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Casal comprou um antigo rebocador de 1926, retirou madeira apodrecida, reconstruiu o nível superior com alumínio naval e criou uma casa flutuante de 60 toneladas onde duas filhas cresceram

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 15/07/2026 às 17:33 Atualizado em 15/07/2026 às 17:37
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Conversão do rebocador em casa flutuante levou 21 meses
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A conversão do rebocador em casa flutuante levou 21 meses, substituiu partes degradadas por alumínio naval e criou uma moradia de 17 metros, quatro quartos, dois banheiros e três níveis, mas manteve desafios como seguro marítimo, energia controlada e busca por atracação em marina.

Pamela e Ulrich compraram o antigo rebocador em 1995 e passaram 21 meses reconstruindo boa parte da embarcação. O barco de 17 metros e 60 toneladas ganhou ambientes residenciais e se tornou a casa permanente onde o casal criou duas filhas.

A informação foi publicada por Auto Evolution, publicação digital sobre veículos, transporte e mobilidade. O trabalho exigiu a retirada de madeira apodrecida, a reconstrução do nível superior e o uso de alumínio naval.

A obra foi muito além de uma mudança na decoração. O casal precisou reorganizar uma embarcação antiga para receber quartos, banheiros, cozinha, áreas de convivência, aquecimento e ligações de água e eletricidade.

Embarcação de 1926 passou de veleiro a rebocador

O Zenia Sofia foi construído em 1926 e inicialmente recebeu o nome Edward A Young. Naquela época, era um veleiro com dois mastros, estrutura bastante diferente daquela que possui como casa flutuante.

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A embarcação trabalhou como rebocador durante aproximadamente quatro décadas. Esse tipo de barco ajuda a puxar, empurrar e posicionar outras embarcações, atividade que exige uma construção preparada para suportar grandes esforços.

Depois da fase de trabalho marítimo, o barco passou para proprietários particulares e começou a funcionar como moradia permanente em 1969, ainda com o nome Crusader. A compra feita por Pamela e Ulrich iniciou uma nova etapa de reforma e adaptação familiar.

O nome Zenia Sofia foi adotado em 2010 e reúne os nomes das duas filhas do casal. Elas cresceram dentro da embarcação, usando os quartos construídos na parte inferior do barco.

Madeira apodrecida revelou o tamanho da reforma naval

A condição da madeira mostrou que a transformação não poderia se limitar à criação de móveis e divisórias. Partes degradadas precisaram ser removidas antes que os novos ambientes fossem montados.

Pamela e Ulrich realizaram pessoalmente grande parte da reforma naval de 21 meses. Depois da retirada dos mastros, eles reconstruíram todo o nível superior e utilizaram alumínio naval na nova estrutura.

Embarcação de 1926 passou de veleiro a rebocador
Embarcação de 1926 passou de veleiro a rebocador

O alumínio naval é um material empregado em aplicações marítimas. Seu uso permitiu criar a parte superior necessária para ampliar a área residencial sem repetir toda a antiga construção de madeira.

A experiência de Ulrich com esculturas e trabalhos em metal ajudou na execução. Fazer parte dos serviços reduziu a dependência de profissionais externos, algo importante porque uma conversão desse tamanho pode ter custo elevado.

Casa flutuante reúne quatro quartos em 17 metros

O Zenia Sofia possui 17 metros de comprimento, pesa 60 toneladas e está organizado em três níveis. Essas dimensões permitiram criar uma moradia maior do que muitas casas flutuantes compactas.

A embarcação reúne quatro quartos, dois banheiros, duas salas, cozinha completa, despensa e cabine de comando revestida de madeira. O nível superior também funciona como área aberta durante os períodos de clima favorável.

A Auto Evolution, publicação digital sobre veículos, transporte e mobilidade, reuniu os detalhes da distribuição interna. Os quartos das filhas ficavam na parte inferior e compartilhavam um banheiro.

Depois que elas deixaram a casa, esses antigos dormitórios passaram a ser usados como depósitos. A mudança mostra como os espaços internos continuaram sendo adaptados à rotina dos moradores.

Cozinha e aquecimento exigiram soluções próprias para o barco

A cozinha utiliza gás para preparar alimentos e aquecer a água. Durante os meses frios, a embarcação conta com fogões a lenha e um aquecedor que utiliza combustível de madeira compactada.

Essas soluções ajudam a manter a casa em funcionamento, mas a eletricidade precisa ser controlada em algumas situações. O consumo não ocorre da mesma forma que em uma residência comum ligada diretamente à rede urbana.

A distribuição dos ambientes também precisou considerar o formato estreito e comprido da embarcação. Quartos, banheiros, cozinha e salas foram encaixados sem eliminar as áreas necessárias para circulação e operação do barco.

A cabine de comando foi mantida, enquanto os espaços residenciais ocuparam diferentes partes da estrutura. Assim, o Zenia Sofia preservou elementos de embarcação e passou a atender às necessidades diárias de uma família.

Moradia de 60 toneladas depende da infraestrutura da marina

Quando a visita interna foi registrada, o Zenia Sofia estava atracado na marina de Shilshole, em Seattle, nos Estados Unidos. O barco permanece ali durante boa parte do tempo e pode navegar nos meses de verão.

A água e a eletricidade utilizadas pelos moradores vêm da marina. Portanto, mesmo flutuando e mantendo capacidade de navegação, a casa depende de infraestrutura externa para funcionar com mais conforto.

Moradia de 60 toneladas depende da infraestrutura da marina
Moradia de 60 toneladas depende da infraestrutura da marina

Encontrar uma vaga de atracação adequada está entre as principais dificuldades enfrentadas por Pamela. Um barco de 17 metros e 60 toneladas não pode ocupar qualquer espaço disponível em uma marina.

O seguro marítimo representa outro ponto importante. Uma casa flutuante continua sendo uma embarcação e precisa lidar com riscos e necessidades diferentes dos encontrados em imóveis construídos sobre terrenos.

Reforma não elimina as exigências de uma embarcação antiga

A madeira apodrecida encontrada durante a obra mostra que a conservação interfere diretamente no uso residencial. Em um barco, uma parte estrutural comprometida pode causar problemas maiores do que uma simples falha de acabamento.

A idade da embarcação, o contato contínuo com a água e o tamanho da estrutura aumentam a importância da manutenção. A casa também precisa conservar sistemas de cozinha, aquecimento, energia, armazenamento e circulação dentro de um espaço originalmente criado para outra função.

O custo total da reforma não foi divulgado. Por isso, não é possível comparar com segurança o investimento realizado no Zenia Sofia com o preço de uma casa convencional.

O caso mostra que reaproveitar uma embarcação antiga pode prolongar sua vida útil, mas exige conhecimento técnico, trabalho estrutural e acesso permanente a serviços de marina.

O Zenia Sofia deixou de cumprir sua antiga função como rebocador e recebeu uma estrutura residencial com quatro quartos, duas salas e dois banheiros. A reforma preservou uma embarcação de 1926 e permitiu seu uso contínuo como moradia familiar.

Ao mesmo tempo, os 21 meses de trabalho, a substituição da madeira e a reconstrução com alumínio naval mostram que uma casa flutuante desse porte não nasce apenas de uma ideia criativa. Ela depende de engenharia, manutenção e infraestrutura.

Você trocaria uma casa convencional por um rebocador adaptado mesmo sabendo que teria de cuidar da embarcação, do seguro e da atracação?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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