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Boeing decola em Everett o primeiro 777-9 de produção da Lufthansa com 76,72 metros de comprimento e motores GE9X de 220 mil libras-pé

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 16/05/2026 às 07:00 Atualizado em 16/05/2026 às 07:02
Boeing 777-9 Lufthansa primeiro voo Everett Paine Field
Boeing 777-9 com pintura Lufthansa decola em Paine Field, no estado de Washington, em 7 de maio de 2026 — primeiro voo de produção do programa 777X.
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Boeing decola em Everett o primeiro 777-9 de produção da Lufthansa com 76,72 metros e motores GE9X de 220 mil libras-pé

Em 7 de maio de 2026, decolou em Paine Field, no estado americano de Washington, o primeiro Boeing 777-9 de produção destinado à companhia alemã Lufthansa.

Conforme a Boeing, a aeronave decolou em direção ao Pacífico para o voo inaugural de homologação do modelo 777X.

A aeronave WH128, com número de série 1781 e registro N20080, realizou o voo em cerca de três horas e 27 minutos sobre os estados de Washington e Oregon.

Conforme reportou a Simple Flying, o avião atingiu 39.000 pés de altitude e a velocidade máxima de 492 nós.

De acordo com o cronograma da Boeing, a Lufthansa receberá a primeira unidade do Boeing 777-9 ao longo do primeiro trimestre de 2027.

Em seguida, a aeronave entrará em serviço comercial para substituir gradualmente o envelhecimento da frota Boeing 747-400 da companhia alemã.

Boeing 777-9 mede 76,72 metros de comprimento e tem envergadura de 71,75 metros

A aeronave é o maior bimotor da aviação comercial.

Conforme o site oficial do programa, a fuselagem tem 76,72 metros (251 pés e 9 polegadas) de comprimento e a envergadura é de 71,75 metros (235 pés e 5 polegadas).

Por outro lado, a envergadura supera o limite padrão dos portões de aeroporto. Por isso, a Boeing projetou pontas das asas dobráveis. Cada wingtip mede aproximadamente 3,35 metros.

Em outras palavras, com as pontas recolhidas no solo, a envergadura cai para 64,83 metros (212 pés e 8 polegadas).

Dessa forma, o avião opera em gates dimensionados para o antigo 777-300ER.

Motores GE9X geram 220 mil libras de empuxo combinado e cortam o consumo em até 25%

Motor GE9X Boeing 777-9 220 mil libras pés empuxo
Motor GE9X equipa o Boeing 777-9 e produz cerca de 110 mil libras-pé de empuxo por unidade, o maior já fabricado para um avião comercial. Imagem: Representação editorial.

A propulsão do 777-9 vem de dois motores GE9X da General Electric. Cada motor entrega aproximadamente 110 mil libras-pé de empuxo.

O empuxo combinado das duas turbinas chega a 220 mil libras-pé.

De fato, segundo a Boeing, o conjunto reduz o consumo de combustível por assento em 20% a 25% na comparação com o Boeing 747-400.

Por consequência, a Lufthansa estima economia significativa em rotas intercontinentais.

Além disso, o motor GE9X reduz o ruído operacional.

Conforme dados do fabricante, o conjunto cumpre os limites mais rigorosos da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) para emissões e barulho.

Voo de homologação do Boeing 777-9 durou três horas e 27 minutos a 39 mil pés sobre Washington e Oregon

A aeronave Lufthansa decolou de Paine Field no início da tarde local. Em seguida, percorreu rotas de teste sobre o estado de Washington antes de cruzar para o Oregon.

O voo durou três horas e 27 minutos.

Conforme detalhou o capitão Ted Grady, piloto-chefe da família 777 e 777X na Boeing, “o 777-9 continua tendo um manuseio belíssimo”.

Naquele momento, era o sexto exemplar do programa 777-9 a voar.

Em paralelo, outros programas seguem testando aeronaves inéditas em 2026, como o drone híbrido Northrop XRQ-73 que decolou recentemente em Edwards.

Por isso, o lançamento marcou avanço importante no programa 777X.

O modelo acumulava atrasos desde o desenvolvimento inicial, com a primeira aeronave de testes voando em 2020 e entrega comercial originalmente prevista para 2022.

