e valorização do setor de óleo e gás no Brasil.
Brava Energia projeta chegar em 2027 a 100 mil barris/dia com novos poços em Atlanta e Papa-Terra e investimentos altos em produção de petróleo no Brasil/ Imagem Ilustrativa
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A Brava Energia detalha plano de expansão com novos poços offshore, meta de elevar a produção de barris de petróleo até 2027 e investimentos altos nos campos de Atlanta e Papa-Terra

Em 17 de dezembro de 2025, a Brava Energia informou que projeta alcançar, até 2027, uma capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo por dia, impulsionada pela entrada em operação de novos poços nos campos de Atlanta e Papa-Terra. A estratégia envolve investimentos altos, concentrados principalmente em perfuração offshore e manutenção de ativos, com foco em crescimento sustentável e disciplina financeira.

Segundo matéria publicada pelo site MegaWhat nesta quarta-feira (17), as informações foram detalhadas por executivos da companhia durante encontro com a imprensa. Segundo a empresa, o plano de expansão busca compensar o declínio natural dos campos maduros e consolidar a Brava Energia como um dos principais operadores independentes do setor de óleo e gás no Brasil.

Produção da Brava Energia deve atingir 100 mil barris de petróleo por dia até 2027

A Brava Energia estima encerrar 2025 com produção próxima a 90 mil barris de petróleo por dia, servindo como base para o crescimento planejado até 2027. O salto para 100 mil barris diários corresponde a um aumento de cerca de 10% na capacidade produtiva total da companhia.

Esse crescimento ocorre mesmo diante do declínio natural dos campos, estimado globalmente entre 8% e 10%. Segundo o diretor financeiro da empresa, Luiz Carvalho, os novos poços previstos mais do que compensam essa redução, garantindo estabilidade e avanço da produção no médio prazo.

Novos poços em Atlanta e Papa-Terra impulsionam a produção

O plano de expansão da Brava Energia está diretamente ligado ao desenvolvimento dos campos de Atlanta e Papa-Terra, considerados estratégicos para a companhia.

Em Papa-Terra, localizado na Bacia de Campos, estão previstos dois novos poços, com entrada em operação estimada para o quarto trimestre de 2026. A expectativa é que cada poço apresente capacidade de produção entre 6 mil e 8 mil barris de petróleo por dia.

Já no campo de Atlanta, na Bacia de Santos, outros dois poços devem começar a operar entre o primeiro e o segundo trimestres de 2027. Cada poço possui potencial produtivo estimado entre 8 mil e 12 mil barris de petróleo por dia, volumes considerados expressivos para o portfólio da empresa.

Investimentos altos concentram recursos em perfuração offshore

Para viabilizar o crescimento planejado, a Brava Energia aposta em investimentos altos, especialmente a partir de 2026. O Capex previsto para esse ano soma US$ 550 milhões, sendo aproximadamente dois terços destinados à perfuração dos poços em Atlanta e Papa-Terra.

O terço restante será direcionado à manutenção de ativos, garantindo segurança operacional, eficiência produtiva e continuidade das operações. Segundo a companhia, a perfuração dos poços ocorrerá de forma combinada ao longo de 2026, com a chegada das sondas prevista para janeiro. Essa estratégia permite otimização de custos e melhor planejamento logístico.

Capex de 2025 será menor, com foco em preparação operacional

Para 2025, a projeção de investimentos da Brava Energia é mais conservadora. O Capex deve ficar abaixo de US$ 500 milhões, conforme estimativa apresentada pelo gerente de Relações com Investidores, Rodrigo Godoy.

O executivo ressaltou que o valor ainda é uma projeção, já que o exercício de 2025 não havia sido encerrado no momento da divulgação. Mesmo assim, a empresa mantém foco na preparação operacional e financeira para o ciclo de investimentos mais intenso previsto a partir de 2026.

Impactos operacionais afetam produção no quarto trimestre de 2025

Apesar das perspectivas positivas, a Brava Energia reconhece que a produção do quarto trimestre de 2025 será impactada por fatores pontuais. Um dos principais eventos foi a interdição das operações na Bacia Potiguar pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorrida em outubro.

Segundo a empresa, os impactos estão estimados em cerca de 3 mil barris de petróleo por dia. Além disso, houve uma parada programada em Papa-Terra, inicialmente prevista para 12 dias, mas concluída em 10 dias, reduzindo parcialmente os efeitos negativos. Também foram registradas paradas programadas no Parque das Conchas, operado pela Shell, além de ajustes operacionais no campo de Atlanta.

Ajustes em Atlanta reforçam eficiência futura da Brava Energia

De acordo com Luiz Carvalho, o campo de Atlanta iniciou suas operações com desempenho melhor do que o previsto. Ainda assim, alguns ajustes foram necessários ao longo dos últimos meses, especialmente no último trimestre de 2025.

Esses ajustes são considerados normais em projetos offshore de grande porte e não alteram a perspectiva positiva para o ativo. A empresa destaca que os aprendizados operacionais contribuem para maior eficiência quando os novos poços entrarem em operação.

Redução da alavancagem financeira segue como prioridade

Além da expansão da produção, a Brava Energia mantém foco na redução da alavancagem financeira. No passado, o indicador já superou 3 vezes, mas encerrou o terceiro trimestre de 2025 em 2,3 vezes.

A expectativa da companhia é que a alavancagem caia um pouco mais no quarto trimestre de 2025, influenciada por fatores como o preço do petróleo. A meta declarada é alcançar um nível abaixo de 1,5 vez, reforçando a solidez financeira da empresa em um cenário de investimentos altos.

Empresa descarta negociações e avalia mercado de M&A

Durante o encontro com a imprensa, os executivos da Brava Energia negaram qualquer negociação com a Eneva e afirmaram não ter conhecimento sobre eventual movimentação da Ecopetrol para aquisição de ações da companhia. Luiz Carvalho também comentou sobre o mercado de fusões e aquisições no setor de óleo e gás brasileiro.

Segundo ele, os desinvestimentos da Petrobras nos últimos anos possibilitaram o surgimento de um mercado mais dinâmico, com maior troca de ativos e revitalização de campos maduros. Na avaliação do executivo, eventuais novas ofertas da Petrobras devem ocorrer principalmente em ativos offshore, e não em grandes fusões corporativas.

O que o plano da Brava Energia revela sobre o futuro do petróleo no Brasil

A estratégia da Brava Energia de alcançar 100 mil barris de petróleo por dia até 2027 evidencia um movimento de crescimento planejado, sustentado por investimentos altos, eficiência operacional e disciplina financeira. Os novos poços em Atlanta e Papa-Terra são fundamentais para compensar o declínio natural dos campos e garantir estabilidade produtiva.

Ao mesmo tempo, a redução da alavancagem fortalece a posição da companhia em um setor cada vez mais competitivo. O plano reforça o papel das operadoras independentes no novo ciclo do petróleo brasileiro, com foco em ativos offshore, eficiência e geração de valor de longo prazo.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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