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Alerta em Santa Catarina: ciclones voltam ao radar, fenômeno tem calendário definido, maioria fica no mar, poucos oferecem risco real, mas quando avançam podem gerar vendavais, tempestades severas e até tornados, como já ocorreu no Estado, segundo meteorologistas

Publicado em 15/01/2026 às 13:38
Atualizado em 15/01/2026 às 13:39
Ciclones voltam ao radar em Santa Catarina com frentes frias; maioria fica no mar, mas tempestades severas e vento forte exigem atenção no outono.
Ciclones voltam ao radar em Santa Catarina com frentes frias; maioria fica no mar, mas tempestades severas e vento forte exigem atenção no outono.
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Com a chegada do outono, ciclones extratropicais entram na rotina de Santa Catarina, seguem padrão sazonal e geralmente ficam em alto mar, mas os raros casos continentalizados elevam riscos.

Em Santa Catarina, os ciclones extratropicais voltam a ganhar destaque com a chegada do outono porque fazem parte do padrão climático do Sul do Brasil e têm um comportamento sazonal bem definido, com meses em que ficam mais ativos e organizados.

A maioria dos ciclones se forma associada às frentes frias e permanece no oceano, sem efeitos relevantes em terra. O alerta maior aparece quando parte desses sistemas se aproxima da costa ou avança para o continente, podendo organizar episódios de tempo severo.

Quando os ciclones ficam mais frequentes em Santa Catarina

Os ciclones extratropicais tendem a se tornar mais ativos e organizados a partir de abril, maio, junho, julho e agosto. Depois desse período, a frequência diminui, com ocorrência menor em setembro, outubro e novembro.

Esse “calendário” ajuda a explicar por que o tema aparece mais nas previsões do tempo e nas conversas da população justamente a partir do outono, quando a atmosfera favorece sistemas mais bem estruturados na região Sul.

Por que os ciclones se formam e por que quase sempre andam com frentes frias

Os ciclones extratropicais estão diretamente ligados ao avanço das frentes frias. Na prática, quase todas as frentes frias possuem um ciclone associado, em cerca de 98% dos casos.

O padrão mais comum é o ciclone ficar posicionado em alto mar, sobre o oceano.

Mesmo quando não traz impactos em terra, ele tem papel importante ao organizar a circulação atmosférica e ao contribuir para o ciclo das chuvas no Sul do país.

Por que a maioria dos ciclones não oferece risco em terra

Apesar do nome chamar atenção, a regra é que os ciclones não provoquem impactos relevantes em áreas continentais.

De aproximadamente 20 ciclones extratropicais que se formam sobre o oceano, apenas dois ou três acabam se aproximando mais da costa ou se continentalizando.

Quando permanecem afastados, os maiores efeitos tendem a ficar restritos à navegação marítima, com condições mais adversas para embarcações em alto mar, enquanto o continente sente pouco ou quase nada.

Quando o ciclone vira perigo e o que significa “continentalizado”

O cenário que exige mais atenção é o dos ciclones continentalizados, quando o sistema avança sobre o continente. Nessa situação, o ciclone consegue organizar tempestades severas, provocar vendavais e até favorecer a ocorrência de tornados.

Um caso citado como exemplo em Santa Catarina ocorreu em 7 de novembro de 2025, quando um ciclone continentalizado contribuiu para a formação de tornados, classificados como sistemas de mesoescala com potencial de destruição conforme a intensidade dos ventos.

Eventos extremos existem, mas ficam fora do padrão

Mesmo com um calendário sazonal relativamente previsível, alguns episódios entram na categoria de extremos. Entre os eventos mais intensos já registrados está o ciclone bomba de junho de 2020, considerado um caso fora do padrão.

Esse evento provocou inúmeros transtornos em Santa Catarina, registrou mortes no Estado e ainda esteve associado à formação de um derecho, descrito como uma linha de instabilidade ligada a ventos muito fortes e destrutivos.

O ponto central é que extremos chamam atenção, mas não representam o comportamento típico da maioria dos ciclones que aparecem ao longo da temporada.

O que a previsão mais recente indica para Santa Catarina

No cenário mais recente descrito, não há ciclones oferecendo risco direto a Santa Catarina.

A frente fria que passa de sexta-feira (16) para sábado (17) tem um ciclone associado, porém ele está em alto mar, a milhares de quilômetros da região.

Há também indicação de outro sistema para o fim do mês, igualmente distante do litoral.

A avaliação é de cenário tranquilo, sem ciclone passando próximo do Estado no curto prazo.

Se um aviso de ciclones aparecer no outono, você prefere acompanhar por aplicativos e alertas no celular ou confia mais na previsão diária dos meteorologistas?

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Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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