  • Aeronave: WH128 (serial 1781, registro N20080)
  • Comprimento: 76,72 metros (251 pés 9 polegadas)
  • Envergadura: 71,75 m (3,35 m dobráveis em wingtips)
  • Motores: 2× GE9X (~220 mil libras-pé combinadas)
  • Capacidade: aproximadamente 426 passageiros
  • Backlog 777X: mais de 620 pedidos no programa

Lufthansa vai aposentar 747-400 ao receber as primeiras unidades do 777-9 a partir de 2027

Cabine Allegris Boeing 777-9 Lufthansa interior
Configuração de cabine Allegris da Lufthansa equipa o primeiro 777-9 de produção. Imagem: Representação editorial.

A Lufthansa configurou a primeira aeronave com a cabine Allegris, padrão de interiores mais recente do grupo.

A configuração inclui novas suítes em primeira classe, classe executiva totalmente plana e classe econômica reformulada.

Da mesma forma, a transportadora alemã planeja receber 27 unidades do 777-9 ao longo dos próximos anos. Dessa forma, a frota 747-400 deve sair de serviço gradualmente.

O primeiro 747-400 da Lufthansa entrou em operação em 1989.

Conforme dados do mercado, a aeronave pode acomodar 426 passageiros em configuração padrão de três classes.

Por outro lado, em layouts otimizados para carga, o 777-9 supera o 747-400 também em volume de bagagem e cargo.

Programa 777X soma mais de 620 pedidos no backlog até maio de 2026

O backlog do programa 777X superou 620 pedidos firmes até maio de 2026.

Entre as principais operadoras estão Emirates, Qatar Airways, Singapore Airlines, Cathay Pacific, British Airways, ANA e a própria Lufthansa.

Em comparação, o programa Boeing 747 encerrou a produção comercial em janeiro de 2023 após mais de 50 anos.

Por isso, o 777-9 herda a missão de operar rotas intercontinentais de alta densidade da concorrente alemã Airbus A350-1000.

De acordo com a Boeing, o programa 777-9 acumula mais de 4.700 horas de voo de teste na frota de aeronaves dedicadas.

Por consequência, a expectativa é finalizar a certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ao longo de 2026.

Por que o Brasil ainda não terá rotas operadas pelo 777-9 nos primeiros anos

Wingtips dobráveis Boeing 777-9 envergadura 71 metros
As pontas dobráveis das asas reduzem a envergadura do 777-9 de 71,75 m para 64,83 m no solo, permitindo operação em gates padrão. Imagem: Representação editorial.

A Lufthansa opera atualmente rotas entre Frankfurt e Munique para São Paulo e Rio de Janeiro.

Em seguida, a companhia poderá realocar os 777-9 para conexões com o Brasil conforme a frota se expandir.

Conforme aponta o mercado brasileiro de aviação, nenhuma operadora nacional tem o 777-9 em pedido. A LATAM Brasil opera o Boeing 777-300ER em configurações herdadas.

A GOL e a Azul operam outras famílias de aeronaves.

Em comparação, o Aeroporto de Guarulhos e o Galeão recebem regularmente aeronaves widebody operadas por companhias estrangeiras como Lufthansa, Air France, Emirates, Qatar Airways e KLM.

Por isso, a chegada de unidades 777-9 da Lufthansa ao Brasil deve ocorrer entre 2028 e 2029.

Próximas etapas: certificação FAA até o fim de 2026 e entrega Q1 2027

O programa 777X agora avança para a certificação final pela FAA. Conforme cronograma da Boeing, a expectativa é concluir os testes regulamentares até dezembro de 2026.

De acordo com a equipe do programa, a Lufthansa receberá a primeira aeronave no primeiro trimestre de 2027.

Em seguida, a transportadora alemã deve iniciar operação comercial no verão europeu de 2027.

Naquele momento, será a primeira vez em quase três décadas que a Boeing entrega ao mercado um widebody totalmente novo. O antecessor direto, o 777-300ER, voou comercialmente desde 2004.

Maio de 2026 viu outros marcos aeroespaciais, como o lançamento do Dragon CRS-34 pela SpaceX em 13 de maio.

Há limitações reconhecidas. O programa 777X acumulou atrasos de mais de cinco anos. A Boeing também enfrentou problemas técnicos com motores e estruturais ao longo do desenvolvimento.

Será que o 777-9 conseguirá repetir o sucesso comercial do 777-300ER, que vendeu mais de 800 unidades?

Ou ficará limitado a um nicho premium de transportadoras europeias e do Oriente Médio? A resposta começará a aparecer já em 2027.

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Celso Alberto Miguel
Celso Alberto Miguel
17/05/2026 09:49

Decididamente fica difícil concorrer com a Boeing e a Air Bus nós da Embraer temos que nos virar nos mercados de aviões médios e executivos.,acima disso é obque se dizem popularmente “Briga de **** grande”

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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