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Americana compra casa de 1 euro na Sicília por apenas US$ 1,16, descobre dois tetos desabados e reforma pesada pela frente, mas surpreende seguidores ao revelar que o imóvel não exigia comprovante de renda nem prazo rígido de obras, como muitos imaginavam nas redes sociais

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Escrito por Carla Teles Publicado em 15/07/2026 às 16:36 Atualizado em 15/07/2026 às 16:39
Americana compra casa de 1 euro na Sicília por apenas US$ 1,16, descobre dois tetos desabados e reforma pesada pela frente, mas surpreende seguidores ao revelar que o imóvel não exigia (2)
Na Sicília, uma casa de 1 euro tem dois tetos desabados e exige reforma estrutural, mas foi comprada sem comprovante de renda. Imagem: Celina Sengendo.
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Celina Sengendo, de 31 anos, adquiriu uma casa de 1 euro na Sicília, na Itália, após conhecer o programa em 2019; embora o imóvel tenha quatro andares e terraço panorâmico, a reforma inclui estrutura, elétrica, hidráulica, remoção de mofo e dois tetos desabados antes do acabamento e decoração planejados posteriormente.

A americana Celina Sengendo, de 31 anos, revelou em junho de 2026 que comprou uma casa de 1 euro na Sicília, na Itália, pelo equivalente a US$ 1,16. Executiva de operações e moradora de Houston, nos Estados Unidos, ela encontrou um imóvel de quatro andares que precisará de reparos estruturais e atualização completa das instalações.

Segundo reportagem da revista norte-americana People, em 24 de junho de 2026, Celina passou a explicar sua experiência no TikTok depois que seguidores questionaram se a oportunidade era verdadeira. O ponto que mais surpreendeu o público foi a ausência de comprovante de renda e de um cronograma rígido para reformar aquela propriedade específica.

Interesse começou com uma notícia publicada em 2019

Na Sicília, uma casa de 1 euro tem dois tetos desabados e exige reforma estrutural, mas foi comprada sem comprovante de renda.
Imagem: Celina Sengendo.

Celina conheceu os programas italianos de imóveis vendidos por um euro em 2019, ao encontrar uma reportagem sobre a iniciativa. Naquele momento, embora tenha ficado interessada, ela não estava em condições de avançar com a compra.

Anos depois, um vídeo no YouTube trouxe o assunto novamente à sua atenção. Ao descobrir que ainda existiam propriedades disponíveis, ela decidiu pesquisar o processo com mais profundidade e considerar seriamente a aquisição de uma casa na Itália.

Programas podem ter regras diferentes

Nas redes sociais, alguns usuários afirmaram que todos os compradores precisariam comprovar renda, apresentar grandes quantias antecipadamente e concluir a reforma dentro de prazos rigorosos. Celina explicou que essas exigências podem existir em determinadas cidades ou propriedades, mas não são idênticas em todos os casos.

A casa de 1 euro adquirida por ela, segundo seu relato, não estava condicionada à apresentação de comprovante de renda nem a um cronograma rígido de obras. A ausência dessas duas exigências não significa, porém, que todos os imóveis vendidos pelo programa italiano funcionem da mesma maneira.

Preço simbólico gerou desconfiança entre seguidores

Depois de compartilhar a compra no TikTok, Celina recebeu comentários de pessoas que acreditavam haver alguma condição escondida. O valor equivalente a US$ 1,16 parecia baixo demais para ser associado à aquisição de um imóvel de quatro andares em uma região italiana.

Ela passou a responder que a compra era real e que as particularidades precisavam ser avaliadas de acordo com o município e a propriedade. Parte do ceticismo surgiu da tentativa de aplicar regras conhecidas de outros programas ao caso específico apresentado por Celina.

Iniciativa busca recuperar imóveis abandonados

Muitas cidades participantes enfrentam redução populacional depois que moradores mais jovens deixam pequenas comunidades em busca de trabalho e outras oportunidades. Com menos habitantes, casas antigas acabam vazias e podem permanecer sem manutenção durante anos.

A venda por valores simbólicos funciona como uma tentativa de atrair novos proprietários e estimular a recuperação desses edifícios. O preço de compra reduz a barreira inicial, mas transfere ao comprador a responsabilidade de enfrentar o estado real da construção.

