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BNDES anuncia investimento de R$ 375 milhões na UTE GNA II, termelétrica a gás no Porto do Açu com capacidade instalada de 1.672 MW

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 02/02/2026 às 08:51
Atualizado em 02/02/2026 às 08:52
Assista o vídeoUsina termelétrica a gás natural no Porto do Açu ao pôr do sol, com chaminés industriais e infraestrutura energética de grande porte
BNDES anuncia investimento de R$ 375 milhões na UTE GNA II, termelétrica a gás no Porto do Açu com capacidade de 1.672 MW instalada nacional/Foto: GNA Divulgação
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O BNDES reforça a matriz elétrica brasileira ao direcionar investimento estratégico para uma termelétrica a gás natural no Porto do Açu. O projeto amplia a geração de energia, fortalece a infraestrutura nacional e impulsiona a economia.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aquisição de R$ 375 milhões em debêntures da GNA II Geração de Energia S.A., reforçando o financiamento da termelétrica a gás natural UTE GNA II, localizada no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro. Segundo publicação feita pela Agência BNDES de Notícias no dia 30 de janeiro, o investimento fortalece a segurança do sistema elétrico nacional, amplia a capacidade de geração e gera impactos econômicos relevantes, consolidando o maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina.

BNDES, investimento e termelétrica a gás no Porto do Açu

O valor corresponde a 50% de uma emissão total de R$ 750 milhões em debêntures, sendo a outra metade adquirida pela Kinea Investimentos. Os recursos serão destinados à complementação do investimento necessário para a implantação da usina, que já havia recebido financiamento direto do BNDES de R$ 3,93 bilhões, aprovado em novembro de 2020.

O anúncio do BNDES reforça o papel do banco de fomento como agente estruturador de projetos estratégicos de infraestrutura energética no Brasil. A aquisição das debêntures da GNA II se soma a uma trajetória de apoio financeiro a empreendimentos capazes de garantir o abastecimento elétrico e reduzir riscos ao Sistema Interligado Nacional.

O projeto UTE GNA II é considerado estratégico para a política energética brasileira, especialmente em um contexto de maior participação de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Nesse cenário, as usinas termelétricas a gás natural desempenham função essencial de respaldo ao sistema.

Além disso, o investimento está alinhado à estratégia do governo federal de assegurar confiabilidade, previsibilidade e estabilidade ao setor elétrico, especialmente em períodos de escassez hídrica.

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Termelétrica a gás natural UTE GNA II e capacidade de geração

A UTE GNA II é uma usina termelétrica a gás natural em ciclo combinado, com capacidade instalada de 1.672,6 megawatts (MW). A planta entrou em operação comercial em maio de 2025, ampliando de forma significativa a oferta de energia firme no país.

Localizada no Porto do Açu, a usina integra, junto com a UTE GNA I, o Complexo Termelétrico do Porto do Açu. Esse conjunto tornou-se o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. A escala do projeto permite ampliar significativamente a oferta de energia, além de contribuir para a estabilidade do sistema elétrico em momentos de pico de demanda.

Porto do Açu, gás natural e infraestrutura energética integrada

O Porto do Açu consolidou-se como um dos principais polos energéticos do país, reunindo infraestrutura portuária, logística e energética integrada. Sua localização estratégica facilita o acesso ao gás natural, ampliando a segurança de suprimento.

A presença da termelétrica a gás no complexo reduz gargalos logísticos e aumenta a eficiência operacional. Isso torna o empreendimento mais competitivo e resiliente, tanto do ponto de vista técnico quanto econômico. Além disso, o uso de infraestrutura já existente no porto contribui para a otimização de custos e para a atração de novos investimentos ao longo da cadeia de energia.

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Impacto econômico do investimento do BNDES

Durante a fase de implantação da UTE GNA II, o projeto gerou aproximadamente 22 mil empregos diretos e indiretos, demonstrando o impacto significativo do investimento em infraestrutura sobre a economia real.

O empreendimento impulsionou a economia local e regional, estimulando setores como construção civil, serviços especializados, logística e fornecimento de equipamentos industriais. Esse efeito multiplicador é um dos principais objetivos do financiamento do BNDES.

Além do impacto durante a obra, a operação da termelétrica mantém empregos qualificados e gera arrecadação tributária para o município e para o estado do Rio de Janeiro.

BNDES, gás natural e segurança do sistema elétrico

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto aprovado integra a estratégia do governo do presidente Lula de garantir a segurança de abastecimento do sistema elétrico nacional.

A usina foi projetada para operar com até 50% de hidrogênio em substituição ao gás natural, o que amplia sua flexibilidade tecnológica e seu potencial de adaptação futura. Além disso, a planta utiliza água do mar por meio de dessalinização, preservando os recursos hídricos continentais.

Essas características tornam a termelétrica mais moderna e alinhada às discussões sobre transição energética, sem comprometer a confiabilidade do fornecimento de energia.

Estrutura financeira e debêntures do projeto

A emissão de debêntures no valor total de R$ 750 milhões foi estruturada como forma de complementar os investimentos necessários ao projeto. O BNDES adquiriu R$ 375 milhões, enquanto a Kinea Investimentos ficou responsável pela segunda série, de igual valor.

Esse modelo de financiamento combina recursos públicos e privados, ampliando a capacidade de investimento em infraestrutura. A previsibilidade de fluxo de caixa e as garantias reais do projeto tornam a operação atrativa para investidores institucionais. A participação do BNDES também atua como selo de credibilidade, reduzindo riscos e facilitando a captação de recursos no mercado de capitais.

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Kinea, investimento em infraestrutura e confiança no projeto

A Kinea Investimentos realizou seu aporte por meio da vertical de crédito de infraestrutura da gestora. Segundo a empresa, a decisão levou em consideração a robustez financeira e técnica da UTE GNA II.

O projeto é operacional, conta com garantias reais e apresenta fluxo de caixa previsível, características fundamentais para investimentos de longo prazo em infraestrutura energética. A operação possui impacto direto na economia real, além de estar alinhada à estratégia da Kinea de investir em ativos essenciais ao desenvolvimento do país.

BNDES, termelétrica a gás e papel estratégico na matriz energética

As usinas termelétricas a gás natural ocupam posição estratégica na matriz elétrica brasileira. Embora o país possua forte participação de fontes renováveis, a geração térmica é fundamental para garantir estabilidade e atender à demanda em períodos de menor geração hídrica ou intermitência das renováveis.

O investimento do BNDES na termelétrica a gás do Porto do Açu reforça essa lógica, ao priorizar projetos eficientes, de grande escala e com tecnologias mais modernas. O uso do gás natural, aliado à possibilidade futura de incorporação do hidrogênio, amplia as alternativas do país na busca por uma matriz energética mais segura e diversificada.

Um projeto que reforça energia, economia e planejamento de longo prazo

O aporte de R$ 375 milhões do BNDES na UTE GNA II, no Porto do Açu, vai além de uma operação financeira. Trata-se de um movimento estratégico que fortalece a infraestrutura energética, estimula o desenvolvimento econômico e amplia a segurança do sistema elétrico nacional.

Com 1.672,6 MW de capacidade instalada, geração de milhares de empregos e integração a um dos maiores complexos energéticos da América Latina, a termelétrica a gás natural consolida-se como peça-chave no planejamento energético brasileiro.

O projeto evidencia como investimentos bem estruturados podem combinar eficiência, impacto econômico e visão de futuro, reforçando o papel do BNDES como protagonista no desenvolvimento do país.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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