Dessalinização em Alkimos avançou em 4 de maio de 2026 com plataforma Beverley realocada, captações a 1,6 km da costa, túneis submarinos, obras em terra e previsão de água potável para a Austrália Ocidental em 2028, chegando a 50 bilhões de litros por ano na primeira fase do projeto hídrico.
A dessalinização voltou ao centro da segurança hídrica da Austrália Ocidental com o avanço da usina de Alkimos. Em atualização de 4 de maio de 2026, a Water Corporation informou a conclusão das estruturas de captação offshore e a realocação da plataforma autoelevatória Beverley para dar continuidade às obras marítimas e aos túneis submarinos.
O projeto foi criado para responder à diminuição das chuvas e ao crescimento da população na região. A primeira fase da usina deve ficar pronta em 2028 e fornecer até 50 bilhões de litros de água potável por ano, antes de uma futura ampliação para 100 bilhões de litros anuais.
Plataforma Beverley foi reposicionada para nova etapa no mar
A construção marítima da usina de Alkimos avançou com a conclusão da cravação de estacas no local da estrutura de captação, situado a aproximadamente 1,6 km da costa. Segundo a atualização do projeto, as duas estruturas de captação também já foram instaladas.
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Após essa etapa, a plataforma autoelevatória Beverley foi reposicionada a cerca de 3 km da costa. No novo ponto, ela dará apoio aos trabalhos de instalação da estrutura de descarga, com conclusão prevista para meados de 2026.

Esse deslocamento marca a passagem da captação para a etapa ligada à devolução da salmoura ao oceano. A usina precisará tanto trazer água do mar para tratamento quanto devolver a água salgada concentrada de forma controlada.
Para segurança de embarcações e usuários do mar, zonas de exclusão seguem em vigor nos locais de trabalho. A orientação é manter distância das áreas de construção marítima enquanto plataformas, embarcações e equipamentos operam no entorno de Alkimos.
Tomadas oceânicas vão se conectar a túneis submarinos

A usina contará com dois sistemas submarinos principais. Um deles será a tubulação de captação, responsável por levar água do mar até a unidade de tratamento. O outro será a tubulação de descarga, usada para devolver a salmoura ao oceano.
Essas tubulações serão instaladas em túneis subterrâneos sob o leito marinho. A escolha por túneis profundos busca reduzir impactos sobre dunas, recifes e vida marinha, mantendo a infraestrutura protegida abaixo do fundo do mar.
Em Alkimos, os túneis submarinos são parte central da dessalinização porque conectam o oceano à usina em terra. Essa estrutura permitirá captar água do mar, tratar o volume necessário e entregar água potável à Austrália Ocidental sem depender diretamente das chuvas.
O cronograma prevê a instalação de estruturas no leito marinho para os difusores de captação e descarga entre dezembro de 2025 e junho de 2026. Já a construção dos dois túneis submarinos ocorre entre meados de 2025 e o final de 2026.
Na prática, a dessalinização em Alkimos depende de uma engenharia que começa longe da costa, passa por túneis sob o oceano e termina em uma planta de tratamento em terra.
Tuneladoras Karli e Mary avançam sob o oceano
As máquinas tuneladoras Karli e Mary estão adiantadas em relação ao cronograma, segundo a atualização do projeto. As duas já escavam sob o oceano para formar os caminhos das tubulações submarinas.
A Karli concluiu mais de 1,5 km dos 4 km do túnel de descarga. A Mary, por sua vez, avançou mais de 1,2 km dos 2,5 km do túnel de captação.
As tuneladoras escavam em média 16 metros por turno e já atingiram um recorde do projeto de 33,7 metros em um único dia. Também foi concluída a instalação de uma bomba de reforço no túnel mais longo, enquanto outra bomba deve ser instalada no túnel Mary.
O avanço dos túneis é decisivo porque a usina só funcionará plenamente quando captação, tratamento e descarga estiverem integrados. Sem essa conexão submarina, a água do mar não chega à planta e a salmoura não retorna ao oceano pelo sistema planejado.
Usina terá capacidade de 50 bilhões de litros por ano

