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Brasil enviou o hospital de campanha da Marinha, seis cães farejadores, sensores de movimento e purificadores de água para socorrer a Venezuela após um duplo terremoto que já deixou 1.430 mortos e é apontado como o mais forte a atingir o país desde 1900

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 28/06/2026 às 14:09 Atualizado em 28/06/2026 às 14:11
O Brasil envia hospital, cães e sensores à Venezuela após o terremoto que deixou 1.430 mortos, e atua no resgate de vítimas soterradas.
O Brasil envia hospital, cães e sensores à Venezuela após o terremoto que deixou 1.430 mortos, e atua no resgate de vítimas soterradas.
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A equipe brasileira instalou a sua base em Los Corales e atua na busca e salvamento das vítimas, em meio a prédios desabados e uma cidade sem água e sem energia. O primeiro tremor teve magnitude 7,2 e o segundo, 7,5, e a Venezuela recebeu apoio de 24 países.

Uma equipe brasileira presta apoio à Venezuela após o duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho, com o envio do hospital de campanha da Marinha, seis cães farejadores, sensores de movimento e purificadores de água. Segundo a última atualização, o número de mortes chegou a 1.430, no que é apontado como o terremoto mais forte a atingir o país desde 1900.

A equipe, formada por técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), agentes de proteção e defesa civil, bombeiros militares e representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), instalou a sua base na região de Los Corales e atua na busca e salvamento. O primeiro tremor teve magnitude 7,2, sentido às 18h06 no horário de Caracas, com o epicentro próximo a El Guayabo, e o segundo, de magnitude 7,5, foi registrado cerca de 39 segundos depois, enquanto o Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de dois brasileiros, segundo o NSC Total.

A missão brasileira de resgate na Venezuela

Brasil leva força-tarefa para Venezuela (Foto: Agência GOV, NSC Total)
Brasil leva força-tarefa para Venezuela (Foto: Agência GOV)

A equipe brasileira que presta apoio à Venezuela é formada por técnicos do MIDR, agentes de proteção e defesa civil, bombeiros militares e representantes da Anatel, e instalou a sua base na região de Los Corales.

O Brasil enviou ainda uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha, militares para operar a estrutura e purificadores de água.

Os trabalhos da equipe estão agora focados em busca e salvamento, com equipamentos específicos para resgate, sensores de movimento e seis cães farejadores.

Segundo a última atualização, o número de mortes na Venezuela chegou a 1.430, em uma operação que reúne agentes brasileiros e equipes de vários países.

O relato de quem está no terreno

Fenômenos derrubaram prédio na capital venezuela (Foto: Reprodução, Redes sociais)
Fenômenos derrubaram prédio na capital venezuela (Foto: Reprodução, Redes sociais)

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Sedec, Armin Braun, o cenário é bastante crítico, em uma região muito próxima do litoral e perto de montanhas, onde a equipe improvisou uma base em um campo de futebol que também foi afetado pelo terremoto, com rachaduras e torres de iluminação danificadas.

Perto do local, prédios desabaram e outros tiveram as estruturas muito atingidas, enquanto equipes internacionais chegam a todo momento para ajudar a Venezuela.

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado”, relatou Braun, ao descrever uma cidade sem água, sem energia e com muita gente fora de casa.

Braun relatou que a equipe conta com sensores de movimento e aparelhos para buscar possíveis sinais de celulares de vítimas soterradas, além dos seis cães farejadores, e que os esforços para encontrar pessoas com vida são incansáveis, com um resgate presenciado no dia anterior.

Os bombeiros militares de São Paulo também chegaram e foram recebidos com aplausos no aeroporto, em um esforço brasileiro que reforça a presença do país na operação de socorro na Venezuela.

Os dois terremotos e o pior abalo desde 1900

O primeiro terremoto foi de magnitude 7,2, sentido às 18h06 no horário de Caracas, com o epicentro localizado próximo à cidade de El Guayabo, e o segundo, de magnitude 7,5, foi registrado cerca de 39 segundos depois, enquanto um terceiro tremor, de menor intensidade, foi registrado em 26 de junho.

A última vez que um terremoto tão forte havia sido sentido na Venezuela foi em 1900, quando um tremor de magnitude 7,7 atingiu a costa norte do país, perto da capital Caracas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta vermelho, estimando que o tremor pode resultar entre 10 mil e 100 mil vítimas, uma projeção que supera em muito o número confirmado até agora.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar precisou ser fechado após sofrer danos provocados pelos tremores, conforme o governo da Venezuela.

Os tremores sentidos no Brasil e as vítimas brasileiras

Os impactos do terremoto na Venezuela foram sentidos em alguns estados da Região Norte do Brasil, como Pará, Amazonas, Amapá e Roraima, onde o abalo provocou oscilações em edificações mais altas e assustou os moradores.

Em Belém, as autoridades evacuaram preventivamente seis prédios para inspeções técnicas, que já foram concluídas e permitiram a liberação dos imóveis, sem registro de mortes, feridos ou danos estruturais significativos em território brasileiro.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou, em 25 de junho, a morte de dois brasileiros em consequência dos terremotos na Venezuela. De acordo com o Itamaraty, o órgão está prestando assistência consular às famílias das vítimas.

“Com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros”, informou o MRE, ao confirmar as mortes em consequência dos terremotos.

O apoio internacional à Venezuela

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, divulgou nas suas redes sociais que diversos líderes mundiais ofereceram apoio após o desastre, entre eles Catar, Argentina, Emirados Árabes e México.

Segundo ela, o país recebeu apoio de 24 países da comunidade internacional.

De acordo com Rodríguez, esses países enviaram 521 toneladas de insumos, 86 equipes caninas e mais de 2.741 integrantes de pessoal de busca, resgate e apoio, já integrados com as equipes da Venezuela.

A presidente interina também fez um apelo aos profissionais de saúde do país para que toda a rede pública e privada se dirigisse aos seus postos de trabalho.

O Brasil enviou o hospital de campanha da Marinha, seis cães farejadores, sensores de movimento e purificadores de água para a Venezuela após o duplo terremoto, de magnitudes 7,2 e 7,5, que atingiu o país em 24 de junho, o mais forte desde 1900, com o número de mortes em 1.430 segundo a última atualização, entre elas dois brasileiros confirmados pelo Ministério das Relações Exteriores.

A partir da base em Los Corales, a equipe brasileira atua na busca e salvamento ao lado dos 24 países que, segundo a presidente interina Delcy Rodríguez, enviaram ajuda à Venezuela, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos alerta que o tremor pode resultar em até 100 mil vítimas, uma projeção que supera os números confirmados até agora em um país que ainda contabiliza as suas perdas.

E você, o que achou da missão humanitária do Brasil na Venezuela? Deixe a sua mensagem de solidariedade às vítimas e às famílias, e compartilhe esta informação com quem acompanha o resgate. Comente e troque ideias com outros leitores.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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