A conversão do rebocador em casa flutuante levou 21 meses, substituiu partes degradadas por alumínio naval e criou uma moradia de 17 metros, quatro quartos, dois banheiros e três níveis, mas manteve desafios como seguro marítimo, energia controlada e busca por atracação em marina.
Pamela e Ulrich compraram o antigo rebocador em 1995 e passaram 21 meses reconstruindo boa parte da embarcação. O barco de 17 metros e 60 toneladas ganhou ambientes residenciais e se tornou a casa permanente onde o casal criou duas filhas.
A informação foi publicada por Auto Evolution, publicação digital sobre veículos, transporte e mobilidade. O trabalho exigiu a retirada de madeira apodrecida, a reconstrução do nível superior e o uso de alumínio naval.
A obra foi muito além de uma mudança na decoração. O casal precisou reorganizar uma embarcação antiga para receber quartos, banheiros, cozinha, áreas de convivência, aquecimento e ligações de água e eletricidade.
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Embarcação de 1926 passou de veleiro a rebocador
O Zenia Sofia foi construído em 1926 e inicialmente recebeu o nome Edward A Young. Naquela época, era um veleiro com dois mastros, estrutura bastante diferente daquela que possui como casa flutuante.
A embarcação trabalhou como rebocador durante aproximadamente quatro décadas. Esse tipo de barco ajuda a puxar, empurrar e posicionar outras embarcações, atividade que exige uma construção preparada para suportar grandes esforços.
Depois da fase de trabalho marítimo, o barco passou para proprietários particulares e começou a funcionar como moradia permanente em 1969, ainda com o nome Crusader. A compra feita por Pamela e Ulrich iniciou uma nova etapa de reforma e adaptação familiar.
O nome Zenia Sofia foi adotado em 2010 e reúne os nomes das duas filhas do casal. Elas cresceram dentro da embarcação, usando os quartos construídos na parte inferior do barco.
Madeira apodrecida revelou o tamanho da reforma naval
A condição da madeira mostrou que a transformação não poderia se limitar à criação de móveis e divisórias. Partes degradadas precisaram ser removidas antes que os novos ambientes fossem montados.
Pamela e Ulrich realizaram pessoalmente grande parte da reforma naval de 21 meses. Depois da retirada dos mastros, eles reconstruíram todo o nível superior e utilizaram alumínio naval na nova estrutura.

O alumínio naval é um material empregado em aplicações marítimas. Seu uso permitiu criar a parte superior necessária para ampliar a área residencial sem repetir toda a antiga construção de madeira.
A experiência de Ulrich com esculturas e trabalhos em metal ajudou na execução. Fazer parte dos serviços reduziu a dependência de profissionais externos, algo importante porque uma conversão desse tamanho pode ter custo elevado.
Casa flutuante reúne quatro quartos em 17 metros
O Zenia Sofia possui 17 metros de comprimento, pesa 60 toneladas e está organizado em três níveis. Essas dimensões permitiram criar uma moradia maior do que muitas casas flutuantes compactas.
A embarcação reúne quatro quartos, dois banheiros, duas salas, cozinha completa, despensa e cabine de comando revestida de madeira. O nível superior também funciona como área aberta durante os períodos de clima favorável.
A Auto Evolution, publicação digital sobre veículos, transporte e mobilidade, reuniu os detalhes da distribuição interna. Os quartos das filhas ficavam na parte inferior e compartilhavam um banheiro.
Depois que elas deixaram a casa, esses antigos dormitórios passaram a ser usados como depósitos. A mudança mostra como os espaços internos continuaram sendo adaptados à rotina dos moradores.
Cozinha e aquecimento exigiram soluções próprias para o barco
A cozinha utiliza gás para preparar alimentos e aquecer a água. Durante os meses frios, a embarcação conta com fogões a lenha e um aquecedor que utiliza combustível de madeira compactada.
Essas soluções ajudam a manter a casa em funcionamento, mas a eletricidade precisa ser controlada em algumas situações. O consumo não ocorre da mesma forma que em uma residência comum ligada diretamente à rede urbana.
A distribuição dos ambientes também precisou considerar o formato estreito e comprido da embarcação. Quartos, banheiros, cozinha e salas foram encaixados sem eliminar as áreas necessárias para circulação e operação do barco.
A cabine de comando foi mantida, enquanto os espaços residenciais ocuparam diferentes partes da estrutura. Assim, o Zenia Sofia preservou elementos de embarcação e passou a atender às necessidades diárias de uma família.
Moradia de 60 toneladas depende da infraestrutura da marina
Quando a visita interna foi registrada, o Zenia Sofia estava atracado na marina de Shilshole, em Seattle, nos Estados Unidos. O barco permanece ali durante boa parte do tempo e pode navegar nos meses de verão.
A água e a eletricidade utilizadas pelos moradores vêm da marina. Portanto, mesmo flutuando e mantendo capacidade de navegação, a casa depende de infraestrutura externa para funcionar com mais conforto.

Encontrar uma vaga de atracação adequada está entre as principais dificuldades enfrentadas por Pamela. Um barco de 17 metros e 60 toneladas não pode ocupar qualquer espaço disponível em uma marina.
O seguro marítimo representa outro ponto importante. Uma casa flutuante continua sendo uma embarcação e precisa lidar com riscos e necessidades diferentes dos encontrados em imóveis construídos sobre terrenos.
Reforma não elimina as exigências de uma embarcação antiga
A madeira apodrecida encontrada durante a obra mostra que a conservação interfere diretamente no uso residencial. Em um barco, uma parte estrutural comprometida pode causar problemas maiores do que uma simples falha de acabamento.
A idade da embarcação, o contato contínuo com a água e o tamanho da estrutura aumentam a importância da manutenção. A casa também precisa conservar sistemas de cozinha, aquecimento, energia, armazenamento e circulação dentro de um espaço originalmente criado para outra função.
O custo total da reforma não foi divulgado. Por isso, não é possível comparar com segurança o investimento realizado no Zenia Sofia com o preço de uma casa convencional.
O caso mostra que reaproveitar uma embarcação antiga pode prolongar sua vida útil, mas exige conhecimento técnico, trabalho estrutural e acesso permanente a serviços de marina.
O Zenia Sofia deixou de cumprir sua antiga função como rebocador e recebeu uma estrutura residencial com quatro quartos, duas salas e dois banheiros. A reforma preservou uma embarcação de 1926 e permitiu seu uso contínuo como moradia familiar.
Ao mesmo tempo, os 21 meses de trabalho, a substituição da madeira e a reconstrução com alumínio naval mostram que uma casa flutuante desse porte não nasce apenas de uma ideia criativa. Ela depende de engenharia, manutenção e infraestrutura.
Você trocaria uma casa convencional por um rebocador adaptado mesmo sabendo que teria de cuidar da embarcação, do seguro e da atracação?

