Expansão em Itajaí amplia a estrutura industrial da Fibrafort e reforça a aposta da marca catarinense em produção náutica de maior escala, com novas áreas de acabamento, equipamentos para movimentação pesada e testes internos voltados ao controle técnico das embarcações.
A Fibrafort ampliou em 2026 sua unidade industrial em Itajaí, Santa Catarina, e dobrou a área construída da fábrica, que passou de aproximadamente 10 mil m² para 20 mil m².
Com a mudança, o estaleiro busca elevar a capacidade de produção de barcos entre 18 e 42 pés, em uma operação que ganhou novas áreas técnicas e mais estrutura para testes internos.
Conhecida pela linha Focker, a fabricante catarinense incorporou cabines específicas para pintura e lixação da linha Yacht, além de duas pontes rolantes com capacidade de 10 e 20 toneladas.
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Dentro do mesmo complexo, a empresa também passou a concentrar uma área de testes integrada ao processo produtivo, criada para acompanhar as embarcações antes da liberação final aos clientes.
Fábrica da Fibrafort dobra de tamanho em Santa Catarina
No novo parque fabril, duas piscinas internas e uma terceira estrutura conectada diretamente ao rio permitem que as embarcações sejam avaliadas dentro da própria unidade industrial.

Essa configuração reduz a necessidade de deslocamentos externos e dá mais previsibilidade a etapas que dependem de verificação técnica, ajustes finais e acompanhamento do comportamento das lanchas na água.
Segundo a Revista Náutica, a Fibrafort soma 35 anos de atuação e mais de 19 mil embarcações entregues ao mercado, números que ajudam a contextualizar a expansão em Itajaí.
Após superar 600 barcos produzidos em 2025, a empresa trabalha com a meta de alcançar mil embarcações fabricadas por ano até 2032, apoiada na ampliação física e operacional da planta.
A Gazeta do Povo informou que o parque fabril segue concentrado na cidade portuária, com mais de 400 trabalhadores envolvidos na operação dedicada a modelos de diferentes tamanhos.
Piscinas de testes mudam a rotina do estaleiro
Para reduzir prazos e organizar melhor o fluxo de entrega, a ampliação reforça etapas que, no setor náutico, passam por acabamento, montagem, motorização e testes antes da liberação final.
Parte dessas verificações agora ocorre dentro da própria fábrica, já que sistemas elétricos, motorização e comportamento da lancha na água podem ser avaliados em ambiente controlado e em condição real de navegação.
Barbara Martendal, diretora de negócios da Fibrafort, afirmou à Revista Náutica que a ampliação dá mais agilidade às entregas, fortalece a eficiência produtiva e eleva o padrão de excelência das embarcações fabricadas pela marca.

De acordo com a executiva, cada barco passa por cerca de 20 horas de provas técnicas na nova área, etapa criada para ampliar a precisão das avaliações antes que a embarcação deixe a fábrica.
“Isso evita deslocamentos externos, acelera o cronograma de entrega e amplia a rastreabilidade dos processos”, disse Barbara Martendal, ao explicar o efeito da estrutura de testes sobre o controle interno da produção.
A diretora também classificou a expansão como um marco importante para a trajetória da Fibrafort, em referência ao crescimento industrial e ao plano de escala desenhado para os próximos anos.
Pontes rolantes reforçam produção de barcos maiores
Com embarcações maiores em produção, o investimento em pontes rolantes de maior capacidade atende a uma demanda direta do estaleiro, que precisa movimentar cascos e componentes pesados com segurança dentro da fábrica.
Já as cabines exclusivas de pintura e lixação se relacionam a etapas de acabamento que influenciam o ritmo produtivo e o controle de qualidade, especialmente nos modelos da linha Yacht.
Ao incorporar os testes à planta, a Fibrafort passa a reunir mais fases da construção no mesmo complexo, o que pode reduzir retrabalhos e facilitar a rastreabilidade de cada embarcação ao longo da montagem.
A permanência da expansão em Itajaí mantém a fabricante em uma cidade ligada a atividades portuárias e náuticas, reforçando a presença de Santa Catarina no mapa brasileiro da produção de barcos de lazer.
Itajaí ganha peso no setor náutico brasileiro
Embora o salto de 600 para mil barcos por ano esteja previsto apenas para 2032, a ampliação física já oferece uma base industrial maior para sustentar a meta sem deslocar a operação.
Nesse movimento, a fábrica também se reorganiza em torno de escala, mão de obra especializada e controle técnico, fatores decisivos em um setor que depende de precisão durante várias etapas de produção.
Ao reunir área ampliada, equipamentos de movimentação pesada, cabines dedicadas e piscinas de testes, a Fibrafort tenta transformar a expansão em ganho operacional concreto, e não apenas em aumento de espaço físico.
Com fábrica de 20 mil m², testes internos e meta de mil barcos por ano, Itajaí pode consolidar ainda mais seu papel como um dos principais polos náuticos do Brasil?

