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Abandonados ainda recém-nascidos com 18 meses de diferença, dois bebês são adotados pela mesma família, crescem lado a lado acreditando ser irmãos apenas de criação e, quase 20 anos depois, um teste de DNA revela que eles eram irmãos biológicos desde o começo

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Escrito por Valdemar Medeiros Publicado em 02/09/2026 às 21:18
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Dois jovens adotados pelo mesmo casal descobrem, após teste de DNA, que são irmãos biológicos completos e haviam sido abandonados separadamente ao nascer.
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Dois jovens adotados pelo mesmo casal descobrem, após teste de DNA, que são irmãos biológicos completos e haviam sido abandonados separadamente ao nascer.

Frank e Vicky Laffin passaram praticamente a vida inteira acreditando que eram irmãos apenas porque haviam sido adotados pelo mesmo casal. Em julho de 2023, aos 20 e 19 anos, um teste de DNA revelou algo que nem eles nem seus pais imaginavam: os dois eram irmãos biológicos completos e haviam sido abandonados separadamente, ainda recém-nascidos, antes de acabarem na mesma família.

Segundo o The Washington Post, que reconstruiu o caso em uma reportagem publicada em 22 de agosto de 2023, Frank e Vicky foram encontrados em Staten Island, em Nova York, em episódios separados por cerca de um ano e meio. O primeiro foi abandonado em 2002. Vicky foi encontrada em fevereiro de 2004. Sem qualquer informação que ligasse biologicamente as duas crianças, Angela e Dennis Laffin adotaram ambas. Quase duas décadas depois, a AncestryDNA indicaria que Frank e Vicky compartilhavam entre 49% e 56% do DNA analisado.

Frank foi encontrado recém-nascido na porta de uma creche

A sequência extraordinária começou em 2002, quando Frank foi encontrado ainda recém-nascido dentro de uma bolsa para bebê deixada diante de uma creche em Staten Island.

Naquela época, Angela e Dennis Laffin já eram pais de Nicholas, nascido em 1995. Depois de passarem anos tentando aumentar a família e enfrentarem dificuldades de fertilidade, decidiram iniciar um processo de adoção. O casal pesquisou diferentes possibilidades antes de optar por procurar uma criança nos Estados Unidos.

Depois de cumprir treinamento, avaliações médicas, estudo domiciliar e verificações de antecedentes necessárias ao processo, os Laffin se registraram em uma agência de adoção. A ligação que esperavam chegou em 10 de setembro de 2002.

Frank chegou à casa da família naquele mesmo dia.

Angela contou posteriormente que o bebê era extremamente pequeno. Para escolher o nome do novo integrante da família, os Laffin colocaram três opções em um recipiente e deixaram Nicholas selecionar uma delas.

A partir dali, Frank passou a ser simplesmente um dos filhos do casal. Nada indicava que outro bebê ligado diretamente a ele pelo sangue ainda cruzaria o caminho daquela família.

Dois anos depois, outra bebê é encontrada em um banheiro de hospital

Em fevereiro de 2004, outro abandono mobilizou Staten Island.

Claudia Beadle, técnica cardíaca que trabalhava no hospital hoje chamado Richmond University Medical Center, entrou em um banheiro da instituição e encontrou uma recém-nascida.

A bebê estava enrolada em um cobertor. Beadle a pegou e levou imediatamente para receber atendimento médico. A equipe pediátrica passou a cuidar da menina enquanto seu futuro era definido.

Aquela criança receberia mais tarde o nome de Vicky Lynn Laffin.

Dois jovens adotados pelo mesmo casal descobrem, após teste de DNA, que são irmãos biológicos completos e haviam sido abandonados separadamente ao nascer.
Dois jovens adotados pelo mesmo casal descobrem, após teste de DNA, que são irmãos biológicos completos e haviam sido abandonados separadamente ao nascer.

Segundo a ABC News, Angela e Dennis acabaram adotando a menina. Os Laffin, portanto, passaram a ter três filhos: Nicholas, o filho biológico mais velho, Frank e Vicky, os dois adotados.

O que ninguém naquela casa sabia era que a conexão entre os dois filhos mais novos havia começado antes de qualquer adoção.

