Início Brasil contará com investimento de R$ 34 bilhões na construção de 241 usinas de energia eólica e solar até 2026, segundo levantamentos da CCEE

Brasil contará com investimento de R$ 34 bilhões na construção de 241 usinas de energia eólica e solar até 2026, segundo levantamentos da CCEE

24 de junho de 2022 às 14:41
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Os levantamentos da CCEE apontam que o setor elétrico no Brasil expandirá de forma significativa até o ano de 2026, com cerca de 241 usinas de produção de energia eólica e solar, que contarão com um investimento total de R$ 34 bilhões.
Foto: Pixabay

Os levantamentos da CCEE apontam que o setor elétrico no Brasil expandirá de forma significativa até o ano de 2026, com cerca de 241 usinas de produção de energia eólica e solar, que contarão com um investimento total de R$ 34 bilhões.

Para essa sexta-feira, (24/06), as projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em relação ao futuro do setor energético brasileiro são otimistas. Isso, pois os estudos recentes do órgão apontam que, até o ano de 2026, o Brasil terá um total de 241 novas usinas para a produção de energia eólica e solar, com um investimento bilionário para o beneficiamento das renováveis no abastecimento da energia elétrica no país.

Dados da CCEE mostram que mais de 240 usinas de produção de energia eólica e solar serão construídas no território nacional até o fim do ano de 2026

A transição energética é uma questão cada vez mais debatida e o abastecimento de energia elétrica no país caminha para uma vertente ambiental significativa ao longo dos próximos anos. E a prova disso é o estudo atual da CCEE em relação ao futuro do setor no Brasil, que mostra que cerca de 241 novas usinas de energia produzida a partir das fontes eólica e solar serão construídas no território nacional até 2026, injetando quase 6 GW de potência no sistema elétrico, o equivalente a quase metade da capacidade da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

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Todos esses dados foram recolhidos considerando os últimos leilões de energia elétrica no país e os projetos a passar pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para os próximos 4 anos no mercado nacional.

Além disso, o estudo da CCEE também comprova que o total de investimentos que serão aplicados para a construção das novas usinas no território nacional ao longo dos próximos anos será de R$ 34 bilhões, garantindo assim uma boa movimentação econômica no Brasil até o fim de 2026. 

Assim, o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, ressaltou a importância dos investimentos em usinas de produção eólica e solar para a questão ambiental no Brasil e afirmou que “A diversificação da matriz ajuda a reduzir a nossa dependência da hidrologia e dos reservatórios de água, que ainda são os nossos principais recursos de energia, e garante um maior conforto para enfrentar impactos em tempos de mudanças climáticas”. 

Projetos de construção de usinas de energia renovável no Brasil serão prioritariamente instalados na região Nordeste do Brasil, diz CCEE

Além de dar uma projeção futura para as 241 usinas de energia eólica e solar no Brasil até o ano de 2026, os dados da CCEE também comprovam que esses projetos serão prioritariamente instalados na região Nordeste do Brasil. Mais especificamente, as usinas serão alocadas nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Paraíba. Isso, pois essa é uma região que, historicamente, ficou conhecida pelos fortes ventos e a alta irradiação solar, contribuindo para uma boa produção desse recurso. 

Dessa forma, com a construção das novas usinas até o fim de 2026, a CCEE espera que a capacidade instalada do país passe de 27 mil megawatts para 33 mil megawatts e a estimativa é que essas novas usinas ofertem juntas ao SIN (Sistema Interligado Nacional)  cerca de 1.646 MW médios todos os anos. A produção eólica no Brasil é a terceira maior fonte atualmente e possui 813 usinas, enquanto o mercado solar é mais recente e conta com 187 usinas. 

Agora, o Brasil caminha não só para um comprometimento ambiental crescente ao longo dos próximos anos, mas também para uma diversificação da matriz energética do Brasil quanto ao abastecimento elétrico do país, mantendo sua presença como líder mundial na produção de renováveis.

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