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Brasil entra na fase dos ciclones nos próximos dias: duas tempestades vão se formar entre Sul e Sudeste com risco de granizo, 250 mm de chuva, deslizamentos, enchentes e cenário crítico no Centro-Oeste

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/01/2026 às 23:49
Brasil entra em período de ciclones com duas tempestades entre Sul e Sudeste, risco de granizo e até 250 mm de chuva, com alerta para enchentes.
Brasil entra em período de ciclones com duas tempestades entre Sul e Sudeste, risco de granizo e até 250 mm de chuva, com alerta para enchentes.
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Período de instabilidade avança pelo país com grandes volumes de chuva, tempestades severas e atuação de ciclones próximos à costa, elevando o risco de enchentes, deslizamentos e transtornos em áreas urbanas e rurais, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, segundo projeções meteorológicas recentes.

Nos próximos dias, o Brasil deve enfrentar uma sequência de tempestades severas e chuvas intensas espalhadas por uma faixa ampla do território nacional, com impactos mais significativos previstos para áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul.

De acordo com as projeções meteorológicas, parte dessa precipitação será organizada pela atuação de dois sistemas de baixa pressão, com potencial de evolução para ciclones próximos à costa entre as regiões Sul e Sudeste, configuração que aumenta a chance de chuva forte, rajadas de vento e episódios de granizo.

Em alguns pontos, o acumulado projetado pode chegar ou ultrapassar 250 mm no período analisado pelos modelos numéricos, o que amplia o risco de transtornos como alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.

O cenário preocupa principalmente onde a chuva deve se concentrar em curto intervalo de tempo, despejando grandes volumes em poucas horas, além de áreas onde o solo já se encontra encharcado e os rios operam em níveis elevados.

Atuação de ciclones e frentes frias intensifica as chuvas

Situações como a prevista costumam ocorrer quando centros de baixa pressão se intensificam no oceano ou nas proximidades do litoral, passando a organizar frentes frias e corredores persistentes de umidade sobre o continente.

Mesmo quando o núcleo do ciclone se afasta em direção ao mar, os mecanismos associados ao sistema seguem atuando, estimulando a formação de nuvens carregadas e mantendo a instabilidade em terra firme.

Previsão de ciclone (L) na costa do Brasil e probabilidade de chuva neste sábado (31), de acordo com o ECMWF.
Previsão de ciclone (L) na costa do Brasil e probabilidade de chuva neste sábado (31), de acordo com o ECMWF.

Entre esses mecanismos estão a frente fria, a convergência de umidade e a circulação atmosférica em baixos níveis, fatores que, combinados, favorecem a ocorrência de chuva volumosa e tempestades.

Nesse contexto, serviços meteorológicos têm indicado aumento do risco de temporais no centro-sul do país, com alertas recentes para grandes volumes de chuva e tempestades, especialmente em áreas do Sudeste.

Em estados como São Paulo, a instabilidade atmosférica também eleva a possibilidade de granizo, dependendo da intensidade das nuvens e das condições locais.

Primeiro sistema já provoca efeitos antes de se afastar

O primeiro dos dois ciclones tende a se consolidar quando o centro de baixa pressão se fecha, etapa em que a circulação atmosférica passa a apresentar maior organização.

Ainda assim, os efeitos desse sistema costumam ser sentidos antes mesmo da formação completa, já que a queda da pressão e o reforço do transporte de umidade antecedem o momento de maior intensidade.

Por esse motivo, pancadas fortes e temporais podem ocorrer durante o processo de organização atmosférica, com maior incidência entre o Sul e o Sudeste do país.

Na sequência, o deslocamento do sistema para o oceano é esperado, mas isso não significa alívio imediato no continente, já que a frente fria associada continua avançando.

Ao encontrar ar quente e úmido, essa frente favorece a formação de tempestades com rajadas intensas de vento e, em alguns episódios, queda de granizo.

