Na maior conquista brasileira da Segunda Guerra, os pracinhas da FEB enfrentaram combates casa a casa em Montese, derrubaram posições nazistas na Linha Gótica e seguem homenageados até hoje pelos italianos.
A maior conquista brasileira da Segunda Guerra tem endereço e nome: Montese, uma pequena cidade de colinas na região da Emília Romanha, no norte da Itália. Foi ali, nos dias finais da campanha da Itália, que a Força Expedicionária Brasileira entrou em um dos combates mais duros da sua trajetória e ajudou a quebrar um setor vital das defesas alemãs.
O que torna essa história ainda mais forte é o contraste entre passado e presente. Em 1945, Montese foi sinônimo de ruína, perdas e coragem. Hoje, é sinônimo de memória viva, com homenagens públicas, museu, cerimônias e um vínculo raro entre brasileiros e italianos.
Por que Montese era um alvo decisivo na Linha Gótica
Montese estava inserida em uma zona que os Aliados consideravam difícil de atravessar por causa das fortificações associadas à Linha Gótica. Após movimentos e reposicionamentos no setor entre as regiões de Bolonha e Modena, o cenário se fechou para a ofensiva final aliada na campanha da Itália.
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De um lado estavam soldados de Infantaria da FEB, com reforços norte-americanos. Do outro, tropas alemãs nazistas de Infantaria instaladas em casas, matas e trincheiras, com posições dentro da própria cidade. Era um terreno preparado para desgastar o atacante, exatamente o tipo de combate em que cada metro custa caro.
A Batalha de Montese: bombardeio, combate casa a casa e avanço sob fogo
A batalha é descrita como ocorrendo entre 14 e 17 de abril de 1945, dentro da ofensiva final aliada. Os pracinhas se posicionaram à frente das defesas em Montese e, após um intenso bombardeio, a cidade foi tomada, seguida por combates casa a casa nos dias seguintes.
Mesmo depois da conquista inicial, a artilharia alemã continuou bombardeando sem parar. Em meio a novos combates sangrentos, os brasileiros conquistaram o Monte Belvedere e obrigaram os alemães a recuarem. A vitória veio, mas não veio limpa. Veio no ritmo brutal da guerra.
O custo humano e material da maior conquista brasileira da Segunda Guerra
Montese ficou praticamente arrasada. Segundo os números citados na base, de 1.121 casas do município, 833 foram destruídas. A luta também levou a vida de 189 civis.
Do lado brasileiro, a campanha é descrita como bem-sucedida, porém com custo alto: cerca de 430 baixas, incluindo 34 mortos, além de feridos, aprisionados e desaparecidos. No lado alemão, a estimativa citada chega a 500 baixas entre mortos e aprisionados. É esse peso que dá dimensão real à maior conquista brasileira da Segunda Guerra.
Repercussão e efeito militar: elogios e desmantelamento das defesas
A tomada de Montese repercutiu favoravelmente nos altos escalões e recebeu elogios do comando americano. Somada a vitórias em outros pontos da Linha Gótica, essa vitória teria contribuído decisivamente para o desmantelamento das linhas de defesa alemãs no setor do quinto exército e, em consequência, no restante da Itália.
Em outras palavras, Montese não foi um episódio isolado. Foi uma peça que encaixou no movimento maior da ofensiva final, acelerando o colapso das posições alemãs naquela fase da guerra.
Montese hoje: ruínas, museu e uma cidade que não esquece os brasileiros
Ainda hoje é possível encontrar ruínas de posições militares alemãs na região. Na cidade, existe um museu histórico que conta como se deu a libertação de Montese em relação à ocupação nazista, associando esse capítulo à ação do Exército brasileiro.
E a memória não ficou restrita às vitrines. Os moradores homenageiam os soldados brasileiros batizando uma praça como Piazza Brasil. Além disso, o hino da Força Expedicionária é aprendido e cantado por crianças da região em cerimônias ligadas às comemorações de abril. Montese transformou a lembrança em ritual público.
O 25 de abril e a homenagem que emociona brasileiros e italianos
A data de 25 de abril é celebrada na Itália como o dia da libertação. Em Montese, ela ganha um sentido ainda mais afetivo por celebrar também a libertação da cidade pelos brasileiros. Há desfile, cortejo e participação popular, reforçando o vínculo entre quem foi libertado e quem lutou.
O relato destaca a emoção de caminhar pelas ruas junto com brasileiros e italianos, passando por lugares marcantes para a FEB, como pontos ligados à antiga enfermaria. O tempo passa, mas a história permanece cravada na cidade, inclusive em fachadas e locais ainda marcados por tiros, como o chafariz citado na base.
Por que essa história continua sendo a maior conquista brasileira da Segunda Guerra
Porque reúne, no mesmo lugar, três camadas difíceis de separar: a dureza do combate, o impacto estratégico e a permanência da memória. A maior conquista brasileira da Segunda Guerra não é apenas um feito militar. É um episódio que virou identidade, orgulho e lembrança compartilhada entre dois povos.
E isso explica por que Montese não é só um ponto no mapa de 1945. É um símbolo vivo do que a FEB enfrentou e do que conquistou.
O que mais te impacta nessa história da maior conquista brasileira da Segunda Guerra: a batalha em si ou o fato de Montese ainda homenagear os pracinhas até hoje?