Os dois bebês terminaram na mesma família sem ninguém saber por quê

Frank e Vicky haviam sido encontrados separadamente em Staten Island. Ele havia sido deixado diante de uma creche. Ela havia sido localizada em um banheiro de hospital. Entre os episódios havia aproximadamente um ano e meio de diferença.

Para Angela e Dennis, eram duas adoções independentes.

Os pais adotivos não conheciam os pais biológicos das crianças e não receberam qualquer informação que indicasse que Frank e Vicky poderiam pertencer à mesma família de origem. O próprio Washington Post registrou que a revelação posterior surpreendeu completamente o casal.

O resultado foi uma coincidência difícil de imaginar: duas crianças biologicamente ligadas, abandonadas em momentos distintos, foram encaminhadas por caminhos separados até terminarem sob o mesmo teto.

Frank e Vicky cresceriam juntos sem conhecer essa parte da própria história.

Eles sempre souberam que eram adotados

Angela e Dennis não esconderam dos filhos que eles haviam sido adotados.

O casal, porém, decidiu não explicar imediatamente todos os detalhes sobre como Frank e Vicky tinham sido encontrados. Termos relacionados ao abandono eram evitados enquanto os dois ainda eram crianças, porque os pais acreditavam que poderiam compreender melhor essas circunstâncias quando fossem mais velhos.

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Nicholas conheceu mais cedo parte da história dos irmãos, mas respeitou a decisão dos pais.

Frank e Vicky cresceram descrevendo a própria infância como estável, amorosa e divertida. O fato de terem sido adotados não diminuía o sentimento de pertencimento dentro da casa.

Por isso, durante muitos anos, eles demonstraram pouca necessidade de investigar profundamente quem eram seus pais biológicos.

A maior revelação da família permanecia escondida.

Um recorte de jornal revelou a Frank como sua vida havia começado

A situação começou a mudar em 2023.

Frank procurava um documento entre arquivos do pai quando encontrou um antigo recorte de jornal relacionado ao dia em que havia sido encontrado. Ao ler o material, começou a ligar os acontecimentos e percebeu como havia chegado à família Laffin.

Angela se emocionou ao descobrir que o filho havia encontrado a informação sozinho. Ela pretendia conversar sobre o assunto de maneira preparada e cuidadosa.

Frank, entretanto, tranquilizou a mãe.

Conhecer as circunstâncias de seu nascimento não mudou a percepção que tinha sobre Angela e Dennis nem sobre a família na qual havia crescido.

Depois que Frank soube de sua história, Vicky também quis conhecer a própria origem.

Foi nesse momento que os dois perceberam algo que até então nunca havia recebido grande atenção: suas histórias apresentavam semelhanças extraordinárias.

Os dois haviam sido abandonados na mesma região

Frank e Vicky descobriram que tinham sido encontrados recém-nascidos em Staten Island.

As circunstâncias não eram idênticas, mas apresentavam um elemento difícil de ignorar: havia apenas cerca de 18 meses entre um abandono e o outro.

Ainda assim, isso não significava necessariamente que fossem parentes.

A cidade tinha milhões de habitantes na região metropolitana de Nova York, e não existia nenhuma documentação conhecida pelos Laffin que conectasse as duas crianças biologicamente.

Os irmãos então decidiram fazer testes genéticos.

A intenção inicial não era provar parentesco entre eles.

Frank e Vicky queriam descobrir mais sobre suas próprias origens.

O teste deveria revelar ancestralidade, não mudar a história da família

Angela e Dennis apoiaram a curiosidade dos filhos e compraram kits da AncestryDNA.

Frank enviou sua amostra primeiro. Quando os resultados chegaram, ele encontrou informações sobre sua ancestralidade, incluindo origens italiana e inglesa que não esperava. Fora isso, nada provocou grande impacto.

Depois chegou a vez de Vicky.

Em 29 de julho de 2023, ela recebeu os resultados.

O que apareceu na tela não era apenas uma lista de regiões, populações ou possíveis parentes distantes.

Entre as correspondências genéticas havia um nome extremamente conhecido.

Era Frank.

O DNA mostrou que seu irmão adotivo também era seu irmão biológico

A plataforma indicou que Frank e Vicky compartilhavam entre 49% e 56% do DNA analisado.

O nível de correspondência era compatível com irmãos biológicos completos.

Vicky havia crescido com Frank. Eles tinham compartilhado a mesma casa, os mesmos pais adotivos e grande parte das mesmas lembranças.

