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Aos 96 anos, ela superou 40.362 participantes, acertou 98 de 100 pontos e ficou em 1º lugar em exame de alfabetização na Índia, tornando-se símbolo nacional

Publicado em 19/11/2025 às 16:26
Atualizado em 19/11/2025 às 19:43
Índia, Idosa, Alfabetização
Crédito: Governo da Índia / GODL
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A trajetória de Karthyayani Amma revela superação desde a infância trabalhadora até o reconhecimento internacional, destacando sua alfabetização tardia, conquistas marcantes e o impacto emocional que inspirou projetos culturais e motivou outras mulheres idosas também

Karthyayani Amma nasceu por volta de 1922 e viveu em Cheppad, na região de Haripad, em Kerala. Ela cresceu em um ambiente simples e deixou a escola cedo, porque precisava trabalhar ainda na infância. Essa rotina marcou sua trajetória e influenciou escolhas posteriores.

Ao longo da vida adulta, casou-se e teve seis filhos. Ela sustentou a família trabalhando como varredora de rua e empregada doméstica.

A rotina era intensa e começava antes do amanhecer, já que ela acordava às 4h todos os dias. Vegetariana, mantinha hábitos rígidos.

Busca pelo estudo

Em 2018, Karthyayani Amma vivia na Colônia Laksham Veedu, um conjunto habitacional voltado para idosos.

A convivência ali trouxe novos estímulos, porque sua filha havia sido aprovada em um exame de alfabetização aos 60 anos. Esse detalhe, simples à primeira vista, despertou nela o desejo de estudar.

A inspiração virou ação. No mesmo ano, ela se inscreveu para participar do programa Aksharalaksham, organizado pela Autoridade da Missão de Alfabetização do Estado de Kerala.

O exame reuniu 40.362 participantes, e Karthyayani Amma era a mais velha de seu distrito.

Além disso, ela aprendeu leitura e escrita com ajuda dos próprios bisnetos, de nove e doze anos. As aulas caseiras ajudaram a construir confiança.

O exame e a fama repentina

O teste avaliava leitura, escrita e matemática. Karthyayani Amma obteve 98 pontos de um total de 100, garantindo a pontuação máxima.

Depois do resultado, ela afirmou que havia aprendido sem motivo específico e achado as provas simples.

O desempenho chamou atenção nacional. A atriz Manju Warrier a visitou durante o Diwali, enquanto o ministro da educação de Kerala, C. Raveendranath, lhe presenteou com um laptop.

Logo depois, o governador Pinarayi Vijayan entregou um certificado de mérito. Aos veículos de imprensa, ela disse que pretendia fazer o exame seguinte aos 100 anos.

Indiana, Alfabetização, Exame
Imagem: governo da Índia / Wikimedea Commons

Reconhecimento internacional

Em 2019, Karthyayani Amma foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da Commonwealth of Learning. No ano seguinte, recebeu o prêmio Nari Shakti Puraskar 2019 das mãos de Ram Nath Kovind, então presidente da Índia.

Ela nunca havia viajado de avião, portanto precisou ser tranquilizada por MS Sunil, outro premiado, antes do voo até o Palácio Presidencial em Delhi.

Outra homenageada naquele ano foi Bhageerathi Amma, também de Kerala, que passou no mesmo exame aos 105 anos.

Legado de Karthyayani

A trajetória inspirou o cineasta Vikas Khanna, que produziu o documentário Barefoot Empress, dedicado à história e ao espírito da indiana.

Karthyayani Amma morreu em Alappuzha, Kerala, em 10 de outubro de 2023, aos 101 anos.

Com informações de Wikipedia.

Você também pode gostar: Aos 89 anos, homem inocente que esperou por 50 anos no corredor da morte recebe a maior indenização já paga no Japão

Indenização, Corredor da morte
Imagem ilustrativa: IA

Um japonês que permaneceu quase 50 anos no corredor da morte recebeu uma indenização considerada histórica no país. Iwao Hakamata, hoje com 89 anos, passou décadas cumprindo uma sentença que acabou anulada porque o novo julgamento concluiu que não havia provas suficientes para sustentá-la.