Duas propriedades já estavam reservadas

Encontrar a casa certa não foi imediato. Celina se interessou inicialmente por outros dois imóveis, mas descobriu que ambos já haviam sido reservados quando tentou avançar no processo.

Durante as buscas, ela ouviu o termo italiano “prenotata”, usado para indicar que a propriedade já estava ocupada ou comprometida. A experiência mostrou que, apesar do estado de abandono de muitas construções, algumas oportunidades atraem vários interessados e deixam de estar disponíveis rapidamente.

Imóvel escolhido quase foi descartado

Na Sicília, uma casa de 1 euro tem dois tetos desabados e exige reforma estrutural, mas foi comprada sem comprovante de renda.
Imagem: Celina Sengendo.

A propriedade comprada foi inicialmente ignorada por Celina devido à aparência deteriorada. Ao passar em frente ao edifício, ela considerou que o estado visível poderia representar uma reforma complexa demais.

A percepção mudou quando ela leu a descrição e notou que não havia fotografias do terraço na cobertura. Em vez de observar apenas os danos existentes, começou a imaginar como os espaços poderiam ser reorganizados e utilizados depois da recuperação.

Casa tem quatro andares e terraço panorâmico

A casa de 1 euro possui quatro pavimentos, terraço panorâmico na cobertura e espaço suficiente para receber entre quatro e seis quartos. A dimensão do imóvel amplia as possibilidades de uso, mas também aumenta a quantidade de áreas que precisarão ser restauradas.

O terraço foi um dos elementos que mais estimularam a imaginação da compradora. Ainda assim, o potencial arquitetônico convive com problemas estruturais que precisam ser resolvidos antes das etapas decorativas.

Dois tetos desabaram dentro da construção

Entre os danos mais graves estão dois tetos que já desabaram. A propriedade também apresenta infraestrutura envelhecida e precisa de intervenções nos sistemas elétrico e hidráulico, além da retirada de mofo.

Esses problemas demonstram que o valor simbólico da compra representa apenas o início do investimento. A restauração exigirá profissionais, materiais, planejamento e avaliação técnica para que o edifício possa voltar a ser ocupado com segurança.

Profissionais cuidarão dos reparos mais complexos

Video: Celina Sengendo/TikTok.

Celina pretende contratar especialistas para executar as intervenções estruturais e os serviços que exigem conhecimento técnico. Essa fase deverá ocorrer antes dos trabalhos ligados a acabamentos, revestimentos e organização dos ambientes.

Ela planeja assumir pessoalmente tarefas como colocação de azulejos, instalação de acessórios e decoração. A divisão procura deixar os trabalhos críticos com profissionais e reservar à proprietária as etapas que considera capaz de desenvolver por conta própria.

Falta de prazo não elimina o tamanho do desafio

A inexistência de um cronograma rígido permite que Celina organize a recuperação sem a pressão de concluir todas as obras dentro de um período previamente determinado. Isso pode facilitar o planejamento financeiro e a contratação dos serviços por fases.

Por outro lado, ela reconhece que ainda não é possível saber com precisão todos os problemas escondidos no imóvel. A principal incerteza de uma construção tão antiga está justamente nos danos que podem aparecer depois da abertura de paredes, tetos e instalações.

Compra barata pode esconder uma reforma cara

O caso mostra que adquirir uma casa de 1 euro não equivale a receber uma residência pronta por um valor simbólico. O preço reduzido está ligado ao estado de abandono e à necessidade de devolver utilidade a edifícios que deixaram de ser mantidos.

Mesmo sem exigência de renda ou prazo obrigatório, Celina terá de enfrentar dois tetos desabados, instalações antigas e reparos estruturais. O custo final da transformação não foi informado e dependerá do que os profissionais encontrarem durante a obra.

Projeto desafia ideias repetidas nas redes sociais

A experiência de Celina revela que as condições variam e precisam ser verificadas diretamente antes de qualquer decisão. Informações sobre outros municípios ou imóveis não devem ser tratadas automaticamente como regras válidas para todas as propriedades italianas.

Você compraria uma casa de 1 euro mesmo sabendo que dois tetos desabaram e que uma reforma pesada ainda estaria pela frente? Conte nos comentários se o preço simbólico compensaria a incerteza ou se os possíveis custos fariam você desistir do negócio.

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Carla Teles

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