Em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, Seu Luiz construiu sozinho no sítio um teleférico artesanal e uma casa na árvore no topo de um pinheiro, com carrinho de madeira, cabos e roldanas, limite de 100 kg e foco em segurança para visitas pontuais registradas em caderno local.
No dia 4 de maio de 2023, em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, o agricultor Seu Luiz, aos 75 anos, apresentou a visitantes o sistema que construiu sozinho no sítio: um teleférico funcional, com tração elétrica, controle de rotação e limite declarado de 100 kg.
Na mesma propriedade em Flores da Cunha, ele mostrou a casa na árvore instalada em um pinheiro estimado em cerca de 15 metros, acessada por escada e com trava de segurança; o parreiral, citado como feito em 2017, aparece como parte do cenário de um projeto doméstico que virou atração para quem registra a passagem no caderno de visitas.
Onde fica o sítio e quem é Seu Luiz

O registro situa a visita em uma localidade do primeiro distrito de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul.
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No diálogo, Seu Luiz diz que nasceu na região e que passou a morar na propriedade atual quando tinha 33 anos, reforçando vínculo de longo prazo com o lugar e com o trabalho no campo.
A narrativa familiar também é usada como contexto.
Ele afirma ter pai e mãe de origem italiana e relata a história do avô que teria vindo da Itália ainda criança, num percurso que inclui desembarque no Rio, passagem por Porto Alegre e instalação em área rural.
É uma biografia narrada como trabalho manual contínuo, com memória de dificuldades e adaptação.
Esse pano de fundo ajuda a entender por que a decisão de ter construiu sozinho no sítio uma estrutura incomum não aparece como ruptura com a vida rural.
No mesmo registro, ele detalha tarefas técnicas, como corte de pedra e construção de estruturas típicas de propriedade, reforçando um repertório de ofícios práticos.
Como é o teleférico que ele construiu no sítio
O teleférico é apresentado como um equipamento artesanal, com uma pessoa sentada em um carrinho de madeira que se desloca suspenso por cabos.
O registro associa o funcionamento à “parte elétrica” e destaca a necessidade de “dar rotação certa” para puxar e manter o deslocamento estável.
Três parâmetros objetivos aparecem no material.
O primeiro é o limite de peso, citado como até 100 kg. O segundo é a altura, referida como 18 metros de altura durante a travessia.
O terceiro é o controle operacional, ligado ao ajuste de rotação e ao uso de freio para manter o carrinho sob controle.
O registro também indica que a segurança é tratada como preocupação prática, ainda que sem detalhamento técnico.
Há menções a corda de apoio e a orientações verbais para segurar e conduzir a travessia com calma.
Em outro ponto, Seu Luiz comenta que fez ajustes recentes e que uma parte “começou a pegar água”, sinal de manutenção recorrente em solução exposta ao tempo.
No recorte jornalístico, o dado central é simples e verificável: ele construiu sozinho no sítio um teleférico funcional, com parâmetros declarados e operação supervisionada por quem conhece a estrutura.
Casa na árvore em pinheiro: altura, acesso e controle de entrada
A segunda peça do conjunto é a casa na árvore, montada no alto de um pinheiro dentro do sítio.
No registro, a altura é estimada em torno de 15 metros, e o acesso ocorre por escada, com um trecho final que exige agarrar e subir com cuidado.
Há menção explícita a uma trava de segurança, fechada antes de iniciar a subida. O registro também expõe a tentativa de restringir manuseio:
Seu Luiz diz que colocou um “segredo para abrir” e afirma que “ninguém abre”, associando o controle à proteção de itens guardados.
A informalidade do ponto turístico aparece em um elemento concreto: dentro da casa na árvore há um caderno de visitas, onde o visitante registra nome e data.
A assinatura marca o dia 4 de maio de 2023, fixando o recorte temporal e reforçando que a casa na árvore se consolidou como atração para quem chega à propriedade.
O que o caso revela sobre engenharia prática e trabalho manual
Do ponto de vista técnico, o caso ilustra uma combinação de engenharia prática e improvisação controlada.
Ao falar de rotação, tração elétrica e velocidade, Seu Luiz expõe o desafio de casar esforço de puxada com estabilidade do movimento.
Já ao descrever transporte de materiais, o registro menciona corda, carretinha e a logística interna da propriedade, tratada como parte do trabalho.
Aqui, vale um limite factual: o material não informa bitola de cabos, potência do sistema, método de ancoragem, inspeção ou laudos.
Portanto, não é possível inferir conformidade normativa ou segurança estrutural com base apenas no registro.
O que se pode afirmar é a existência do funcionamento observado e a presença de controles empíricos declarados, como limite de 100 kg, trava, segredo e supervisão.
O teleférico e a casa na árvore também se conectam a um histórico de trabalho manual no sítio: no mesmo registro, Seu Luiz descreve corte de pedra e práticas rurais como parte do repertório, reforçando o perfil de quem construiu sozinho no sítio não apenas uma curiosidade, mas um conjunto coerente com sua vida cotidiana.
Visitas, segurança e a fronteira entre curiosidade e responsabilidade
Em um trecho do diálogo, o visitante pergunta se ele recebe turistas ou se é apenas para amigos, e a resposta sugere um padrão restrito, ligado a visitas pontuais.
Essa delimitação é relevante porque muda a expectativa de controle: operação aberta ao público costuma exigir um nível de formalização que não aparece descrito no material.
Ao mesmo tempo, o registro sugere circulação de visitantes além do núcleo familiar, com menção a pessoas que teriam subido, inclusive referência a uma delegada.
Isso indica que o teleférico e a casa na árvore já funcionam como ponto de curiosidade na rotina local.
O alerta técnico, aqui, é direto e sem espetáculo: estruturas suspensas e acessos verticais carregam risco inerente.
Quando alguém construiu sozinho no sítio um teleférico e uma casa na árvore em pinheiro, a redução de risco depende de controle de acesso, supervisão, respeito aos limites e manutenção, não de impulso para “testar” por curiosidade.
Idade, disposição e a mensagem central do próprio Seu Luiz
O aspecto que mais chama atenção é a combinação de idade e iniciativa.
No registro, aparecem referências a 75 e 76 anos, e também uma rotina de continuar executando tarefas físicas, como subir em árvores e operar estruturas elevadas.
Seu Luiz resume isso em uma recomendação objetiva: “a gente não tem que se olhar a idade”.
Esse ponto se materializa em detalhes do cotidiano narrado. Há menção a um eucalipto e a uma altura de 38 metros, além da ideia de acrescentar um degrau por ano, reforçando a disposição de seguir ativo.
Para o perfil jornalístico, a mensagem é menos sobre heroísmo e mais sobre persistência, com a invenção funcionando como símbolo de trajetória
A história de Flores da Cunha mostra que inovação também nasce em rotina rural, com tentativa, ajuste e manutenção.
Quando alguém construiu sozinho no sítio um teleférico e uma casa na árvore em pinheiro, a pauta se desloca para três eixos: cultura de trabalho manual, segurança em estruturas privadas e o impacto de visitas em projetos domésticos.
Se você produz conteúdo ou cobre histórias locais, o encaminhamento mais responsável é combinar curiosidade com prudência: documentar fatos, registrar datas e limites, e evitar incentivar uso irrefletido de estruturas que não foram descritas como atração formal. O caso é forte justamente por ser real e observável, mas também por expor a linha tênue entre fascínio e responsabilidade.
Você teria coragem de usar um teleférico artesanal e subir em uma casa na árvore em pinheiro?


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