Reportagem do Terra publicada em 01/09/2023 mostra Athena Rodrigues, ex-advogada tributária de Belo Horizonte, que abriu a Dona Zelda em 2020, com R$ 2 mil, para vender pão de queijo em São Paulo, operar atacado, delivery próprio, loja no Edifício Copan e faturar R$ 300 mil por ano atualmente.
O pão de queijo virou o centro do negócio de Athena Rodrigues, mineira de Belo Horizonte que deixou a carreira de advogada CLT para empreender em São Paulo. Em 2020, ao lado do marido Lucas da Silva, ela criou a Dona Zelda com investimento inicial de R$ 2 mil.
Segundo reportagem do Terra, publicada em 1º de setembro de 2023, Athena tinha 34 anos, vinha de quase dez anos na advocacia e atuava na área tributária antes de mudar de rota. O foco da história está no modelo de negócio criado em torno de um produto mineiro, com operação em atacado, delivery próprio e loja física no centro paulista.
Dona Zelda nasceu em 2020 com investimento inicial de R$ 2 mil
A marca Dona Zelda foi criada em 2020, durante a pandemia, quando Athena já vivia em São Paulo. A ideia foi apostar em um produto fortemente ligado à memória afetiva de Minas Gerais, mas com operação pensada para o mercado paulistano.
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O investimento inicial informado pela empreendedora foi de R$ 2 mil. Esse dado chama atenção porque mostra uma entrada enxuta no negócio, mas não deve ser lido como fórmula pronta: o crescimento veio depois com rede de clientes, canais de venda e posicionamento do produto.
Nome da marca homenageia a família
O nome Dona Zelda tem origem familiar. Athena contou ao Terra que sua avó, chamada Zilda, foi quem a ensinou a fazer pão de queijo. O avô, já falecido, chamava a esposa de Zelda, e o nome acabou virando homenagem aos dois.
Esse detalhe ajuda a dar identidade à marca sem transformar o negócio apenas em memória afetiva. A homenagem funciona como narrativa de origem, mas o crescimento dependeu de produto, atendimento, canais comerciais e consistência de venda.
Negócio opera em três frentes de venda
A Dona Zelda não ficou restrita à venda direta no balcão. Segundo Athena, o negócio atua em três frentes: atacado para cafeterias e empórios, delivery próprio de pão de queijo congelado para assar em casa e loja física no Edifício Copan, no centro de São Paulo.
Essa divisão é importante porque reduz dependência de um único canal. O atacado amplia recorrência, o delivery leva o produto para dentro das casas e a loja física fortalece a experiência da marca.
Loja no Copan virou ponto de contato com o público

A presença no Edifício Copan coloca a Dona Zelda em um endereço simbólico de São Paulo. A reportagem informa que o espaço atrai tanto paulistas quanto mineiros interessados no pão de queijo da marca.
Na loja, além do pão de queijo, há opções recheadas preparadas na hora, produto congelado para levar, bolo, biscoito frito e bolinho de chuva. O cardápio reforça uma proposta de comida mineira afetiva, mas organizada como operação comercial.
Produto mineiro encontrou público em São Paulo
Athena afirma que São Paulo tem uma comunidade de pessoas apaixonadas por Minas. Segundo ela, muitos clientes paulistas relatam viagens, festas e experiências em cidades mineiras, o que ajuda a criar conexão com a proposta da marca.
Essa ponte cultural é parte do diferencial do negócio. A Dona Zelda não vende apenas pão de queijo; vende uma referência de Minas adaptada ao cotidiano de quem circula pelo centro de São Paulo.
Rede de clientes cresceu por indicação
No início, segundo Athena, amigos compravam o produto e davam para outras pessoas de presente. Depois, esses novos clientes também passaram a indicar para outros consumidores, formando uma rede de compradores em diferentes bairros da capital paulista.
Esse crescimento por recomendação é valioso em negócios de comida, porque confiança e experiência contam muito. Quando o cliente leva o produto para outra pessoa, ele também leva uma validação informal da marca.
Faturamento chegou a R$ 300 mil por ano
A reportagem informa que a Dona Zelda alcançou faturamento anual de R$ 300 mil, o equivalente a cerca de R$ 25 mil por mês. O dado mostra a evolução de um negócio que começou pequeno e passou a operar com diferentes canais de venda.
Esse faturamento precisa ser lido como receita, não como lucro. A fonte não detalha custos de produção, aluguel, equipe, matéria-prima, logística ou margem. Por isso, o número mostra escala comercial, mas não permite concluir quanto sobra líquido para a empresa.
Carreira jurídica deu lugar a gestão de marca
Athena vinha de uma família de advogados e trabalhou por quase dez anos na área. Na entrevista, ela afirmou que não se arrependia de ter cursado direito, mas sentia falta de criatividade e de envolvimento maior com o trabalho.
Na nova fase, a habilidade central passou a ser outra: construir marca, vender, organizar canais, atender clientes e planejar expansão. A mudança de carreira aparece menos como ruptura emocional e mais como transição para um negócio próprio com identidade clara.
Atacado é aposta para ampliar a marca
Athena afirmou que deseja ampliar a parte de atacado. Como o pão de queijo é vendido também congelado, a empreendedora vê possibilidade de chegar a mais lugares, incluindo outros estados e supermercados.
Ao mesmo tempo, ela reconhece uma barreira importante: logística. A fonte informa que a empresa ainda estudava como fazer o produto chegar a outros estados com valor competitivo. Essa cautela é relevante porque expansão de alimento congelado depende de transporte, preço final e capacidade operacional.
Pão de queijo virou negócio, não apenas receita caseira
A história da Dona Zelda mostra que uma receita tradicional pode virar empresa quando ganha canal de venda, marca, atendimento, embalagem, recorrência e estratégia de distribuição. O pão de queijo é o produto central, mas o negócio se sustenta na forma como ele chega ao cliente.
Esse é o ponto que diferencia uma boa receita de uma operação comercial. Produto bom abre portas, mas faturamento recorrente exige organização, logística, relacionamento e capacidade de atender diferentes públicos.
O que esse negócio revela sobre comida afetiva
A trajetória de Athena Rodrigues mostra como um produto regional pode ganhar valor em outro mercado quando combina origem, qualidade percebida e canais bem definidos. A Dona Zelda levou o pão de queijo mineiro para São Paulo com loja, delivery e atacado, criando uma operação que fatura R$ 300 mil por ano.
A pergunta que fica é se mais receitas tradicionais brasileiras podem virar negócios fortes fora de seus estados de origem. Você acredita que comida afetiva, quando bem posicionada, pode competir com cafeterias, empórios e marcas maiores? Deixe sua opinião nos comentários.
