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Brasil faz história ao sediar pela primeira vez o maior exercício aéreo multinacional das Américas com mais de 1.200 militares de 14 países reunidos em Campo Grande para simular respostas a desastres que podem salvar milhares de vidas

Publicado em 24/03/2026 às 16:10
Brasil sedia o Cooperación XI, maior exercício aéreo multinacional das Américas, em Campo Grande, com combate a incêndios e respostas a desastres naturais.
Brasil sedia o Cooperación XI, maior exercício aéreo multinacional das Américas, em Campo Grande, com combate a incêndios e respostas a desastres naturais.
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O Cooperación XI reúne forças de 14 nações na Base Aérea de Campo Grande para o maior exercício aéreo multinacional já realizado no continente, com foco em combate a incêndios, busca e salvamento e resposta a desastres naturais.

O Brasil entrou para a história ao receber, pela primeira vez, o maior exercício aéreo multinacional das Américas voltado à resposta a desastres naturais. Realizado entre 16 e 27 de março de 2026, o Cooperación XI transformou a Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, no epicentro de uma operação internacional que mobiliza mais de 1.200 militares de 14 países e aproximadamente 18 aeronaves de diferentes categorias.

Coordenado pelo Comando de Operações Aeroespaciais da Força Aérea Brasileira, o treinamento simula cenários críticos que exigem resposta imediata e coordenação entre nações.As missões vão de combate a incêndios florestais em voo até evacuação aeromédica e busca e salvamento em áreas remotas, refletindo situações cada vez mais frequentes diante do aumento de eventos climáticos extremos em toda a América do Sul.

O que é o Cooperación XI e por que ele é considerado o maior exercício aéreo multinacional das Américas

O Cooperación XI é a 11ª edição de um programa de treinamento criado no âmbito do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas, organização fundada em 1961 que hoje reúne 23 países. Pela primeira vez na história do programa, o Brasil foi escolhido como sede, consolidando a edição de 2026 como a maior já realizada em termos de efetivo, número de aeronaves e diversidade de nações participantes.

Participam do maior exercício aéreo multinacional do continente forças da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, além de efetivos da Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil e Exército Brasileiro. O esforço conjunto reforça a interoperabilidade entre diferentes forças armadas e padroniza procedimentos para situações reais de emergência.

As aeronaves que participam do exercício em Campo Grande

KC-390 Millennium
imagem: Claudio Capucho

Entre os meios empregados no maior exercício aéreo multinacional das Américas estão aproximadamente 18 aeronaves de diferentes categorias, incluindo transporte tático, vigilância, drones e helicópteros. O destaque fica para o KC-390 Millennium, considerado um dos cargueiros mais modernos do mundo, capaz de realizar desde missões logísticas até evacuação aero médica e combate a incêndios florestais com o sistema MAFFS embarcado.

A Força Aérea Brasileira emprega ainda o C-105 Amazonas para transporte tático, o SC-105 voltado para busca e salvamento, o C-98 Caravan para apoio logístico, drones RQ-900 para reconhecimento e helicópteros H-60 Black Hawk para resgate.

Outras nações trouxeram aeronaves como o C-130 Hercules da Argentina e do Canadá, o C-295 da Colômbia, o C-27J Spartan do Peru e helicópteros Bell 412 e UH-1H Huey. O Uruguai contribuiu ainda com drones DJI M300 e M350 RTK para monitoramento avançado.

KC-390 e o sistema MAFFS no combate a incêndios florestais

Um dos destaques tecnológicos do exercício é o emprego do sistema MAFFS integrado ao KC-390 Millennium. O MAFFS, sigla para Modular Airborne Fire Fighting System, é um módulo embarcável que transforma rapidamente a aeronave em uma plataforma de combate a incêndios florestais, com capacidade de lançar grandes volumes de água ou retardante de fogo sobre áreas afetadas.

O sistema pode ser instalado sem modificações permanentes na aeronave, preservando a versatilidade multimissão do KC-390. No contexto brasileiro, essa solução amplia significativamente a capacidade de resposta a desastres naturais como queimadas de grande escala, um problema recorrente em diferentes regiões do país e da América do Sul.

O uso do MAFFS durante o Cooperación XI permite validar doutrinas, treinar tripulações e integrar procedimentos com nações que já operam sistemas semelhantes.

Missões simuladas que preparam forças para desastres naturais reais

Durante duas semanas, o maior exercício aéreo multinacional das Américas coloca à prova a capacidade de resposta das forças participantes por meio de cenários simulados altamente desafiadores.

As missões incluem combate a incêndios em voo, busca e salvamento em áreas remotas, transporte de ajuda humanitária e evacuação aeromédica, sempre em coordenação com autoridades civis locais.

A iniciativa ganha relevância diante do aumento da frequência e da intensidade de desastres naturais em todo o mundo. Episódios recentes na América do Sul, incluindo enchentes severas e incêndios florestais de grandes proporções, evidenciaram a necessidade de respostas rápidas e coordenadas entre diferentes países.

Exercícios como o Cooperación XI permitem reduzir o tempo de reação em situações reais e fortalecer a cooperação internacional.

O papel estratégico do Brasil como sede do exercício

Além do aspecto operacional, sediar o maior exercício aéreo multinacional representa um avanço diplomático e estratégico para o Brasil. O país se consolida como referência em operações aéreas combinadas e em ações de ajuda humanitária no continente americano. A troca de experiências entre as nações participantes amplia a capacidade de atuação conjunta e fortalece laços que podem ser decisivos em futuras crises.

O treinamento também reforça o papel do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas como plataforma essencial para o intercâmbio de doutrina, experiências operacionais e tecnologias.

Com o Cooperación XI, o Brasil demonstra não apenas capacidade de liderança, mas também compromisso com a cooperação internacional em um cenário global onde a resposta a desastres naturais exige cada vez mais integração, rapidez e eficiência.

O Cooperación XI marca um capítulo importante na história da defesa e da cooperação humanitária nas Américas. Ao reunir 14 países em Campo Grande para o maior exercício aéreo multinacional já realizado no continente, o Brasil mostra que a preparação conjunta é o caminho mais eficaz para salvar vidas quando o próximo desastre chegar.

Com informações do portal cavok.

O que você acha da participação do Brasil como sede desse exercício? Acredita que treinamentos como o Cooperación XI fazem diferença real na resposta a desastres naturais? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe com quem acompanha temas de defesa e aviação militar.

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Alencar de Oliveira
Alencar de Oliveira
28/03/2026 15:15

Parabéns à Força Aérea Brasileira e à Base Aérea de Campo Grande por esse exercício aéreo de Busca e Salvamento, Combate a Incêndio, e Resposta à Desastres Naturais! O exercício propícia a prontidão e a excelência operacional.
Honra e glória para nossa Força Aérea, por seus integrantes, sempre voluntariosos e diligentes no melhor servir à pátria, servir aos seus nacionais!
Força Aérea do Marechal Casimiro Montenegro idealizador do ITA, e do Tenente Coronel Ozires Silva idealizador da Embraer, hoje orgulho de, e motivação para, todos os brasileiros!

Euclides Pires
Euclides Pires
28/03/2026 14:04

Quantos teco-tecos estarão lá ? Se sabe de uma quantidade grande de aviões no solo por falta de peças de reposição e até falta de combustível. Mais 7ma fiasqueira ??

Alberto Machado pereira
Alberto Machado pereira
27/03/2026 00:36

É um campeonato de pintura de meio fio?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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