Dois grandes complexos de energia solar entram em operação na Bahia em dezembro, adicionando 250 MW ao sistema elétrico nacional e reforçando investimentos do Novo PAC.
A energia solar ganhou novo impulso na Bahia ao longo do mês de dezembro, com a entrada em operação de dois grandes complexos fotovoltaicos. Juntos, os empreendimentos acrescentaram 250 megawatts (MW) de capacidade instalada ao sistema elétrico brasileiro. As informações foram divulgadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
Os projetos fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e somam investimentos superiores a R$ 1 bilhão. Além disso, reforçam o papel do estado baiano como um dos principais polos de geração solar do país, aproveitando condições climáticas favoráveis e áreas com alta incidência solar.
Complexo Serra da Babilônia inicia operação no início de dezembro
O primeiro empreendimento a entrar em operação comercial foi o Complexo Fotovoltaico Serra da Babilônia. Localizado no município de Morro do Chapéu, no interior da Bahia, o projeto iniciou suas atividades no dia 3 de dezembro.
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O complexo é formado por quatro usinas, denominadas SDB Solar 1, 2, 3 e 4. Ao todo, são 119 unidades geradoras que, juntas, alcançam 123 MW de capacidade instalada. O investimento total do projeto é estimado em R$ 596 milhões.
Para viabilizar o escoamento da energia solar produzida, o complexo utiliza um sistema dedicado de conexão. Esse sistema inclui uma subestação coletora e elevadora, além de uma linha de transmissão com aproximadamente 73 quilômetros de extensão, que interliga o empreendimento à Subestação Morro do Chapéu II.
Infraestrutura de conexão garante integração ao sistema nacional
A conexão à rede básica é um ponto estratégico para empreendimentos de energia solar de grande porte. No caso do Complexo Serra da Babilônia, a estrutura foi projetada para assegurar estabilidade e eficiência no envio da eletricidade gerada ao Sistema Interligado Nacional.
Esse tipo de infraestrutura permite que a energia produzida no interior da Bahia chegue aos centros consumidores, contribuindo para a diversificação da matriz elétrica e para a redução da dependência de fontes fósseis.
Complexo Solar Irecê entra em operação na segunda semana do mês
Na sequência, o Complexo Solar Irecê – Fase 1 iniciou operação comercial no dia 9 de dezembro. O empreendimento está localizado no município de João Dour, também na Bahia, e representa mais um avanço relevante para a expansão da energia solar no estado.
O complexo é composto por duas usinas: Solar Irecê e Solar Irecê 3. Juntas, elas totalizam 133,40 MW de capacidade instalada, distribuídos em 42 unidades geradoras.
A usina Solar Irecê concentra 23 unidades geradoras, cada uma com potência de 3,20 MW, somando 73,60 MW. Já a Solar Irecê 3 conta com 19 unidades geradoras de 3,14 MW cada, o que resulta em 59,80 MW de capacidade instalada.
Investimentos elevados e integração ao SIN
O investimento total no Complexo Solar Irecê – Fase 1 é avaliado em R$ 647 milhões. A conexão ao Sistema Interligado Nacional ocorre por meio do barramento de 138 kV da Subestação Irecê 230/138 kV.
Essa integração garante que a energia solar produzida seja incorporada de forma eficiente à rede elétrica nacional. Além disso, amplia a confiabilidade do fornecimento e contribui para atender à crescente demanda por eletricidade no país.
Projetos fazem parte do Novo PAC
Tanto o Complexo Serra da Babilônia quanto o Complexo Solar Irecê – Fase 1 integram a carteira de empreendimentos do Novo PAC. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o programa reúne atualmente 584 usinas em diferentes estágios de execução.
Desse total, 368 unidades já estão concluídas. O número reflete o avanço dos investimentos em infraestrutura energética e o foco na ampliação de fontes renováveis, como a energia solar, dentro da estratégia de desenvolvimento do setor elétrico brasileiro.
Bahia consolida posição estratégica na geração solar
Com a entrada em operação desses novos projetos, a Bahia reforça sua posição de destaque na geração de energia solar em larga escala. O estado concentra áreas extensas, alta irradiação solar e infraestrutura em expansão, fatores que atraem investimentos bilionários.
Ao mesmo tempo, a ampliação da capacidade instalada contribui para a diversificação da matriz energética nacional, reduz a emissão de gases de efeito estufa e fortalece a participação das fontes renováveis no sistema elétrico brasileiro.

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