Boeing decola em Everett o primeiro 777-9 de produção da Lufthansa com 76,72 metros e motores GE9X de 220 mil libras-pé
Em 7 de maio de 2026, decolou em Paine Field, no estado americano de Washington, o primeiro Boeing 777-9 de produção destinado à companhia alemã Lufthansa.
Conforme a Boeing, a aeronave decolou em direção ao Pacífico para o voo inaugural de homologação do modelo 777X.
A aeronave WH128, com número de série 1781 e registro N20080, realizou o voo em cerca de três horas e 27 minutos sobre os estados de Washington e Oregon.
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Conforme reportou a Simple Flying, o avião atingiu 39.000 pés de altitude e a velocidade máxima de 492 nós.
De acordo com o cronograma da Boeing, a Lufthansa receberá a primeira unidade do Boeing 777-9 ao longo do primeiro trimestre de 2027.
Em seguida, a aeronave entrará em serviço comercial para substituir gradualmente o envelhecimento da frota Boeing 747-400 da companhia alemã.
Boeing 777-9 mede 76,72 metros de comprimento e tem envergadura de 71,75 metros
A aeronave é o maior bimotor da aviação comercial.
Conforme o site oficial do programa, a fuselagem tem 76,72 metros (251 pés e 9 polegadas) de comprimento e a envergadura é de 71,75 metros (235 pés e 5 polegadas).
Por outro lado, a envergadura supera o limite padrão dos portões de aeroporto. Por isso, a Boeing projetou pontas das asas dobráveis. Cada wingtip mede aproximadamente 3,35 metros.
Em outras palavras, com as pontas recolhidas no solo, a envergadura cai para 64,83 metros (212 pés e 8 polegadas).
Dessa forma, o avião opera em gates dimensionados para o antigo 777-300ER.
Motores GE9X geram 220 mil libras de empuxo combinado e cortam o consumo em até 25%

A propulsão do 777-9 vem de dois motores GE9X da General Electric. Cada motor entrega aproximadamente 110 mil libras-pé de empuxo.
O empuxo combinado das duas turbinas chega a 220 mil libras-pé.
De fato, segundo a Boeing, o conjunto reduz o consumo de combustível por assento em 20% a 25% na comparação com o Boeing 747-400.
Por consequência, a Lufthansa estima economia significativa em rotas intercontinentais.
Além disso, o motor GE9X reduz o ruído operacional.
Conforme dados do fabricante, o conjunto cumpre os limites mais rigorosos da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) para emissões e barulho.
Voo de homologação do Boeing 777-9 durou três horas e 27 minutos a 39 mil pés sobre Washington e Oregon
A aeronave Lufthansa decolou de Paine Field no início da tarde local. Em seguida, percorreu rotas de teste sobre o estado de Washington antes de cruzar para o Oregon.
O voo durou três horas e 27 minutos.
Conforme detalhou o capitão Ted Grady, piloto-chefe da família 777 e 777X na Boeing, “o 777-9 continua tendo um manuseio belíssimo”.
Naquele momento, era o sexto exemplar do programa 777-9 a voar.
Em paralelo, outros programas seguem testando aeronaves inéditas em 2026, como o drone híbrido Northrop XRQ-73 que decolou recentemente em Edwards.
Por isso, o lançamento marcou avanço importante no programa 777X.
O modelo acumulava atrasos desde o desenvolvimento inicial, com a primeira aeronave de testes voando em 2020 e entrega comercial originalmente prevista para 2022.
- Aeronave: WH128 (serial 1781, registro N20080)
- Comprimento: 76,72 metros (251 pés 9 polegadas)
- Envergadura: 71,75 m (3,35 m dobráveis em wingtips)
- Motores: 2× GE9X (~220 mil libras-pé combinadas)
- Capacidade: aproximadamente 426 passageiros
- Backlog 777X: mais de 620 pedidos no programa
Lufthansa vai aposentar 747-400 ao receber as primeiras unidades do 777-9 a partir de 2027