A localização exata das áreas mais afetadas pode variar a cada atualização dos modelos, que enfrentam dificuldades para definir com antecedência o ponto e o momento exatos de formação desses sistemas.

Segundo ciclone e rio atmosférico elevam o risco no Centro-Oeste

Na etapa seguinte da previsão, ganha destaque o aprofundamento de uma nova área de baixa pressão no Sul do país, com potencial para dar origem a um segundo ciclone nos dias posteriores.

Em configurações desse tipo, a baixa pressão funciona como uma âncora na atmosfera, ajudando a sustentar um padrão persistente de circulação e a canalizar a umidade proveniente do Norte.

Previsão de formação de ciclone (L) na costa Sul do Brasil e rio atmosférico na terça-feira (3), de acordo com o ECMWF.
Previsão de formação de ciclone (L) na costa Sul do Brasil e rio atmosférico na terça-feira (3), de acordo com o ECMWF.

Esse fluxo intenso de vapor d’água, conhecido como rio atmosférico, transporta umidade da região amazônica para o centro-sul do Brasil, criando condições favoráveis para chuvas volumosas.

Quando esse corredor encontra instabilidade, a precipitação tende a ganhar força e frequência, aumentando o risco de eventos extremos localizados.

Projeções de modelos meteorológicos indicam que o rio atmosférico pode atuar com mais intensidade sobre o Mato Grosso do Sul, elevando a chance de tempestades com chuva concentrada em curto intervalo.

Nessas situações, o perigo não está apenas no volume total acumulado, mas também na rapidez com que a chuva pode cair.

Estados sob maior risco de acumulados elevados

De forma geral, a previsão aponta maior probabilidade de volumes elevados no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul do país ao longo do período.

O cenário mais delicado é projetado para o Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 250 mm, com parte da chuva ocorrendo na forma de evento extremo entre o fim de semana e o início da semana seguinte.

São Paulo também aparece na rota das instabilidades, com previsão de chuva volumosa em diferentes regiões, especialmente na metade norte e na fronteira oeste do estado.

Dependendo do posicionamento das áreas de instabilidade, os episódios podem vir acompanhados de temporais, rajadas de vento e granizo.

Em Minas Gerais, a principal preocupação está na persistência da chuva ao longo de vários dias, o que pode agravar a situação em regiões onde o solo já se encontra saturado.

Previsão de chuva acumulada (mm) até quarta-feira (4) à noite, de acordo com o ECMWF.
Previsão de chuva acumulada (mm) até quarta-feira (4) à noite, de acordo com o ECMWF.

Paraná e Santa Catarina completam a lista de estados em alerta, com maior sensibilidade em faixas leste e áreas metropolitanas, onde a chuva tende a ser mais frequente e, em alguns momentos, intensa.

Risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos aumenta

Quando grandes volumes de chuva se concentram em poucas horas, o risco de alagamentos e inundações súbitas aumenta de forma significativa.

Nessas condições, a drenagem urbana e o escoamento superficial não conseguem acompanhar a intensidade da precipitação.

Em áreas rurais, córregos e rios menores podem subir rapidamente, reduzindo o tempo disponível para resposta e aumentando o potencial de danos.

Já em regiões com histórico de encostas instáveis, o cenário se torna ainda mais crítico, uma vez que o solo encharcado perde coesão.

Esse fator pode facilitar deslizamentos de terra, sobretudo em áreas de morro com ocupação irregular, cortes de talude e pouca cobertura vegetal.

Para autoridades e serviços de emergência, o monitoramento contínuo é essencial, já que a chuva forte pode se deslocar rapidamente de uma região para outra.

Do ponto de vista da população, seguir orientações de segurança permanece fundamental, como evitar atravessar áreas alagadas e respeitar alertas oficiais.

Com a possibilidade de temporais em sequência e a incerteza sobre onde a chuva extrema pode se concentrar, a dúvida que se impõe é se a sua cidade está preparada para responder com rapidez caso o pior cenário se confirme.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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