túnel ferroviário Lyon-Turim será o mais longo túnel ferroviário único do mundo, com 57,5 km sob os Alpes, estimado em 29 bilhões de dólares, com sete tuneladoras em operação, dois tubos paralelos e conclusão prevista para 2033, reduzindo a viagem de 3h47 para 1h47 na fronteira entre França e Itália.
Em julho de 2025, França, Itália e União Europeia aprovaram um documento de ações e cronograma para o túnel ferroviário Lyon-Turim, consolidando a previsão de conclusão até o fim de 2033 e destravando o financiamento europeu para todos os segmentos da nova ferrovia. No canteiro, sete tuneladoras operam em frentes simultâneas sob os Alpes.
Em setembro de 2025, a primeira tuneladora do pacote mais recente, chamada Viviana, iniciou a escavação de um trecho de 9 km entre Saint Martin-La-Porte e La Praz, com cabeça de corte de 10,4 m e massa nominal de 2.000 toneladas. O túnel ferroviário é tratado como peça central de uma nova ligação que busca reduzir pela metade o tempo de viagem no eixo Lyon-Turim.
Dimensão do túnel ferroviário e o que está sendo construído

O túnel ferroviário de base terá 57,5 km e é descrito como o mais longo túnel ferroviário único do mundo, superando por pequena margem o Túnel de Base de Gottard.
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O traçado liga Saint-Jean-de-Maurienne, no lado francês, a Susa, no lado italiano, dentro do corredor Lyon-Turim.
A nova ferrovia associada ao túnel ferroviário soma 270 km, com cerca de 70% em território francês e 30% em território italiano.
O trecho transfronteiriço inclui 162 km de galerias e túneis, considerando acessos e desvios de segurança, e a obra prevê dois tubos paralelos para tráfego em ambas as direções.
Sete tuneladoras, perfuração e detonação e o método escolhido nos Alpes

