1. Início
  2. Bloco exploratório S-M-857 arrematado pela Eni em 2006 será licitado pela ANP
3 min de leitura

Bloco exploratório S-M-857 arrematado pela Eni em 2006 será licitado pela ANP

Imagem de perfil do autor Paulo Nogueira
Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 21/11/2018 às 07:32 Atualizado em 23/11/2018 às 15:59

Sem categoria

Pré-sal
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

ANP vai licitar área no pré-sal arrematada pela Eni do leilão suspenso em 2006. A área é parte do bloco exploratório Aram, previsto para o 6º leilão do pré-sal em 2019

Muitos anos se passaram e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai licitar em 2019 o bloco exploratório S-M-857, em águas profundas da Bacia de Santos, arrematado pela Eni. A área é parte do bloco exploratório Aram, previsto para o 6º leilão do pré-sal no próximo ano.  Depois de suspensa em 2006 pelo governo após descoberta de Tupi, a empresa Eni tinha esperança em reaver uma concessão na Bacia de Santos, arrematada na 8.ª Rodada de Licitações da ANP, sendo a única referência a seu futuro no País. Depois, Eni espalhou postos de gasolina pelo País e tentou adquirir uma “cara” brasileira. A partir de 2004, foi se desfazendo pouco a pouco dos ativos, até restar apenas um escritório no Rio, à espera de oportunidades no pré-sal.

No primeiro leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), antes de a Petrobras e o governo Lula anunciarem a descoberta oficial do pré-sal, a multinacional petrolífera Eni em disputa com grandes empresas como Petrobras, o consórcio Norsk Hydro e Repsol e a Shell; ofertou o maior lance por um bloco exploratório com potencial para gás na Bacia de Santos, em uma concorrência da ANP no valor de R$ 307,3 milhões.

Na época, uma liminar obtida na Justiça Federal pela então deputada federal Clair da Flora Martins (PT/PR), acabou suspendendo a concorrência no meio do primeiro dia em torno de uma decisão da diretoria da ANP, para evitar a concentração de áreas. Claro que houve desagrados com a decisão de fragmentar o número de operadores, principalmente por parte da Petrobras na época, sentindo que a empresa seria prejudicada na concorrência.

Sendo determinado em dezembro de 2012 pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que a ANP tomasse as devidas providências legais para o efetivo cancelamento da disputa, a diretoria da ANP em fevereiro de 2013, formalizou o cancelamento da rodada, determinando a devolução de todas as taxas de participação e garantias de ofertas aos participantes.

Em defesa que havia sido vencedora da licitação para a concessão do S-M-857, a Eni submeteu uma ação contra a União e a ANP com o objetivo de invalidar a Resolução do CNPE. O encerramento da pendência da 8ª rodada que se arrastava a quase oito anos foi revogado em julho de 2014, pela justiça. A decisão liberou as áreas para serem novamente licitadas sob o regime de partilha da produção.

Em novembro de 2007, depois de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizada na sede da Petrobras, a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff anunciou a descoberta do pré-sal e a retirada de 41 blocos exploratórios do leilão nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. Mesmo com a incerteza do seu destino, Eni que teria o bloco arrematado na 8ª rodada, voltou a se inscrever na 9ª rodada da ANP. Após o ocorrido, Eni nunca mais voltou a um leilão da ANP.

O interessante é que todas as suas operações tenham sido adquiridas justamente pela Petrobrás; a rede de postos, a distribuidora de gás Liquigás, e agora, a GasBrasiliano. A estatal também pode lhe tomar o bloco exploratório da 8.ª Rodada. Ao contrário da Eni, a Petrobras ampliou e muito, suas asas nesse período. Saiba mais, com Castello Branco Petrobras vai focar em sua atividade principal!


Tags
Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo