Nessas últimas duas décadas, a área de cultivo duplicou, ainda mais por conta da alta demanda, já que a soja pode ser consumida tanto por humanos quanto por animais. O mercado exportou cerca de US$ 38,628 bilhões no ano de 2021.
Sendo o principal produto cultivado no país, a próxima safra de soja vem com uma expectativa de produção para a oleaginosa de cerca de 152,7 milhões de toneladas, 22,2% maior que a safra de 2021/2022. Esse desenvolvimento das lavouras é ainda considerado satisfatório, em uma boa parte das regiões, com a precipitação ocorrendo em bom volume e boa periodicidade.
No Brasil, essa grande expansão teve seu início a partir de meados da década de 70, contendo de 18% a 20% de óleo e farelo, que representa 79% com o teor de proteína de 45%.
Qual o futuro da soja brasileira?
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Essa produção de soja duplicou nestes últimos 20 anos. Se for comparada com os números de outros países produtores de soja, essa produção brasileira está maior do que as 18,4 milhões de toneladas da produção chinesa; que as 51 milhões de toneladas produzidas na Argentina; e que as 112,549 milhões de toneladas produzidas pelos EUA.
Conforme os dados produzidos pela Porta da Embrapa Soja, há uma estimativa de uma produção mundial de soja com mais de 355,588 milhões de toneladas – dados feitos pela USDA/PSD (11/2022), sendo o Brasil o responsável por mais de 123,829 milhões dessas toneladas – dados divulgados pela CONAB em maio de 2022. Sendo assim, a nossa safra brasileira corresponde a quase 35% de toda a soja produzida no mundo.
Apesar de a produção parecer um tanto grande – 124.047,8 milhões de toneladas, de acordo com a CONAB – cabe ainda destacar que o Brasil é um dos mais fortes exportadores de soja, com 89,5 milhões de toneladas, sendo a China um dos principais importadores.
Um dos mais importantes papéis nesse progresso da soja no Brasil deve ainda ser creditado aos diversos programas para o melhoramento genético.
Segundo os dados da USDA, uma das maiores parcelas da soja produzida pelo Brasil é ainda destinada às exportações, sendo a responsável pela grande parte das arrecadações do agronegócio brasileiro. Essa liderança está culturalmente ligada à sua versatilidade e às ideias e cadeias do agronegócio, alavancando o PIB do país.

