1. Início
  2. Economia
  3. Brasil e China movimentam mais de US$ 150 bilhões por ano em comércio, e o governo brasileiro abriu um escritório permanente da Receita Federal em Pequim para reduzir a burocracia e combater fraudes aduaneiras diretamente no país asiático, principal parceiro comercial do país
Faça um comentário 5 min de leitura

Brasil e China movimentam mais de US$ 150 bilhões por ano em comércio, e o governo brasileiro abriu um escritório permanente da Receita Federal em Pequim para reduzir a burocracia e combater fraudes aduaneiras diretamente no país asiático, principal parceiro comercial do país

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 04/07/2026 às 12:57 Atualizado em 04/07/2026 às 13:01
Brasil e China trocam US$ 150 bilhões por ano, e a Receita abriu escritório em Pequim para reduzir a burocracia aduaneira das mercadorias no comércio.
Brasil e China trocam US$ 150 bilhões por ano, e a Receita abriu escritório em Pequim para reduzir a burocracia aduaneira das mercadorias no comércio.
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

A adidância tributária e aduaneira em Pequim é a quinta representação do tipo do Brasil no exterior e será coordenada pela Receita Federal. O órgão busca reduzir barreiras às exportações e agilizar as mercadorias, embora não tenha competência para tomar decisões no comércio entre Brasil e China.

O governo brasileiro inaugurou em 26 de junho de 2026 uma adidância tributária e aduaneira em Pequim para fortalecer a cooperação com a China, reduzir entraves burocráticos e impulsionar o comércio bilateral, que hoje supera US$ 150 bilhões, mais de R$ 775 bilhões, por ano entre Brasil e China. A informação foi divulgada pelo Brasil 247, parceiro da TV BRICS, e a nova representação também pretende atrair investimentos, ampliar a segurança jurídica das operações internacionais e tornar mais eficiente a circulação de mercadorias entre os dois países.

A unidade, que é a quinta representação tributária e aduaneira do Brasil no exterior, será coordenada pelo Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal. Fruto de negociações iniciadas em 2023, a sua criação acompanha o avanço das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro desde 2009, e o escritório vai funcionar como um canal permanente de diálogo com as autoridades chinesas em assuntos tributários e aduaneiros.

O novo escritório da Receita Federal em Pequim

O governo brasileiro inaugurou uma adidância tributária e aduaneira em Pequim para fortalecer a cooperação com a China e reduzir os entraves burocráticos que afetam o comércio bilateral. 

Segundo o Brasil 247, parceiro da TV BRICS, a nova representação também pretende atrair investimentos, ampliar a segurança jurídica das operações internacionais e tornar mais eficiente a circulação de mercadorias entre os países.

A unidade é a quinta representação tributária e aduaneira do Brasil no exterior e será coordenada pelo Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal. 

Fruto de negociações iniciadas em 2023, a sua criação acompanha o avanço das relações econômicas entre Brasil e China e vai funcionar como um canal permanente de diálogo com as autoridades chinesas em assuntos tributários e aduaneiros.

Um comércio de mais de US$ 150 bilhões por ano

A China é o principal parceiro comercial brasileiro desde 2009, e atualmente o intercâmbio entre os dois países supera US$ 150 bilhões, mais de R$ 775 bilhões, por ano. 

É esse volume de negócios que a adidância pretende destravar, ao aproximar as autoridades e reduzir os pontos de atrito nas operações entre Brasil e China.

A abertura do escritório em Pequim acompanha o crescimento contínuo dessa relação econômica, que se tornou central para a balança comercial do país. 

Ao instalar uma estrutura permanente no coração do maior parceiro comercial, o Brasil busca acompanhar de perto um comércio que movimenta cifras bilionárias todos os anos.

O que a adidância pode e o que não pode fazer

Embora não tenha competência para tomar decisões, a estrutura vai facilitar a interlocução institucional, apoiar a solução de questões técnicas e contribuir para aumentar a previsibilidade das operações de comércio exterior entre Brasil e China. 

O escritório funciona, portanto, como uma ponte de diálogo, e não como um órgão que impõe medidas ou julga disputas.

Entre as prioridades da nova representação estão a redução de barreiras não tarifárias, de obstáculos aduaneiros e de exigências técnicas que impactam as exportações brasileiras. 

A ideia é que a proximidade com as autoridades chinesas ajude a resolver mais rápido os entraves que hoje encarecem ou atrasam a saída de mercadorias do Brasil.

Menos burocracia e mais competitividade

A expectativa do governo é que a medida diminua os custos operacionais, agilize a liberação de mercadorias e torne o ambiente de negócios mais competitivo para os agentes econômicos dos dois países. Esses ganhos, porém, dependem de como a interlocução vai avançar na prática, já que o próprio escritório não tem poder de decisão sobre as regras aduaneiras.

A cooperação bilateral nessa área já é sustentada por acordos sobre tributação e assistência aduaneira, além de mecanismos de intercâmbio de informações e integração de procedimentos. 

Essas iniciativas buscam facilitar o comércio internacional, aperfeiçoar a fiscalização e ampliar a cooperação técnica entre Brasil e China, e a adidância entra como mais um passo nessa aproximação.

O combate a fraudes e a modernização digital

A nova estrutura também deverá contribuir para o combate a ilícitos fiscais e aduaneiros, por meio de uma coordenação mais estreita entre as autoridades dos dois países. 

Esse é um dos pontos centrais do escritório, já que a proximidade institucional facilita a troca de informações para identificar fraudes nas operações entre Brasil e China.

Além disso, a adidância deverá apoiar a modernização do comércio exterior, com a ampliação da integração digital e a simplificação de procedimentos administrativos. 

A digitalização dos processos é apontada como uma forma de reduzir a burocracia e dar mais agilidade à circulação de mercadorias, um objetivo que acompanha a expansão do comércio entre os dois países.

O governo brasileiro abriu uma adidância tributária e aduaneira em Pequim, a quinta representação do tipo do Brasil no exterior, para descomplicar o comércio de mais de US$ 150 bilhões, mais de R$ 775 bilhões, por ano entre Brasil e China, segundo o Brasil 247, parceiro da TV BRICS. 

Coordenado pela Receita Federal, o escritório vai funcionar como um canal permanente de diálogo com as autoridades chinesas, mas, embora reduza barreiras e apoie a solução de questões técnicas, não tem competência para tomar decisões.

A expectativa do governo é diminuir custos, agilizar a liberação de mercadorias, combater fraudes fiscais e aduaneiras e modernizar o comércio exterior com mais integração digital, em uma aposta para tornar mais eficiente a relação com o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.

E você, o que achou da decisão de o Brasil abrir um escritório permanente da Receita Federal em Pequim para facilitar o comércio entre Brasil e China? Acredita que a medida vai reduzir a burocracia e as fraudes nas operações entre os dois países? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre comércio exterior e economia.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x