A Lufthansa configurou a primeira aeronave com a cabine Allegris, padrão de interiores mais recente do grupo.
A configuração inclui novas suítes em primeira classe, classe executiva totalmente plana e classe econômica reformulada.
Da mesma forma, a transportadora alemã planeja receber 27 unidades do 777-9 ao longo dos próximos anos. Dessa forma, a frota 747-400 deve sair de serviço gradualmente.
O primeiro 747-400 da Lufthansa entrou em operação em 1989.
Conforme dados do mercado, a aeronave pode acomodar 426 passageiros em configuração padrão de três classes.
Por outro lado, em layouts otimizados para carga, o 777-9 supera o 747-400 também em volume de bagagem e cargo.
Programa 777X soma mais de 620 pedidos no backlog até maio de 2026
O backlog do programa 777X superou 620 pedidos firmes até maio de 2026.
Entre as principais operadoras estão Emirates, Qatar Airways, Singapore Airlines, Cathay Pacific, British Airways, ANA e a própria Lufthansa.
Em comparação, o programa Boeing 747 encerrou a produção comercial em janeiro de 2023 após mais de 50 anos.
Por isso, o 777-9 herda a missão de operar rotas intercontinentais de alta densidade da concorrente alemã Airbus A350-1000.
De acordo com a Boeing, o programa 777-9 acumula mais de 4.700 horas de voo de teste na frota de aeronaves dedicadas.
Por consequência, a expectativa é finalizar a certificação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ao longo de 2026.
Por que o Brasil ainda não terá rotas operadas pelo 777-9 nos primeiros anos

A Lufthansa opera atualmente rotas entre Frankfurt e Munique para São Paulo e Rio de Janeiro.
Em seguida, a companhia poderá realocar os 777-9 para conexões com o Brasil conforme a frota se expandir.
Conforme aponta o mercado brasileiro de aviação, nenhuma operadora nacional tem o 777-9 em pedido. A LATAM Brasil opera o Boeing 777-300ER em configurações herdadas.
A GOL e a Azul operam outras famílias de aeronaves.
Em comparação, o Aeroporto de Guarulhos e o Galeão recebem regularmente aeronaves widebody operadas por companhias estrangeiras como Lufthansa, Air France, Emirates, Qatar Airways e KLM.
Por isso, a chegada de unidades 777-9 da Lufthansa ao Brasil deve ocorrer entre 2028 e 2029.
Próximas etapas: certificação FAA até o fim de 2026 e entrega Q1 2027
O programa 777X agora avança para a certificação final pela FAA. Conforme cronograma da Boeing, a expectativa é concluir os testes regulamentares até dezembro de 2026.
De acordo com a equipe do programa, a Lufthansa receberá a primeira aeronave no primeiro trimestre de 2027.
Em seguida, a transportadora alemã deve iniciar operação comercial no verão europeu de 2027.
Naquele momento, será a primeira vez em quase três décadas que a Boeing entrega ao mercado um widebody totalmente novo. O antecessor direto, o 777-300ER, voou comercialmente desde 2004.
Maio de 2026 viu outros marcos aeroespaciais, como o lançamento do Dragon CRS-34 pela SpaceX em 13 de maio.
Há limitações reconhecidas. O programa 777X acumulou atrasos de mais de cinco anos. A Boeing também enfrentou problemas técnicos com motores e estruturais ao longo do desenvolvimento.
Será que o 777-9 conseguirá repetir o sucesso comercial do 777-300ER, que vendeu mais de 800 unidades?
Ou ficará limitado a um nicho premium de transportadoras europeias e do Oriente Médio? A resposta começará a aparecer já em 2027.

Decididamente fica difícil concorrer com a Boeing e a Air Bus nós da Embraer temos que nos virar nos mercados de aviões médios e executivos.,acima disso é obque se dizem popularmente “Briga de **** grande”
Exato. A Embraer fez a escolha certa em não tentar competir no widebody. O E-Jets E2 e os executivos seguram bem o segmento dela.