1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / Após conquistar vaga no mundial de robótica no Canadá aos 8 anos, aluna de comunidade rural de Nova Era mobiliza campanha para que a mãe possa acompanhá-la na viagem internacional
Localização MG Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 0 comentários

Após conquistar vaga no mundial de robótica no Canadá aos 8 anos, aluna de comunidade rural de Nova Era mobiliza campanha para que a mãe possa acompanhá-la na viagem internacional

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 12/03/2026 às 00:35
Menina brasileira de 8 anos montando robô educacional em atividade de robótica escolar.
Estudante brasileira de 8 anos de Nova Era conquista vaga no mundial de robótica da FIRA RoboWorld Cup no Canadá.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
8 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Criança de apenas 8 anos selecionada para competição mundial de robótica em Ontário inspira mobilização comunitária enquanto família busca arrecadar até R$20 mil para garantir presença da mãe na viagem internacional

Uma história de talento, dedicação e superação vem chamando a atenção em Minas Gerais. Uma estudante de apenas 8 anos, moradora da comunidade de Capoeirana, em Nova Era, na região do Médio Piracicaba, conquistou uma oportunidade que poucos alunos brasileiros alcançam: representar o país em uma competição internacional de robótica. A jovem Alana foi selecionada para disputar a etapa mundial da FIRA RoboWorld Cup, evento que reúne equipes de diversos países e que será realizado em Ontário, no Canadá, a partir do dia 14 de julho.

No entanto, apesar da conquista extraordinária, a família agora enfrenta um desafio adicional. Embora parte dos custos da viagem esteja sendo custeada por apoio institucional, ainda existe a necessidade de arrecadar recursos para que a mãe da estudante possa acompanhá-la durante a experiência internacional, algo considerado fundamental para a segurança e o bem-estar da criança.

A informação foi divulgada pelo portal “De Fato, que acompanha a mobilização da família e detalha a trajetória da estudante desde sua entrada no projeto de robótica até a classificação para o campeonato mundial no Canadá. Conforme a reportagem, a campanha que busca viabilizar a presença da mãe na viagem vem sendo divulgada nas redes sociais e mobiliza moradores, apoiadores e instituições da região.

Desempenho em campeonato nacional garantiu vaga no mundial

Antes de conquistar a oportunidade de competir fora do país, Alana e sua equipe precisaram demonstrar desempenho de destaque em uma etapa nacional. A classificação para o torneio internacional ocorreu após o grupo alcançar o sétimo lugar em uma competição nacional realizada em São Paulo.

O resultado chamou a atenção principalmente porque a preparação para o evento foi relativamente curta. De acordo com familiares, a equipe teve cerca de dois meses de treinamento direcionado para a competição, período em que as crianças intensificaram os estudos e as atividades relacionadas à robótica.

Com a conquista do resultado nacional, a equipe garantiu a classificação para a FIRA RoboWorld Cup, uma das competições de robótica educacional mais conhecidas do mundo. A delegação deverá embarcar no dia 14 de julho rumo à província de Ontário, no Canadá, onde ocorrerá o torneio internacional.

Nesse contexto, a Prefeitura de Nova Era informou que irá custear diversos itens essenciais para a participação das estudantes, incluindo:

  • passagens aéreas das crianças
  • hospedagem
  • documentação necessária
  • logística para emissão de passaporte e visto

Entretanto, o apoio não inclui despesas relacionadas à presença de familiares ou responsáveis legais, situação que levou a família a iniciar uma mobilização paralela para arrecadar recursos.

Família mobiliza campanha para garantir presença da mãe na viagem

Alana vive com a mãe, Eliane Lopes da Silva, e conta com o apoio de familiares e amigos que passaram a divulgar a história nas redes sociais. A mobilização começou a ganhar força após a divulgação da vaga na competição internacional.

Segundo Pablo Felipe da Silva Miranda, de 25 anos, primo da estudante, a presença da mãe na viagem é considerada essencial para que a criança possa enfrentar a experiência com tranquilidade.

“Tudo será novo para ela: o avião, a viagem internacional e um país estrangeiro. A presença da mãe não é um detalhe, é a rede de segurança dela”, explicou.

