O Norte Conectado promete ampliar a internet na Amazônia com 9 infovias subfluviais, mais de 900 pontos públicos de acesso e ligação entre municípios isolados de seis estados da região.
O governo federal quer levar internet a áreas isoladas da Amazônia com a implantação de 13,2 mil quilômetros de cabos de fibra óptica subfluvial pelos rios da região. O plano integra o Norte Conectado, programa do Ministério das Comunicações que mira 70 localidades em seis estados e deve alcançar diretamente 7,5 milhões de pessoas.
A proposta é reforçar a infraestrutura de comunicação em uma área onde a distância e o acesso por terra dificultam a conexão estável. A rede também deve atender políticas públicas de educação, saúde, pesquisa, defesa e justiça, além de permitir integração com países vizinhos da Pan-Amazônia.
Segundo o Ministério das Comunicações, o programa foi desenhado para interligar municípios e localidades da Região Norte por uma malha de telecomunicações que cruza rios e leva sinal para pontos públicos e áreas antes dependentes de conexões mais frágeis.
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Rede deve alcançar escolas, hospitais, fóruns e prefeituras
Um dos pontos centrais do projeto é a expansão do acesso em locais de uso coletivo. O ministério informa que a iniciativa prevê mais de 900 pontos públicos de acesso, incluindo escolas, hospitais, fóruns e prefeituras.
Na prática, isso significa reforço em serviços que dependem de conexão constante para funcionar com mais agilidade, sobretudo em regiões em que a comunicação digital ainda é limitada pela geografia. O programa também cita a educação, a saúde e o sistema de Justiça entre as áreas diretamente beneficiadas.

As 9 infovias que vão costurar a Amazônia
A estrutura do Norte Conectado está dividida em nove infovias. De acordo com o ministério, algumas já estão concluídas ou em operação, enquanto outras ainda passam por implantação ou formalização de operação.
Entre elas, a Infovia 00 liga Macapá a Santarém; a Infovia 01 conecta Santarém a Manaus; a Infovia 02 vai de Manaus até Atalaia do Norte; e a Infovia 03 faz o trecho entre Belém e Macapá. Há ainda as rotas que passam por Boa Vista, Porto Velho, Rio Branco, Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Fonte Boa e Cruzeiro do Sul.
O levantamento oficial mostra que a maior parte dessas ligações cruza grandes extensões de rios amazônicos, com trechos subfluviais e, em alguns casos, combinação com parte terrestre. O objetivo é formar uma malha contínua capaz de ampliar a cobertura de internet em municípios que historicamente ficaram fora das principais rotas de conexão.
O programa já soma 7,5 milhões de beneficiados
Além da extensão da rede, os números ajudam a dimensionar o tamanho do projeto. O governo informa que o Norte Conectado chega a 7,5 milhões de pessoas diretamente beneficiadas nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.
O Ministério das Comunicações destaca ainda que o programa integra diferentes frentes de governo e é acompanhado por um comitê gestor responsável por monitorar a execução e definir padrões para o uso compartilhado da infraestrutura.
Parte das infovias foi implantada por órgãos e entidades como a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, a EAD, a EAF e o Exército Brasileiro, com diferentes fontes de financiamento e estágios de operação. Algumas já estão em atividade; outras seguem em implantação ou revitalização.
Conexão na Amazônia ganha peso com infraestrutura de longo alcance
O projeto aparece como uma das maiores apostas do governo para reduzir o isolamento digital na região Norte. Em vez de depender apenas de soluções pontuais, a estratégia é criar uma base de rede mais ampla, com alcance entre cidades, comunidades e pontos estratégicos de serviço público.
Com 13,2 mil quilômetros previstos, o Norte Conectado entra na lista das iniciativas mais ambiciosas para levar internet estável à Amazônia. A expansão deve avançar em etapas, conforme a implantação das infovias e a formalização dos modelos de operação em cada trecho.
Para quem vive ou trabalha na região, a mudança pode representar acesso mais regular a serviços digitais que hoje ainda esbarram na distância. E, como o próprio governo sinaliza, a rede não mira só conexão: ela também quer sustentar políticas públicas que dependem cada vez mais da internet. Se você acompanha obras e projetos que podem transformar a Amazônia, vale seguir de perto os próximos passos dessa rede.

