Início Brasil fecha acordo milionário para operações na Antártida e vai construir um Navio de Apoio Antártico movido a diesel e eletricidade com autonomia de 70 dias que gerará mais de 500 empregos.

Brasil fecha acordo milionário para operações na Antártida e vai construir um Navio de Apoio Antártico movido a diesel e eletricidade com autonomia de 70 dias que gerará mais de 500 empregos.

15 de junho de 2022 às 01:07
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Acordo traz investimento milionário para produzir o navio e gerar empregos temporários | Foto: Agência Marinha de Notícias

Incrível navio de Apoio Antártico vai operar no outono e no verão na Antártida com capacidade para 95 pessoas a bordo

O evento realizado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro no último dia 13 foi histórico para o Brasil e trouxe a assinatura de um acordo para construção de um navio de Apoio Antártido para operações especiais do país na Antártida, prometendo a geração de 500 a 600 empregos diretos e mais de 6 mil indiretos. O navio, concedido ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), será movido a diesel e eletricidade e capaz de suportar uma tripulação de 95 pessoas, dentre as quais, 26 pesquisadores para explorar os segredos do continente.

A construção desse navio deve ocorrer até 2025 e ele deve ter 93,3 metros de comprimento por 18,5 metros de largura, com autonomia para funcionar durante 70 dias sem problemas. A construção desse navio vai movimentar a indústria naval e estimular a economia no setor. EMGEPRON em parceria com a Marinha do Brasil estarão à frente desse projeto. Confira os detalhes dessa negociação na matéria.

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Saiba mais sobre o Navio de Apoio Antártido da Marinha do Brasil no vídeo abaixo

O Navio vai ser construído com alta tecnologia para suportar as intempéries da Antártida | Reprodução – YouTube: Dan TV, o Canal da Defesa Aérea e Naval

Estrutura do Navio vai seguir o padrão de outros usados em missõs anteriores na Antártida

Durante o evento que contou com a participação de ministros, integrantes da Marinha do Brasil e de empresas envolvidas, foi anunciado que a construção do navio deve seguir o modelo usado em missões anteriores como o “Ary Rongel”. Todavia, o novo modelo vai ter algumas propriedades aprimoradas conforme as necessidades das operações do Brasil na Antártida.

“Para manter o status de membro consultivo do Tratado da Antártica é necessário que o Brasil esteja presente e realize pesquisas científicas substanciais na região, fato que o novo navio ajudará a incrementar”

Diretor-Geral de Material da Marinha, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes (2022)

Construção deve ser feita em território nacional e com participação de brasileiros em mais de 500 empregos diretos e 6 mil indiretos

O acordo assinado nessa segunda-feira (13) coloca que a construção deve ser realizada em território nacional e abranger uma estrutura capaz de operar no outono e verão durante as missões na Antártida. Todavia, esse navio será construído nas instalações do Estaleiro Jurong-Aracruz (EJA), no Espírito Santo e deve gerar entre 500 e 600 empregos diretos e mais de 6 mil indiretos.

“Como membro signatário do Tratado Antártico, nosso País passou a ter direito a voto e participação nos fóruns de decisão sobre os destinos do continente austral, bem como assumiu compromissos internacionais em regime de cooperação internacional afetos à preservação da liberdade de exploração científica naquela região”

Diretor-Geral de Material da Marinha, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes (2022)

A Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), a Polar 1 Construção Naval SPE Ltda. em parceria com a Marinha do Brasil serão os responsáveis por conduzir esse novo projeto. Contudo, a equipe técnica precisará de muita perspicácia para construir um casco reforçado capaz de quebrar placas de gelo e navegar em grandes campos gelados, promovendo segurança à tripulação.

Investimento de mais de R$ 740 milhões pela EMGEPRON vai estimular o desenvolvimento das descobertas científicas na Antártida, além dos empregos

A EMGEPRON capitaneou um total de R$ 740 milhões para a construção dessa nova embarcação movida a diesel e eletricidade, que promete grandes descobertas científicas nas terras geladas da Antártida. Isso porque o navio vai ter novas estruturas que reforçam a segurança das operações como guindastes modernos, controles mais sofisticados e sistemas de navegação modernos.

“Esse é o ano do bicentenário. É um ano de entregas que marcam os esforços de muitos brasileiros ao longo desse tempo. Gostaria de agradecer as parcerias que a Marinha, a Força Aérea e a ciência brasileira fazem no continente antártico. Lá é um pedaço do Brasil onde brasileiros trabalham a favor do Brasil e do planeta”.

Paulo Alvim, Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil (2022).

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