A campanha busca arrecadar entre R$16 mil e R$20 mil, valor estimado para cobrir despesas relacionadas à viagem da mãe, como passagens, hospedagem e custos de permanência no Canadá. De acordo com a família, o valor final pode variar devido à cotação do dólar canadense, fator que influencia diretamente no orçamento da viagem.

A mobilização está sendo conduzida por meio de publicações nas redes sociais, vídeos de divulgação e contatos com empresas, jornalistas e moradores da região. O objetivo é garantir que a estudante possa participar da competição internacional acompanhada da mãe.

Projeto social de robótica abriu novas oportunidades para a estudante

A trajetória de Alana no universo da tecnologia começou há cerca de um ano, quando ela foi selecionada para participar do Projeto Na Mochila, uma iniciativa social voltada à educação em STEAM, sigla que engloba ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

O projeto atua em várias cidades da região do Médio Piracicaba, incluindo:

  • João Monlevade
  • São Domingos do Prata
  • Nova Era
  • Rio Piracicaba

A iniciativa reúne estudantes de escolas públicas e tem conquistado destaque em competições nacionais e internacionais. Entre os resultados recentes, o projeto já conquistou medalha de prata em um torneio mundial realizado em Daegu, na Coreia do Sul, na modalidade Missão Impossível U14.

No caso de Alana, a entrada no projeto ocorreu com base em critérios como desempenho escolar e frequência nas atividades educacionais.

Segundo Pablo, o talento da estudante rapidamente se destacou entre os participantes.

“Ela sempre foi uma das melhores alunas da escola. Participa de tudo, é focada e está sempre presente. Dentro da robótica, se destacou pela criatividade e pela rapidez para aprender”, afirmou.

Atualmente, a estudante frequenta a Escola Municipal Cecília Gabriela Martins Quintão, localizada na comunidade de Capoeirana.

Delegação feminina representará comunidade no torneio internacional

Na competição internacional no Canadá, Alana participará da categoria FIRA Kids, voltada para crianças da mesma faixa etária.

A delegação da comunidade de Capoeirana será formada por quatro meninas, sendo:

  • Alana
  • Roberta
  • Laura
  • Lívia

Alana e Roberta fizeram parte da equipe que disputou o campeonato nacional em São Paulo, enquanto Laura e Lívia atuarão como substitutas na delegação.

Enquanto isso, a rotina da família passou por mudanças para acompanhar a agenda de treinamentos e compromissos da equipe. Segundo a mãe da estudante, a dedicação da filha exige organização constante.

“Ela fica o dia inteiro na escola e, aos sábados, vai para o treino. Se houver evento em outra cidade, precisamos ir também. A minha rotina é correr atrás das coisas por ela e resolver tudo o que precisa”, relatou Eliane.

Para a mãe, o contato com a robótica ampliou as perspectivas da filha sobre o futuro.

“Ela vê essas oportunidades como uma chance de conquistar coisas melhores, ter uma profissão melhor e mais possibilidades na vida”, afirmou.

História da estudante inspira moradores da comunidade

Além de impactar diretamente a vida da estudante, a história também tem gerado inspiração dentro da própria comunidade.

Segundo Pablo, Capoeirana é uma localidade de baixa renda, com características que misturam áreas urbanas e rurais. Nesse contexto, ver uma criança da região conquistar reconhecimento nacional e internacional representa algo significativo para os moradores.

“Capoeirana é uma comunidade de baixa renda, meio urbanizada, meio rural. Nós crescemos no mesmo lote. Ver uma criança de oito anos, de escola municipal, com pouco tempo de treino, alcançar um resultado nacional e receber um convite para o mundial muda o que a comunidade acredita ser possível”, afirmou.

A campanha continua sendo divulgada nas redes sociais e segue mobilizando pessoas da região. Caso os valores arrecadados ultrapassem a meta estabelecida, a família informou que pretende destinar parte dos recursos ao Projeto Na Mochila, contribuindo para a compra de materiais e para apoiar outras crianças interessadas em aprender robótica.

Histórias como a de Alana mostram o impacto da educação tecnológica nas escolas públicas — você acredita que projetos de robótica deveriam ser ampliados no Brasil?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x