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Com a guerra silenciando os poços do Irã, o Brasil bateu recorde de 5,3 milhões de barris por dia e subiu no ranking mundial de petróleo sem que ninguém percebesse — o pré-sal já responde por 80%% de tudo que sai do fundo do mar

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 12/04/2026 às 18:30
Atualizado em 12/04/2026 às 18:32
FPSO operando no pré-sal brasileiro em alto-mar com oceano azul profundo
O Brasil bateu recorde de produção petróleo com 5,304 milhões de barris equivalentes por dia em fevereiro de 2026, com 80%% vindo do pré-sal.
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Dados oficiais da ANP confirmam que a produção petróleo Brasil recorde atingiu 5,304 milhões de barris equivalentes por dia em fevereiro de 2026, com o pré-sal respondendo por 80,2%% do total e a Petrobras operando 89,46%% de toda a extração nacional — números que reposicionam o país no cenário energético global

Em fevereiro de 2026, a produção petróleo Brasil recorde alcançou um patamar histórico. Segundo dados oficiais divulgados pela ANP em 1º de abril de 2026, o país extraiu 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia, superando o recorde anterior de outubro de 2025, quando a marca havia chegado a 5,255 milhões. Considerando apenas petróleo, foram 4,061 milhões de barris diários — uma alta de 16,4%% em relação a fevereiro de 2025.

Esses números ganham ainda mais peso quando se considera o contexto global. Com a produção do Irã severamente comprometida pela instabilidade no Oriente Médio, o Brasil sobe silenciosamente no ranking dos maiores produtores do planeta. Dessa forma, o país se consolida como peça central na segurança energética mundial, produzindo mais do que muitas nações tradicionalmente associadas ao petróleo.

O pré-sal puxa a produção petróleo Brasil recorde com 181 poços e crescimento de 20%% em um ano

Equipamento subsea no pré-sal brasileiro onde a produção petróleo Brasil recorde é extraída

O protagonista indiscutível desse recorde é o pré-sal. Em fevereiro de 2026, os campos do pré-sal geraram 4,243 milhões de barris equivalentes por dia, representando 80,2%% de toda a produção brasileira. Foram 3,264 milhões de barris de petróleo e 155,56 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, operados por 181 poços.

O crescimento impressiona. Comparado a fevereiro de 2025, o pré-sal avançou 20,1%%. Além disso, o campo de Tupi, na Bacia de Santos, liderou com 865,98 mil barris de petróleo e 42,87 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Portanto, um único campo brasileiro produz mais que países inteiros.

  • Pré-sal total: 4,243 milhões boe/d (80,2%% da produção nacional)
  • Petróleo pré-sal: 3,264 milhões bbl/d
  • Gás pré-sal: 155,56 milhões m³/d
  • Poços operando: 181 no pré-sal
  • Campo líder (Tupi): 865,98 mil bbl/d de petróleo
  • Crescimento anual: +20,1%% vs fevereiro de 2025

Petrobras opera quase 90%% de toda a produção petróleo Brasil recorde

Navio petroleiro sendo carregado em terminal portuário brasileiro com produção petróleo Brasil recorde

A Agência Brasil confirmou que a Petrobras foi responsável por 89,46%% da produção total em fevereiro, operando sozinha ou em consórcio. Em janeiro, a estatal produziu 2,41 milhões de barris por dia de petróleo, equivalentes a 61%% do total nacional — uma alta de 14,8%% em relação a janeiro de 2025.

A Shell aparece como segunda maior produtora no Brasil com 407,5 mil barris por dia, seguida pela TotalEnergies com 166,2 mil barris por dia. Contudo, a distância entre a Petrobras e qualquer outra operadora no país é abismal, refletindo décadas de investimento no pré-sal e conhecimento técnico acumulado em águas ultraprofundas.

Essa dominância operacional da Petrobras se conecta diretamente com a lei que obriga petroleiras a investir bilhões em tecnologia, que já rendeu avanços significativos em automação e eficiência operacional no pré-sal.

Brasil lidera expansão na América do Sul que está ultrapassando a Venezuela

Mapa global mostrando rotas de exportação de produção petróleo Brasil recorde

A produção petróleo Brasil recorde faz parte de um movimento maior na América do Sul. Segundo estimativas da Rystad Energy, Brasil, Guiana e Argentina juntos adicionam mais de 700 mil barris por dia à produção regional em 2026, superando a Venezuela. Dessa maneira, a governança regulatória estável do Brasil contrasta com a instabilidade de outros produtores e atrai investimentos de longo prazo.

A estrutura de produção brasileira também impressiona pela escala. São 6.079 poços no total — 582 marítimos e 5.497 terrestres. Contudo, os poços marítimos respondem por 98%% de todo o petróleo e 87,8%% do gás extraído no país. Assim, o trabalho offshore continua sendo a espinha dorsal da indústria brasileira de petróleo.

O recorde não garante o futuro: o que pode frear a escalada brasileira

Apesar do momento excepcional, a produção petróleo Brasil recorde enfrenta desafios à frente. A transição energética global e o crescimento dos veículos elétricos podem reduzir a demanda por combustíveis fósseis nas próximas décadas. Além disso, os dados consolidados da ANP para fevereiro ainda são preliminares até a divulgação final.

Contudo, no curto e médio prazo, a combinação de instabilidade no Oriente Médio, demanda asiática em alta e capacidade técnica comprovada no pré-sal coloca o Brasil numa posição privilegiada. Ainda assim, manter esse ritmo exige investimento contínuo em exploração, tecnologia e capital humano — fatores que não se improvável do dia para a noite, mas que o país tem demonstrado capacidade de entregar.

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Leocampos
Leocampos(@leonocane)
13/04/2026 11:39

Infelizmente o dinheiro da Petrobras não vai pros brasileiros fica na mão da elite e dos políticos, os brasileiros só sustenta ela com impostos

Luiz Ricardo Miranda
Luiz Ricardo Miranda
Em resposta a  Leocampos
15/04/2026 19:48

Errado meu caro, a riqueza da Petrobras vai para o bolso dos acionistas, ou seja, os grandes grupos capitalistas que detém mais da metade das ações da empresa, eles abocanham mais da metade da riqueza produzida, a outra metade vai para a mão do estado, que tem nos políticos os representante dos grandes grupos capitalistas nacionais e internacionais e essa riqueza que o estado arrecada, também retorna para esses capitalistas, pois o estado remunera os detentores dos títulos da dívida pública brasileira, pagando juros altíssimos, portando usa a riqueza produzida pelas empresas brasileiras para garantir a rentabilidade do capital nacional e internacional investido no Brasil.

Assim sendo, metade da riqueza produzida no Brasil vai diretamente para o bolso dos bilionários, pela distribuição dos dividendos, já a outra metade vai indiretamente, por meio do pagamento de juros da dívida pública, e assim é garantido que toda a riqueza brasileira seja destinada ao grande capitalistas, brasileiros e internacionais.

Enquanto para os trabalhadores e a sociedade sobra a violência, os baixos salários, serviços públicos deficitários, saúde insuficiente e a educação sem investimento em qualidade, não é possível ter soberania e democracia,cse a sociedade não seja dona das suas riquezas, se a riqueza brasileira não serve para atender aos brasileiros que trabalham dia a dia.

Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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