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Bioenergia e energia solar geram empregos verdes no Brasil: Irena revela que setor totaliza 1,3 Mi vagas com alta em fotovoltaica e biocombustíveis 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 14/01/2026 às 17:01
Trabalhador do setor de energia solar analisa usina fotovoltaica no Brasil, representando a geração de empregos verdes impulsionada por bioenergia e solar, segundo dados da Irena.
Bioenergia e energia solar geram empregos verdes no Brasil: Irena revela que setor totaliza 1,3 Mi vagas com alta em fotovoltaica e biocombustíveis / Imagem Ilustrativa
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Relatório da Irena mostra avanço consistente das energias renováveis no Brasil, com crescimento de empregos verdes puxado por bioenergia e solar, que ampliam vagas de emprego e fortalecem a transição energética.

Em 2024, o setor de energias renováveis consolidou seu papel estratégico na economia global e nacional. Dados divulgados pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) neste domingo (11), mostram que o mercado mundial alcançou 16,6 milhões de empregos diretos e indiretos, mantendo uma trajetória consistente de crescimento. Nesse contexto, Bioenergia e solar se destacam como os principais motores de empregos verdes no Brasil, que totalizou 1,3 milhão de vagas de emprego no segmento.

Empregos verdes ganham escala global com renováveis, aponta a Irena

O Brasil figura entre os líderes globais em geração de empregos no setor renovável, ocupando a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas da China e da União Europeia. O desempenho brasileiro reflete a força de sua matriz energética limpa e diversificada, com destaque para biocombustíveis líquidos, energia solar fotovoltaica e hidrelétricas, segundo a Irena.

O relatório mais recente da Irena confirma que a expansão das energias renováveis segue impulsionando a criação de empregos verdes em todo o mundo. O crescimento em 2024 foi sustentado pelo avanço acelerado de tecnologias como solar fotovoltaica, bioenergia, hidrelétricas e energia eólica, além do fortalecimento das cadeias industriais e de serviços associados.

China, Brasil, Índia, Estados Unidos e União Europeia concentram a maior parte das vagas de emprego globais no setor. Esses mercados se destacam não apenas pelo volume de capacidade instalada, mas também pela presença relevante na fabricação de equipamentos, na instalação de projetos e em atividades técnicas, como engenharia, operação e manutenção.

A China lidera com 7,29 milhões de empregos, impulsionada por uma política industrial robusta e pela dominância na fabricação de painéis solares, turbinas e componentes. O país responde sozinho por mais de 4,2 milhões de postos na solar fotovoltaica, cerca de 60% do total mundial dessa tecnologia.

Bioenergia e solar consolidam empregos verdes no Brasil

No recorte nacional, o relatório da Irena mostra um perfil mais equilibrado e diversificado. Em 2024, o Brasil somava aproximadamente 1,3 milhão de empregos em energias renováveis, com forte presença de Bioenergia e solar, além de hidrelétricas e eólica.

Segundo a agência, o país empregou:

  • 762 mil pessoas em biocombustíveis líquidos
  • 324 mil em solar fotovoltaica
  • 180,4 mil em hidrelétricas
  • 62,3 mil em energia eólica

Esse perfil coloca o Brasil como o segundo maior empregador mundial em biocombustíveis, atrás apenas da China, além de figurar entre os cinco maiores mercados globais em solar e hidrelétricas. Bioenergia e solar, juntas, sustentam a maior parte das vagas de emprego do setor renovável brasileiro.

Energia solar fotovoltaica amplia vagas de emprego e geração distribuída

A energia solar fotovoltaica foi um dos principais vetores de crescimento de empregos verdes em 2024. O Brasil instalou 15,2 GW de nova capacidade, um recorde histórico, com quase dois terços desse volume concentrado na geração distribuída.

De acordo com a Irena, aproximadamente metade das novas instalações ocorreu no segmento residencial, considerado o mais intensivo em mão de obra. Como resultado, o país alcançou 323,8 mil empregos diretos e indiretos na solar fotovoltaica, frente a 265,7 mil em 2023. Os empregos diretos somaram 120,3 mil postos.

Apesar do crescimento expressivo, a cadeia produtiva nacional ainda depende fortemente de importações. Em 2024, o Brasil importou o equivalente a 22,3 GW em módulos solares, volume 25% superior ao recorde anterior. Para estimular a indústria local, o governo passou a aplicar uma tarifa de 25% sobre módulos importados.

