Equipe arqueológica retirou 22 blocos no porto oriental de Alexandria, no Egito, para avançar na reconstrução digital de uma das sete maravilhas do mundo antigo.
O fundo do Mediterrâneo voltou a expor uma peça central da história antiga. Arqueólogos recuperaram 22 blocos monumentais ligados ao Faro de Alexandria, estrutura que durante séculos guiou navegadores na costa egípcia e virou símbolo de poder, engenharia e presença no mar.
A descoberta reforça o peso histórico de Alexandria como ponto estratégico entre rotas comerciais, circulação de pessoas e influência política. Mesmo destruído há séculos, o farol ainda mexe com a leitura sobre como o Egito antigo projetava controle sobre uma faixa decisiva do Mediterrâneo.
O que foi encontrado no porto de Alexandria
As peças retiradas do fundo do mar incluem dintéis, jambas, umbrais e lajes de pavimento. Parte desse material pertencia à entrada monumental do farol, uma área que reunia dimensões grandiosas e uma combinação marcante entre técnicas egípcias e gregas. Alguns blocos pesam entre 70 mil e 80 mil quilos, o que mostra a escala impressionante da construção.
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O achado ocorreu no porto oriental de Alexandria, onde muitos vestígios da antiga cidade permaneceram submersos após terremotos e transformações urbanas. Durante muito tempo, parte desses restos ficou inacessível por causa do tamanho das peças e das limitações técnicas das operações subaquáticas.

Por que o Faro de Alexandria era tão importante
O Faro de Alexandria foi erguido na ilha de Faros, no século III antes de Cristo, durante o reinado de Ptolomeu II. Com mais de 100 metros de altura, a estrutura servia como referência para embarcações que cruzavam o Mediterrâneo e buscavam acesso seguro ao porto da cidade. Não era apenas uma obra funcional. Era também uma demonstração clara de capacidade técnica, organização estatal e domínio de uma rota marítima vital.
Entre as sete maravilhas do mundo antigo, ele ocupava um lugar singular por unir utilidade prática e impacto visual. Enquanto outras construções eram lembradas sobretudo pelo valor simbólico ou religioso, o farol estava ligado diretamente à navegação e à segurança marítima, em uma região que concentrava comércio e influência.
Séculos de terremotos e desaparecimento gradual
A estrutura permaneceu de pé por mais de mil anos, até ser destruída por uma sequência de terremotos entre os séculos XIII e XIV. Parte de suas pedras acabou reaproveitada na construção da cidadela de Qaitbay, fortaleza erguida no século XV na entrada do porto de Alexandria. O restante afundou e ficou espalhado no fundo do mar.
Esse desaparecimento lento ajuda a explicar por que o farol se transformou em uma espécie de ausência histórica. Ele nunca deixou de ser lembrado, mas sua forma real foi sendo encoberta por ruínas fragmentadas, relatos antigos e hipóteses arqueológicas. Agora, com a recuperação de blocos monumentais, esse vazio começa a ser preenchido com base material mais sólida.

Projeto tenta reconstruir a maravilha em ambiente digital
Segundo AS, portal espanhol de notícias e esportes com editoria de atualidade, os novos blocos passam a integrar o projeto internacional PHAROS, iniciativa que reúne o CNRS da França, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e a Fundação Dassault Systèmes para criar um gêmeo digital do farol. A proposta é escanear os elementos recuperados e cruzar esses dados com estudos históricos, arquitetônicos e arqueológicos.
A digitalização pode permitir uma reconstituição muito mais precisa da estrutura original. Além do valor científico, isso abre caminho para visualizar como era o monumento, entender sua lógica construtiva e preservar virtualmente uma obra que marcou a paisagem do Mediterrâneo por séculos.
Décadas de pesquisa prepararam o avanço atual
As ruínas submersas já eram observadas desde 1968, mas o trabalho arqueológico ganhou força nas décadas seguintes. Em 1994, o arqueólogo francês Jean Yves Empereur liderou uma exploração que documentou mais de 3.300 objetos, entre eles esfinges, obeliscos e grandes blocos de granito.
Nos últimos anos, o uso de novas tecnologias permitiu avançar sobre as peças maiores. Mais de uma centena de fragmentos já foi escaneada digitalmente, enquanto equipes de historiadores, arqueólogos, arquitetos e especialistas em moedas antigas cruzam descrições e representações para aproximar o desenho original do monumento.
A recuperação dessas estruturas não muda apenas o estudo de uma ruína famosa. Ela reorganiza a compreensão sobre como a antiga Alexandria foi planejada para se afirmar no mar, controlar acessos e projetar influência em uma região decisiva.
No fim, o farol segue exercendo força mesmo em fragmentos. Agora não pela luz sobre os navios, mas pela capacidade de reposicionar a leitura histórica de Alexandria e devolver ao Mediterrâneo uma de suas imagens mais poderosas.

Светилникот во Александрија како и градот го изградил АЛЕКСАНДАР МАКЕДОНСКИ кој бил МАКЕДОНЕЦ а не Грк . Западната ЛАЖНА историја и пишувањето дека се што е античко е грчко ќе престане да важи .
Немојте повеќе да пишувате лаги
срамно е тоа .
Muito interessante!
Também é incrível como a tecnologia está avançando e conhecendo o passado dos nossos ancestrais, ansioso pra saber da próxima informação!🫣
The blocks ONLY weigh between 70 and 80 Kilos!!? That’s less than I weigh!!!
Towsand kilos, brow