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Arqueólogo anuncia que tecnologia de escaneamento encontrou uma estrutura desconhecida nas profundezas da Grande Pirâmide de Quéops, um vazio de 30 metros com uma porta selada que ninguém abriu há 4.500 anos, escondido dentro da última das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda de pé, e diz que a revelação completa virá ainda em 2026

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 08/04/2026 às 15:22
Atualizado em 08/04/2026 às 15:25
Arqueólogo anuncia que tecnologia de escaneamento encontrou uma estrutura desconhecida nas profundezas da Grande Pirâmide de Quéops, um vazio de 30 metros com uma porta selada que ninguém abriu há 4.500 anos, escondido dentro da última das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda de pé, e diz que a revelação completa virá em 2026
A figura colorida mostra o perfil horizontal do radar de penetração no solo (GPR). A vista é para o norte. Fonte: Sato, et al. (2024).
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Escaneamento detecta vazio de 30 metros com porta selada dentro da Grande Pirâmide de Quéops e revelação completa pode acontecer em 2026.

A Grande Pirâmide de Gizé tem aproximadamente 4.500 anos, cerca de 140 metros de altura, mais de 2,3 milhões de blocos de pedra e permaneceu como a estrutura mais alta construída pela humanidade até a inauguração da Torre Eiffel, em 1889. É também a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que ainda permanece de pé. Mesmo após séculos de exploração, a pirâmide continua revelando novos elementos.

Em novembro de 2025, o arqueólogo Zahi Hawass, ex-ministro de Antiguidades do Egito, anunciou durante a 44ª Feira Internacional do Livro de Sharjah que uma estrutura desconhecida foi identificada no interior da pirâmide por meio de tecnologias avançadas de escaneamento. Segundo informações divulgadas por veículos como Jerusalem Post, Egypt Independent e Greek Reporter, trata-se de um corredor com cerca de 30 metros de comprimento que termina em uma porta selada, nunca aberta desde a construção da pirâmide.

Pirâmide de Quéops possui câmaras conhecidas, mas sarcófago vazio levanta dúvidas há séculos

A pirâmide foi construída para o faraó Quéops, que governou entre 2509 e 2483 a.C., durante a Quarta Dinastia do Antigo Egito.

Três câmaras internas são conhecidas há muito tempo: a Câmara Subterrânea, a Câmara da Rainha e a Câmara do Rei.

Na Câmara do Rei está localizado um sarcófago de granito que permanece vazio. A múmia de Quéops nunca foi encontrada, assim como qualquer tesouro funerário associado. A explicação mais aceita é a de saque na antiguidade, mas há hipóteses de que o faraó possa estar enterrado em uma câmara ainda não descoberta dentro da própria estrutura.

Tecnologia de muografia usa partículas cósmicas para enxergar dentro da pirâmide sem escavação

A identificação do vazio foi possível graças à muografia, técnica baseada na detecção de múons cósmicos.

Múons são partículas subatômicas geradas quando raios cósmicos interagem com a atmosfera terrestre. Elas atravessam materiais densos como pedra, mas são parcialmente absorvidas dependendo da densidade.

Foto: Divulgação

Ao medir a quantidade de múons que atravessam diferentes partes da pirâmide, os pesquisadores conseguem identificar regiões menos densas, indicando a presença de espaços vazios.

O método funciona como uma radiografia em larga escala e tem a vantagem de ser totalmente não invasivo.

Projeto ScanPyramids já havia identificado vazio gigante dentro da pirâmide em estudos anteriores

A descoberta anunciada por Hawass está relacionada aos avanços do projeto ScanPyramids, iniciado em 2015 por instituições como a Universidade do Cairo e o instituto francês HIP.

Em 2017, o projeto revelou o chamado “Big Void”, um vazio com mais de 30 metros localizado acima da Grande Galeria, considerado uma das descobertas mais importantes da arqueologia recente.

Esse achado foi publicado na revista Nature e descrito como a primeira grande estrutura interna identificada na pirâmide desde o século XIX.

Corredor de 9 metros descoberto em 2023 reforça existência de estruturas ocultas na pirâmide

Em 2023, outro estudo publicado na Nature Communications revelou um corredor na face norte da pirâmide.

Com cerca de 9 metros de comprimento e seção de 2 por 2 metros, a estrutura foi identificada com alta precisão por meio de detectores avançados.

Segundo declarações de Hawass, esse corredor pode levar a áreas ainda não exploradas, possivelmente conectadas a uma câmara mais profunda.

Robôs exploram áreas inacessíveis e podem revelar conteúdo por trás de porta selada

Devido às dimensões reduzidas dos corredores, a exploração tem sido realizada com robôs operados remotamente.

 A figura colorida mostra o perfil horizontal do radar de penetração no solo (GPR). A vista é para o norte. Fonte: Sato, et al. (2024).

Esses equipamentos conseguem acessar passagens estreitas e registrar imagens de áreas que permanecem inacessíveis a humanos há milênios.

A equipe confirmou que localizou a posição exata do corredor de 30 metros, mas o conteúdo por trás da porta selada ainda não foi divulgado.

Nova câmara pode alterar entendimento da arquitetura interna da pirâmide de Quéops

A presença de novos vazios indica que a estrutura interna da pirâmide pode ser muito mais complexa do que se acreditava.

Se uma nova câmara for confirmada, ela pode conter artefatos funerários, elementos estruturais ou até informações inéditas sobre o processo de construção. Existe também a hipótese de que a verdadeira câmara funerária de Quéops ainda não tenha sido encontrada.

Zahi Hawass é uma das principais figuras da egiptologia contemporânea, com décadas de atuação em escavações em Gizé. Durante o anúncio, afirmou que a descoberta pode representar um novo capítulo na história do Antigo Egito e indicou que a revelação completa será apresentada ao público em 2026.

Tecnologia de múons já é usada para investigar vulcões, reatores nucleares e estruturas históricas

A muografia não é exclusiva das pirâmides. A técnica já foi aplicada na análise de vulcões, inspeção de reatores nucleares e estudo de estruturas arqueológicas em diferentes partes do mundo.

Seu uso crescente demonstra o potencial de tecnologias não invasivas na exploração de patrimônios históricos.

A possível revelação em 2026 ocorre no contexto da inauguração do Grande Museu Egípcio, próximo às pirâmides de Gizé. Com mais de 100 mil metros quadrados e milhares de artefatos, o museu é considerado o maior dedicado a uma única civilização.

A combinação de uma nova descoberta dentro da pirâmide com a infraestrutura do museu pode impulsionar o turismo e ampliar o interesse global pelo Egito Antigo.

A existência de um corredor de 30 metros terminando em uma porta selada levanta uma das questões mais intrigantes da arqueologia moderna.

Pode ser uma câmara funerária inédita, uma estrutura arquitetônica desconhecida ou algo ainda não imaginado.

Na sua visão, o que pode estar escondido há 4.500 anos dentro da Grande Pirâmide de Quéops?

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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