Atualmente, o país conta com 153 fabricantes de kits fotovoltaicos, mas apenas sete produzem módulos, além de sete fabricantes de inversores e 18 de trackers. A produção nacional de componentes como estruturas metálicas, vidro solar e caixas de junção tem papel relevante na geração de empregos verdes industriais.

Bioenergia mantém liderança na geração de empregos verdes

Mesmo com o avanço acelerado da solar e da eólica, a bioenergia segue como o maior empregador entre as fontes renováveis no Brasil, segundo a Irena. Essa liderança reflete a relevância histórica do etanol e do biodiesel na matriz energética nacional e na economia regional.

Bioenergia e solar formam a base estrutural do emprego renovável brasileiro, combinando atividades agrícolas, industriais, logísticas e de serviços. Esse modelo amplia o impacto socioeconômico, especialmente em regiões fora dos grandes centros urbanos, promovendo interiorização do desenvolvimento e estabilidade no mercado de trabalho.

Biodiesel fortalece empregos verdes no Sul e Centro-Oeste do Brasil

A produção brasileira de biodiesel atingiu 9,7 bilhões de litros em 2024, crescimento expressivo frente aos 7,6 bilhões de litros registrados em 2023, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). As regiões Sul e Centro-Oeste concentram, cada uma, cerca de 40% da produção nacional, definindo também a geografia das vagas de emprego no setor.

O biodiesel brasileiro depende majoritariamente da soja, responsável por cerca de 75% da matéria-prima. Dados do Cepea e da Abiove indicam que a cadeia da soja empregou 2,28 milhões de pessoas em 2023. Como apenas 3% a 4% da produção é destinada ao biodiesel, os empregos diretamente ligados ao combustível são proporcionalmente menores.

Ainda assim, a Irena estima que os empregos associados ao biodiesel tenham ficado entre 258 mil e 384 mil postos em 2024, dependendo da metodologia adotada. O número é considerado conservador, diante da forte expansão da produção observada no período.

Etanol sustenta base histórica de vagas de emprego no Brasil

O Brasil permanece como o segundo maior produtor mundial de bioetanol, mantendo uma base robusta de empregos verdes, embora em processo de transformação. Segundo a Unica, o setor sucroenergético empregou 751,4 mil pessoas em 2024, número inferior ao pico histórico de quase 1,3 milhão em 2008, mas estável nos últimos anos.

Cerca de metade desses postos pode ser classificada como empregos diretamente ligados aos biocombustíveis, refletindo a parcela da cana destinada à produção de etanol. A maior concentração de vagas de emprego está na agricultura, com 63%, seguida pela indústria, com 23%.

Enquanto o etanol de cana segue concentrado no Centro-Sul, o avanço do etanol de milho tem impulsionado empregos no Mato Grosso, reforçando a interiorização da indústria e ampliando o alcance regional da bioenergia.

Energia eólica perde ritmo, mas mantém relevância regional

Na energia eólica, o Brasil adicionou 3,8 GW de nova capacidade em 2024, abaixo dos 4,9 GW registrados em 2023. Como consequência, os empregos recuaram para 62,3 mil, segundo dados da Irena.

A redução está associada à menor atividade em construção e fabricação de equipamentos. No entanto, os empregos em operação e manutenção seguem crescendo, garantindo estabilidade no médio prazo. Bahia e Rio Grande do Norte concentram cerca de dois terços da capacidade instalada, mantendo o Nordeste como principal polo regional da fonte.

Bioenergia e solar reforçam o papel do Brasil na transição energética global

Os dados da Irena confirmam que Bioenergia e solar são pilares fundamentais dos empregos verdes no Brasil. Com 1,3 milhão de vagas de emprego, o país se consolida como referência global na integração entre transição energética, desenvolvimento econômico e inclusão social.

A combinação entre recursos naturais, experiência industrial e políticas públicas coloca o Brasil em posição estratégica para ampliar sua liderança no setor renovável. Ao fortalecer cadeias produtivas locais e investir em qualificação profissional, Bioenergia e solar seguem como motores de crescimento sustentável, geração de renda e segurança energética no país.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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