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Arqueólogos encontram no Egito múmias com línguas feitas de ouro enterradas há mais de 2.000 anos, descoberta rara surpreende pesquisadores e revela prática funerária incomum

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 31/03/2026 às 14:46 Atualizado em 31/03/2026 às 14:51
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Múmias com línguas de ouro são encontradas no Egito em sítio arqueológico raro e revelam prática funerária pouco comum.

Em 2021, arqueólogos que atuavam no sítio de Taposiris Magna, sob coordenação do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, anunciaram a descoberta de múmias que apresentavam um elemento incomum: lâminas de ouro posicionadas no lugar da língua. A descoberta foi amplamente repercutida por veículos internacionais como a National Geographic e o Smithsonian Magazine.

O dado mais impactante é que essas múmias, enterradas há mais de 2.000 anos, preservavam folhas de ouro colocadas diretamente na boca dos indivíduos, substituindo simbolicamente a língua. Esse tipo de prática é considerado raro e não aparece com frequência em escavações arqueológicas egípcias. A descoberta reforça a complexidade dos rituais funerários praticados no Egito durante o período greco-romano.

Sítio arqueológico de Taposiris Magna tem histórico de achados relevantes

O local onde as múmias foram encontradas, Taposiris Magna, é um importante sítio arqueológico localizado a oeste de Alexandria. A região foi fundada durante o período ptolemaico e apresenta forte influência cultural greco-romana.

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Escavações realizadas na área já revelaram templos, túmulos e estruturas funerárias associadas a elites locais. A presença de múmias com elementos diferenciados reforça a importância do sítio como centro de práticas funerárias complexas.

A descoberta das línguas de ouro ocorreu dentro de uma necrópole, onde múltiplos indivíduos foram enterrados em diferentes condições de preservação. Esse contexto sugere que a prática pode ter sido restrita a determinados grupos ou períodos específicos.

Lâminas de ouro eram finas e moldadas para encaixe na boca

Diferente da ideia de objetos maciços, as línguas de ouro encontradas eram compostas por folhas finas do metal, cuidadosamente moldadas para se ajustar à cavidade bucal.

Essas lâminas eram posicionadas no interior da boca antes do processo de mumificação ser finalizado. Em alguns casos, foram encontradas ainda intactas, preservadas ao longo de milênios.

Arqueólogos encontram no Egito múmias com línguas feitas de ouro enterradas há mais de 2.000 anos, descoberta rara surpreende pesquisadores e revela prática funerária incomum
Foto: Ministry of Tourism and Antiquities/Facebook/Reprodução

A utilização do ouro, um material altamente resistente à corrosão, contribuiu para a conservação dessas estruturas ao longo do tempo.

Esse tipo de aplicação demonstra um nível elevado de detalhamento nos procedimentos funerários da época.

Prática é considerada rara dentro da arqueologia egípcia

Embora o uso de ouro em rituais funerários egípcios seja bem documentado, a presença de línguas de ouro é considerada incomum.

A maioria das múmias apresenta outros tipos de adornos, como máscaras funerárias, amuletos e ornamentos corporais. A substituição simbólica da língua por ouro aparece em um número limitado de casos.

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Essa raridade aumenta o valor arqueológico da descoberta e amplia o entendimento sobre variações culturais dentro do Egito antigo.

Pesquisadores indicam que esse tipo de prática pode estar associado a influências externas ou a crenças específicas de determinados períodos.

Período greco-romano influenciou práticas funerárias no Egito

As múmias com línguas de ouro datam do período greco-romano, fase em que o Egito estava sob influência de culturas estrangeiras, especialmente após a conquista de Alexandre, o Grande.

Durante esse período, práticas egípcias tradicionais passaram a se misturar com elementos culturais gregos e romanos, criando rituais híbridos.

A presença de elementos incomuns, como as línguas de ouro, pode refletir essa fusão cultural e a adaptação de crenças funerárias.

Esse contexto histórico é essencial para compreender a diversidade de práticas encontradas nas escavações.

Estado de preservação permite análises detalhadas

As condições ambientais do Egito, caracterizadas por clima seco e estável, favorecem a preservação de materiais orgânicos e inorgânicos.

Múmias com línguas de ouro são encontradas no Egito em sítio arqueológico raro e revelam prática funerária pouco comum.
Uma das múmias com língua de ouro – Divulgação – Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

No caso das múmias encontradas em Taposiris Magna, a combinação entre técnicas de mumificação e ambiente contribuiu para a conservação dos corpos e dos objetos associados.

Isso permitiu aos pesquisadores analisar não apenas a presença do ouro, mas também detalhes da estrutura óssea, tecidos e posicionamento dos elementos funerários.

Essas informações são fundamentais para reconstruir práticas e costumes da época.

Descoberta amplia conhecimento sobre rituais funerários antigos

Cada nova escavação no Egito contribui para expandir o entendimento sobre a complexidade dos rituais funerários praticados ao longo de milênios.

A presença de línguas de ouro adiciona um novo elemento ao conjunto de práticas conhecidas, indicando que havia variações regionais e temporais.

Essas descobertas mostram que os rituais não eram uniformes, mas adaptados a contextos culturais específicos. O estudo contínuo desses achados permite aprofundar o conhecimento sobre a sociedade egípcia antiga.

Importância do ouro na cultura egípcia vai além do valor material

O ouro sempre ocupou posição central na cultura egípcia, sendo associado à imortalidade e à eternidade. Sua resistência à corrosão e brilho duradouro o tornavam símbolo de permanência.

No contexto funerário, o uso do ouro estava frequentemente ligado à preservação e à continuidade da existência após a morte.

A aplicação do material em diferentes partes do corpo indica a importância atribuída a elementos específicos dentro das crenças funerárias. No caso das línguas de ouro, a escolha do material reforça o caráter simbólico da prática.

Arqueólogos encontram no Egito múmias com línguas feitas de ouro enterradas há mais de 2.000 anos, descoberta rara surpreende pesquisadores e revela prática funerária incomum
Arqueólogos encontram no Egito múmias com línguas feitas de ouro enterradas há mais de 2.000 anos, descoberta rara surpreende pesquisadores e revela prática funerária incomum

A identificação de múmias com línguas de ouro em Taposiris Magna representa um avanço significativo na arqueologia egípcia, ao revelar uma prática rara e pouco documentada.

Mais do que um achado curioso, a descoberta amplia a compreensão sobre a diversidade de rituais funerários e a complexidade cultural do Egito durante o período greco-romano.

Com cada nova escavação, evidências como essa continuam a redefinir o conhecimento sobre uma das civilizações mais estudadas da história, mostrando que ainda há muito a ser descoberto sob as areias do Egito.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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