Agora, aos 19 anos, ela descobria que o rapaz que sempre chamara de irmão também compartilhava sua origem genética.

A ABC News confirmou posteriormente que os Laffin descobriram que Frank e Vicky eram irmãos biológicos e compartilhavam a mesma mãe biológica.

O acaso havia feito algo extraordinário: manteve juntos dois irmãos que ninguém sabia que precisavam ser reunidos.

Frank pensou inicialmente que a irmã estivesse brincando

A própria família teve dificuldade para acreditar.

Segundo o Washington Post, quando Vicky telefonou para Frank e contou o que havia aparecido nos resultados, ele inicialmente pensou que a irmã estivesse fazendo uma brincadeira.

Angela também precisou de alguns instantes para entender.

Para a mãe, ouvir que Frank era irmão de Vicky parecia uma constatação óbvia. Eles haviam sido criados como irmãos desde pequenos.

A diferença estava na palavra seguinte.

Biológicos.

O teste mostrava que o vínculo que a família havia construído por meio da adoção também existia geneticamente desde o nascimento.

“As chances são insanas”

Frank resumiu a descoberta de forma direta ao comentar o caso com a ABC News.

Os dois tinham sido encontrados com aproximadamente um ano e meio de diferença e haviam terminado na mesma família.

“As chances são insanas”, afirmou.

A frase sintetizava o componente mais extraordinário da história.

Frank não havia sido adotado porque alguém sabia que Vicky apareceria depois.

Vicky não havia sido encaminhada aos Laffin porque autoridades soubessem que Frank era seu irmão.

Segundo os relatos publicados, os próprios pais adotivos desconheciam qualquer ligação entre as famílias biológicas das duas crianças.

Ainda assim, os irmãos haviam terminado juntos.

Vicky reencontrou a mulher que a encontrou no hospital

As descobertas sobre o passado não terminaram com o teste de DNA.

Vicky também retornou ao Richmond University Medical Center e reencontrou Claudia Beadle, a profissional que a havia localizado recém-nascida no banheiro do hospital em fevereiro de 2004.

Beadle recordou que encontrou a bebê enrolada em um cobertor e imediatamente a levou para receber cuidados.

A equipe pediátrica cuidou de Vicky até que ela fosse adotada.

Quase duas décadas depois, as duas puderam retornar ao local onde aquela história havia começado.

Vicky descreveu o reencontro como emocional e disse que foi importante conhecer o lugar e a pessoa que havia cuidado dela naquele momento.

Frank também conseguiu reencontrar mulheres ligadas ao momento em que foi localizado na creche em 2002, completando outra parte da reconstrução do passado dos irmãos.

A descoberta não mudou quem eles consideravam família

Apesar de toda a dimensão da revelação genética, Frank e Vicky disseram que a descoberta não transformou a maneira como enxergavam um ao outro.

Eles já eram irmãos.

O teste apenas mostrou que o vínculo existente entre os dois tinha uma camada que nenhum dos envolvidos conhecia.

Nicholas também continuou ocupando exatamente o mesmo lugar na família.

Para Vicky, Frank e Nicholas eram seus irmãos independentemente do DNA. Angela e Dennis continuavam sendo seus pais.

Frank expressou sentimento semelhante.

A descoberta de que tinha o mesmo sangue de Vicky não substituía as décadas de convivência que já haviam construído juntos.

Dois abandonos terminaram no mesmo endereço

Frank foi encontrado em 2002.

Vicky foi encontrada em 2004.

Eles foram abandonados em locais diferentes, entraram em processos de adoção distintos e chegaram separadamente à casa de Angela e Dennis Laffin.

Nenhum deles cresceu procurando desesperadamente pelo irmão biológico perdido porque, sem saber, o irmão já estava ali.

Durante quase duas décadas, a resposta estava presente nas fotografias de infância, nas refeições familiares, nas discussões entre irmãos, nas festas e na rotina da mesma casa.

Somente em julho de 2023 um teste comercial de DNA conseguiu revelar aquilo que o acaso havia mantido escondido desde o nascimento.

Frank e Vicky não precisaram viajar para encontrar um ao outro.

Eles haviam sido abandonados separadamente, mas, de maneira extraordinária, já tinham sido reunidos antes mesmo de descobrirem que um pertencia ao outro.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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