Ele agora será indenizado em 217 milhões de ienes (R$ 8,25 milhões aproximadamente), valor que representa o maior pagamento já registrado em um caso criminal no Japão.

Os advogados argumentaram que a longa detenção provocou danos profundos. Portanto, insistiram no teto máximo permitido.

Eles afirmaram que nenhum outro condenado à morte havia aguardado tanto tempo pela execução, o que agravou sua condição mental.

Decisão judicial e reconhecimento dos danos

O juiz Kunii Koshi aceitou os argumentos e reconheceu prejuízos físicos e psicológicos extremamente graves.

Além disso, determinou que o governo arcasse integralmente com a indenização. A decisão encerrou uma das trajetórias legais mais conhecidas do país.

Hakamata havia sido sentenciado em 1968. Ele era acusado de matar o chefe, a esposa e os dois filhos do casal.

O caso ganhou grande repercussão, porque a acusação envolvia múltiplas mortes e um incêndio que destruiu a casa da família.

Suspeitas que mudaram o destino de Iwao Hakamata

Anos depois, surgiram dúvidas sobre como a investigação foi conduzida. Advogados e apoiadores afirmaram que evidências poderiam ter sido plantadas.

Além disso, indicaram que o DNA encontrado nas roupas das vítimas não correspondia ao de Hakamata.
Essas inconsistências abriram caminho para um raro novo julgamento.

Em 2014, ele deixou a prisão após quase meio século detido. Desde então, vivia sob os cuidados da irmã mais velha, Hideko, que passou décadas defendendo sua inocência.

A absolvição e o impacto público

Em setembro do ano passado, centenas de pessoas se reuniram diante do tribunal de Shizuoka. O juiz anunciou a absolvição sob aplausos e gritos de banzai. A cena simbolizou o fim de uma espera longa demais.

Hakamata não compareceu por causa do estado mental fragilizado. Ele também havia sido liberado de todas as sessões anteriores justamente pela mesma condição.

Mesmo ausente, sua absolvição foi celebrada como um marco que expôs falhas do sistema de justiça japonês.

Origem das acusações e a confissão contestada

O crime pelo qual ele respondeu ocorreu em 1966. Na época, trabalhava em uma fábrica de processamento de miso.

Os corpos do chefe, da esposa e dos filhos foram encontrados após um incêndio na residência da família, em Shizuoka, a oeste de Tóquio. Todos apresentavam ferimentos de arma branca.

As autoridades disseram que Hakamata matou a família, incendiou a casa e roubou 200 mil ienes. Ele negou inicialmente.

Depois, admitiu o crime, mas afirmou que a confissão havia sido forçada. Relatou espancamentos e interrogatórios que duravam até 12 horas diárias.

Consequências para o sistema de justiça

Os advogados insistiram por anos que a investigação era falha. Portanto, pediram novo julgamento repetidas vezes. O processo só começou novamente em outubro passado, após longa espera.

O caso levantou debates sobre confissões forçadas e sobre o ritmo lento das revisões judiciais no Japão.
Ele também reacendeu discussões a respeito da pena de morte e das condições de detenção no país.

As informações são da BBC.

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Marcio José da Silva Araújo
Marcio José da Silva Araújo
21/11/2025 17:02

O ser humano não é perfeito. Mesmo que tenha as mais altas patentes, diplomas universitários.

Nice
Nice
21/11/2025 13:58

Achei pouco o valor da indenização. 50 anos preso é mto tempo. O q ele perdeu durante esse tempo é irrecuperável.

Terezinha Lohn
Terezinha Lohn
21/11/2025 09:00

De que adianta dinheiro agora ?
Gente brasileira, não é so aqui que acontece coisas deste tipo. É no mundo!

Romário Pereira de Carvalho

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