Estatais encerraram agosto de 2025 com déficit, após quatro anos seguidos de superávits; setor público consolidado também fechou no vermelho.
As estatais brasileiras registraram déficit de R$ 6 milhões em agosto de 2025, segundo o relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (30). O resultado interrompe uma sequência de quatro anos de superávits no mesmo mês.
Trajetória recente das estatais
Os números mostram uma mudança no desempenho. Em agosto de 2021, as estatais registraram superávit de R$ 483,8 milhões. No ano seguinte, o resultado positivo alcançou R$ 969,6 milhões. Em 2023, o superávit foi de R$ 866 milhões, e em 2024 somou R$ 468,9 milhões.
Neste ano, porém, o saldo negativo de R$ 6 milhões marcou uma ruptura na trajetória de superávits recentes.
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
Setor público consolidado e dívida bruta
No mesmo período, o setor público consolidado, formado por União, Estados, municípios e estatais, teve déficit primário de R$ 17,3 bilhões em agosto.
Já a Dívida Bruta do Governo Geral, que inclui o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, manteve-se estável em relação ao mês anterior. O indicador permaneceu em 77,5% do Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 9,6 trilhões em agosto, o mesmo patamar observado em julho.
Os dados reforçam o contraste entre os resultados de estatais nos últimos anos e o desempenho mais amplo das contas públicas em 2025, marcado pela manutenção da dívida em nível elevado e pela reversão dos saldos positivos nas empresas estatais.

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