Registro raro mostra avião russo Il-38 sendo acompanhado por um F-35C e um F/A-18 dos EUA sobre o porta-aviões USS Carl Vinson. Encontro aéreo reforça tensão entre potências e lembra operações da Guerra Fria. Vídeo viraliza entre analistas militares.
Um vídeo divulgado recentemente chamou a atenção de especialistas e do público em geral: um avião russo modelo Ilyushin Il-38, de patrulha marítima, foi filmado sobrevoando o oceano Pacífico em baixa altitude — e sendo diretamente acompanhado por um caça F-35C da Marinha dos Estados Unidos. A cena fica ainda mais impactante quando ambos passam praticamente em cima do porta-aviões USS Carl Vinson, um dos gigantes da frota naval americana.
As imagens também mostram a presença de um F/A-18E Super Hornet, o que indica uma resposta em camadas da defesa dos EUA. O episódio ocorreu em águas internacionais, mas próximo o suficiente para ativar protocolos de interceptação e alerta. O avião russo, embora não fosse uma aeronave de combate direto, tem grande capacidade de inteligência e vigilância — e sua presença por ali foi tudo, menos casual.
Avião russo é equipado para guerra antisubmarina e coleta de dados navais
O Ilyushin Il-38 não é um avião qualquer. Ele foi desenvolvido pela União Soviética nos anos 1960 e continua sendo operado para missões de patrulha marítima, guerra antisubmarina e coleta de dados sobre movimentações navais. Em termos técnicos, é o equivalente russo ao norte-americano P-3 Orion.
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Com capacidade de detectar submarinos, identificar navios e rastrear comunicações marítimas, o Il-38 é um dos olhos da Rússia no oceano. Sua presença sobre o USS Carl Vinson, uma embarcação nuclear da classe Nimitz com mais de 100 mil toneladas, não é vista como uma simples coincidência.
De acordo com fontes militares, esse tipo de ação geralmente serve a dois propósitos: reunir informações de inteligência e testar a resposta das forças oponentes. E foi exatamente isso que aconteceu.
EUA responderam com F-35C e Super Hornet em ação coordenada
No vídeo, é possível ver claramente um F-35C Lightning II — o caça mais moderno da Marinha americana, conhecido por sua tecnologia furtiva — voando rente ao avião russo. A presença do F/A-18E Super Hornet, por outro lado, indica que a força-tarefa de escolta tinha múltiplas camadas de resposta.
Esse tipo de interceptação faz parte do protocolo padrão quando uma aeronave estrangeira se aproxima de um grupo de ataque com porta-aviões. O objetivo é garantir a segurança do navio e também enviar uma mensagem estratégica: “estamos atentos”.
O cruzamento entre essas aeronaves não representou confronto direto, mas sim uma tensão calculada — algo muito comum entre potências militares como EUA e Rússia.
Encontros como esse lembram os tempos da Guerra Fria
O encontro do avião russo com caças norte-americanos não foi um evento isolado. Desde a Guerra Fria, é comum que aeronaves russas se aproximem de ativos estratégicos dos EUA, especialmente no Oceano Pacífico e no Mar de Barents. Os EUA, por sua vez, também realizam ações semelhantes perto do espaço aéreo russo.
Nos últimos anos, o NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) registrou diversos voos russos entrando na zona de identificação aérea do Alasca, o que exige constante monitoramento e pronta resposta da Força Aérea.
O Pacífico é, hoje, um dos principais pontos de atenção geopolítica do planeta, especialmente com a crescente presença militar da China e a movimentação estratégica da Rússia na região.

