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Amado Batista vendeu em 2025 uma fazenda de 7.200 km² no Mato Grosso por R$ 350 milhões, propriedade maior que muitos municípios brasileiros, com três pistas de pouso, dez lagos e 17 mil cabeças de gado, e ainda assim mantém outras fazendas que faturam R$ 120 milhões por ano só com a venda de bois

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 22/04/2026 às 17:13
Atualizado em 22/04/2026 às 17:17
Assista o vídeoAmado Batista vendeu em 2025 uma fazenda de 7.200 km² no Mato Grosso por R$ 350 milhões, propriedade maior que muitos municípios brasileiros, com três pistas de pouso, dez lagos e 17 mil cabeças de gado, e ainda assim mantém outras fazendas que faturam R$ 120 milhões por ano só com a venda de bois
fazenda colossal de amado batista vendida em 2025
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Amado Batista vendeu sua fazenda por R$ 350 milhões no Mato Grosso com 17 mil cabeças de gado e mantém propriedades que faturam até R$ 135 milhões por ano.

Segundo o portal CompreRural, a venda da fazenda foi confirmada em 9 de março de 2025 e é considerada uma das maiores transações do setor rural brasileiro naquele ano. O comprador foi o Grupo Ouro Verde, conglomerado agropecuário sediado em Silvânia, Goiás, com atuação em confinamento de gado e produção de soja e milho em quatro estados. Amado Rodrigues Batista, nascido em 1951 em uma fazenda de Davinópolis, no interior de Goiás, deixou o campo ainda jovem para trabalhar em Goiânia e retornou décadas depois como um dos grandes nomes do agronegócio brasileiro. A venda da propriedade estava se arrastando desde o seu anúncio, ainda em 2021, quando o assunto ganhou a mídia com o anúncio feito pelo sertanejo.

Trajetória de Amado Batista começa na roça, passa pelo comércio de discos e se consolida na música brasileira

Amado Batista cresceu como o caçula de oito irmãos em uma família de lavradores. Aos 14 anos, mudou-se para Goiânia em busca de oportunidades e trabalhou como faxineiro, balconista e subgerente de livraria.

Em 1970, investiu suas economias na abertura de uma loja de discos. O negócio cresceu e se transformou em uma rede com quatro unidades na capital goiana.

A carreira musical começou em 1975, com a gravação do primeiro compacto. O sucesso veio rapidamente. Em 1976, a música “Desisto” ultrapassou 100 mil cópias vendidas, e em 1982 o álbum “Sol Vermelho” superou a marca de 1 milhão de cópias.

Ao longo de quase cinco décadas, Amado Batista gravou cerca de 40 discos, vendeu mais de 38 milhões de cópias e acumulou dezenas de certificações entre ouro, platina e diamante.

Investimentos em fazendas começaram nos anos 1980 e deram origem ao grupo Fazendas AB

Com o crescimento da renda proveniente da música, Amado Batista iniciou investimentos em terras ainda nos anos 1980.

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As primeiras propriedades foram adquiridas em Goiás, seguidas por expansões no Mato Grosso, estado que concentra parte significativa da produção agropecuária do país.

Esses investimentos deram origem ao grupo Fazendas AB, composto por propriedades como Sol Vermelho, Buritizal e Sítio Esperança, que juntas somam cerca de 35 mil hectares dedicados principalmente à pecuária de corte.

Fazenda em Cocalinho no Mato Grosso possuía estrutura comparável a pequenas cidades rurais

A propriedade vendida estava localizada em Cocalinho, no nordeste do Mato Grosso, região estratégica próxima ao Rio Araguaia.

A área total informada foi de 7.200 km², sendo 4.680 km² considerados produtivos, com infraestrutura extensa e altamente estruturada para operações agropecuárias.

Dentro da fazenda havia três pistas de pouso, dez lagos artificiais, quatro rios e dois córregos naturais, além de 25 residências para funcionários e gestores.

lago da fazenda do cantor – reprodução

A estrutura incluía ainda sistemas de comunicação por rádio alimentados por energia solar, internet, telefonia e maquinário agrícola moderno. A sede principal contava com 11 quartos, cinco suítes, área de lazer completa com piscina, sauna, rancho e campo de futebol.

Rebanho de 17 mil cabeças de gado consolidava operação pecuária em larga escala

No momento da venda, a fazenda mantinha cerca de 17 mil cabeças de gado. A operação utilizava tecnologia de manejo e estrutura produtiva voltada à eficiência na pecuária de corte, com foco em produtividade e escala. Esse volume colocava a propriedade entre as grandes operações pecuárias da região.

Venda ocorreu após casamento e em meio a questões ambientais e estratégicas do negócio

Em março de 2025, pouco antes da conclusão da venda, Amado Batista realizou seu casamento com Calita Franciele na própria fazenda.

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A propriedade foi utilizada como cenário da cerimônia e, no mesmo período, negociada por R$ 350 milhões.

A decisão de venda também foi influenciada por fatores regulatórios e ambientais, incluindo uma multa aplicada pelo Ibama em 2014 relacionada a desmatamento.

Grupo Ouro Verde adquiriu a fazenda com planos de expandir produção agrícola e pecuária

O Grupo Ouro Verde assumiu a propriedade com toda a estrutura existente, incluindo maquinário, rebanho e infraestrutura completa.

A estratégia do comprador envolve expansão da produção agrícola, especialmente grãos, aproveitando o potencial da região.

area de pscina e lagos da fazenda – Reprodução

Mesmo após a venda da fazenda em Cocalinho, Amado Batista continua ativo no agronegócio por meio de outras propriedades do grupo Fazendas AB. O volume atual de produção gira em torno de 25 mil cabeças de gado comercializadas por ano.

Esse nível de produção gera um faturamento bruto estimado entre R$ 120 milhões e R$ 135 milhões anuais, considerando os preços do mercado de boi gordo.

Comparação mostra que renda do agronegócio supera atividade musical em escala anual

O cachê médio de shows do cantor varia entre R$ 200 mil e R$ 350 mil. Para alcançar o mesmo faturamento anual obtido com a venda de gado, seria necessário realizar centenas de apresentações ao longo do ano, o que evidencia o peso do agronegócio em sua estrutura financeira.

A trajetória de Amado Batista combina sucesso na música e expansão no agronegócio.

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Com patrimônio estimado em cerca de R$ 1 bilhão, ele construiu dois pilares financeiros independentes: um baseado na indústria musical e outro sustentado pela produção rural.

Agora queremos saber: investir em terra e pecuária ainda é uma das estratégias mais sólidas de construção de patrimônio no Brasil?

A trajetória de Amado Batista mostra uma estratégia de diversificação que atravessa décadas.

Na sua visão, o agronegócio continua sendo uma das formas mais seguras de construção de riqueza no país ou enfrenta mudanças estruturais que podem alterar esse cenário?

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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