A primeira fase da Usina de Dessalinização de Água do Mar de Alkimos foi projetada para fornecer até 50 bilhões de litros de água potável por ano. Esse volume será destinado a milhões de moradores da Austrália Ocidental.
Com investimentos e obras adicionais, a segunda fase poderá elevar a capacidade para 100 bilhões de litros por ano. O projeto, portanto, nasce já com uma lógica de expansão futura.
A dessalinização entra como nova fonte de água independente das chuvas. Isso é relevante porque a região enfrenta redução nas precipitações e aumento da população, combinação que pressiona reservatórios e sistemas tradicionais.
A proposta é diversificar o abastecimento antes que a dependência climática se torne um risco ainda maior. Em vez de esperar apenas por chuvas, Alkimos transforma água do mar em parte estrutural do sistema hídrico.
Obra em terra também avança na planta de tratamento
Enquanto o trabalho marítimo progride, as estruturas em terra seguem ganhando forma. O edifício de pré-tratamento passa por testes hidrostáticos, e a construção das paredes externas está quase concluída.
No edifício de osmose reversa, mais de 1.500 toneladas de reforço já estão quase totalmente instaladas, enquanto a laje de fundação segue em execução. O tanque de descarga adjacente também passou no teste hidrostático e está pronto para a vedação do telhado.
Grandes painéis de concreto estão sendo moldados no próprio local devido ao tamanho e ao peso das peças. Ao mesmo tempo, equipes instalam serviços subterrâneos, incluindo drenagem, sistemas elétricos e tubulações.
A usina não é apenas uma estrutura costeira: é um complexo integrado de obras marítimas, túneis, concreto, energia, drenagem e tratamento avançado. Tudo precisa operar em conjunto para transformar água do mar em água potável.
Tubulação de 33,5 km levará água ao sistema integrado

Além da planta de dessalinização, o projeto inclui a construção de uma nova tubulação de 33,5 km entre Alkimos e o reservatório de Wanneroo. Essa conexão permitirá transportar a água tratada para o Sistema Integrado de Abastecimento de Água.
Essa etapa é essencial porque produzir água potável não basta. O recurso precisa chegar à rede que abastece residências e empresas em toda a região.
Também estão previstos projetos menores em Perth para aumentar a capacidade do sistema atual de distribuição. A ideia é permitir a transferência em massa da nova fonte de água pela rede existente.
O projeto mostra que segurança hídrica depende tanto da produção quanto da distribuição. Uma usina grande perde eficiência se a água não puder circular de forma adequada até os consumidores.
Água subterrânea será misturada à água dessalinizada
Outra frente do projeto envolve a construção de uma estação de tratamento de águas subterrâneas no local. Essa estrutura vai misturar água subterrânea naturalmente mineralizada com água dessalinizada.
Segundo a Water Corporation, essa combinação reduz a quantidade de tratamento necessária para a nova fonte de água, além de diminuir custos e impactos ambientais do projeto.
A obra faz parte do chamado Eglinton Groundwater Scheme, com perfuração de um terceiro poço e construção de tubulação entre meados de 2025 e o final de 2026.
A mistura com água subterrânea ajuda a transformar a água dessalinizada em água potável adequada para distribuição. A etapa mostra que o tratamento não termina quando o sal é removido; a composição final da água também precisa ser ajustada.
Construção tenta reduzir impactos sobre mar e comunidade
A Water Corporation afirma que realizou estudos para minimizar impactos ambientais. As tubulações submarinas serão instaladas em túneis profundos sob o leito marinho para evitar danos a recifes e à vida marinha.
Durante a cravação de estacas, o monitoramento de ruído segue em andamento. Embora o trabalho 24 horas tenha sido aprovado pela Prefeitura de Wanneroo, a cravação ocorrerá apenas durante o dia, aproximadamente entre 6h e 19h, quando há visibilidade para proteger mamíferos marinhos.
Zonas de exclusão de 1 km foram estabelecidas ao redor das áreas de trabalho. Moradores também poderão ouvir sons intermitentes de marteladas à distância, dependendo do vento e da localização.
A obra tenta equilibrar urgência hídrica, engenharia pesada e cuidado ambiental. Em projetos marítimos desse porte, ruído, navegação, fauna, praia e comunidade entram no planejamento.
Alkimos deve se tornar nova fonte de água em 2028
A conclusão da Usina de Dessalinização de Água do Mar de Alkimos e a primeira produção de água estão previstas para 2028. A construção e operação da planta serão conduzidas pela Alkimos Seawater Alliance, formada pela Water Corporation, Acciona e Jacobs Group.
A estação será construída no Distrito Hídrico de Alkimos, entre a Avenida Marmion e a costa, em área pertencente à Water Corporation, que já opera uma estação de tratamento de esgoto no local.
Com a primeira fase, a Austrália Ocidental terá uma nova fonte de água potável em escala bilionária, independente das chuvas e conectada ao sistema integrado de abastecimento. A segunda fase poderá dobrar essa capacidade no futuro.
No fim, a dessalinização em Alkimos mostra como regiões pressionadas por clima e população estão recorrendo a túneis submarinos, plataformas no mar e osmose reversa para garantir água.
Você acha que grandes usinas de dessalinização são o caminho mais seguro para cidades costeiras ou o custo ambiental ainda exige mais debate? Comente sua opinião.

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