A escavação do túnel ferroviário combina técnicas.
Um trecho inicial de cerca de 3 km, em geologia considerada particularmente difícil, está sendo executado com perfuração e detonação, método que envolve perfurar a rocha, detonar, remover detritos, instalar nervuras de aço e aplicar concreto projetado para estabilização.
O material indica que a perfuração e detonação deve responder por aproximadamente um quarto da extensão total do túnel ferroviário.
Para o restante, entram as tuneladoras, totalizando sete tuneladoras em operação no projeto Lyon-Turim, trabalhando sob os Alpes ao mesmo tempo.
Dois tubos, passagens a cada 333 metros e segurança operacional
O desenho do túnel ferroviário prevê dois tubos, um ao norte e outro ao sul, para permitir circulação bidirecional.
Entre eles, passagens de conexão são planejadas a cada 333 metros, funcionando como rotas de fuga e corredores de manutenção em caso de emergência.
Esse arranjo é apresentado como parte do padrão de segurança de um túnel ferroviário de base, no qual os trilhos ficam quase horizontais.
A solução reduz declives e curvas, criando condição para maior velocidade e menor tempo de viagem no corredor Lyon-Turim.
Ventilação, água e logística de obra nas profundezas dos Alpes
A obra descreve quatro poços verticais em construção para ventilação, perfurados da superfície até o eixo do túnel ferroviário, com desnível de cerca de 1.300 metros acima do nível do mar até a base subterrânea.
O sistema é apontado como essencial para manter o ar respirável durante a escavação e, futuramente, em eventuais evacuações.
A gestão de água também é tratada como parte da logística: a entrada de água é considerada normal nos Alpes, e a água excedente é bombeada, enviada a uma estação de tratamento, reciclada e reutilizada na frente de escavação para controle de poeira e apoio operacional no túnel ferroviário.
Geologia incerta, túneis exploratórios e o histórico de deslizamentos
As equipes relatam atravessar 80 domínios geológicos diferentes, do material aluvial nas entradas a rochas antigas como gnaisse, com respostas distintas durante a escavação.
Para reduzir risco de surpresa geotécnica, um túnel exploratório foi concluído em 2022 para orientar o planejamento do túnel ferroviário principal.
A necessidade de uma nova solução no eixo Lyon-Turim também é ligada ao desempenho da infraestrutura existente.
Em 2023, um deslizamento de terra foi descrito como tão severo que levou ao fechamento da linha ferroviária atual por um ano e meio, reforçando a vulnerabilidade de rotas antigas nos Alpes.
Custo, governança do projeto e a janela de conclusão até 2033
As estimativas de custo são apresentadas em torno de 25 bilhões de euros, equivalentes a aproximadamente 29 bilhões de dólares.
Quase metade do total é atribuída a financiamento da União Europeia, enquanto a Itália aporta a maior parcela do restante, com justificativa de maior complexidade do lado italiano, apesar de ser mais curto.
A entidade pública responsável pela seção transfronteiriça é a Tunnel European Lyon Turin, com propriedade dividida igualmente entre os estados francês e italiano.
O material afirma que, após julho de 2025, todos os contratos de obras civis do túnel ferroviário foram concedidos, restando a contratação global final de equipamentos, com expectativa de aceleração das escavações rumo a 2033.
Impacto esperado no tempo de viagem e no transporte de cargas
A promessa central do túnel ferroviário é reduzir o deslocamento entre as cidades de 3 horas e 47 minutos para 1 hora e 47 minutos, mudança que busca tirar o automóvel do posto de opção mais rápida no eixo Lyon-Turim.
A projeção inclui aumento de serviços de longa distância de seis para 22 viagens diárias para passageiros.
No transporte de mercadorias, o diagnóstico aponta que 92% do fluxo França-Itália ocorre por caminhão, e o objetivo declarado é tornar a divisão mais equilibrada, em 50-50.
A meta é retirar cerca de um milhão de veículos pesados por ano, reduzir em torno de um milhão de toneladas anuais de CO2 e ampliar a capacidade de trens de carga para 2.000 toneladas, ante 700 toneladas atuais.
Protestos de 2023, críticas ambientais e o debate sobre necessidade
O túnel ferroviário Lyon-Turim enfrenta oposição local desde o início, com críticas sobre impacto ambiental em vales alpinos e o argumento de que já existe uma linha férrea entre as duas cidades.
Em 2023, mais de 3.000 manifestantes se reuniram na região, com registro de ferimentos em participantes e policiais.
O texto-base contrapõe a crítica com três pontos: a nova ferrovia seria mais rápida, teria vantagens ambientais pela migração de cargas para o trilho e seria menos vulnerável a deslizamentos no longo prazo.
Ainda assim, o debate público segue ativo, com o custo e o prazo até 2033 como elementos centrais de contestação.
O túnel ferroviário Lyon-Turim combina escavação por perfuração e detonação, sete tuneladoras e um arranjo de dois tubos com passagens a cada 333 metros para operar sob os Alpes em escala inédita.
Com custo estimado em 29 bilhões de dólares e janela de entrega até 2033, o projeto aposta em reduzir o tempo de viagem e reequilibrar o transporte de cargas entre França e Itália.
Se você acompanha infraestrutura, mobilidade ou logística na Europa, registre quais indicadores vão definir sucesso ou fracasso do túnel ferroviário: prazo real, controle de custos, segurança, adesão de passageiros e migração de cargas do caminhão para o trilho.
Você acha que o túnel ferroviário Lyon-Turim vai cumprir a promessa de 2033 nos Alpes?


Acho e que é fundamental para a Itália e a França nos transportes de passageiros e de carga.
Pelos números apresentados a obra é bem promissora, é importante a redução de emissão de poluentes e de tempo para o transporte.Sem dúvida que uma obra dessa envergadura gera resíduos que devem ter o correto manejo e ou reciclagem para diminuir o impacto ambiental.